<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131</id><updated>2011-12-20T20:57:23.743-02:00</updated><category term='moral e costumes'/><category term='liberdade de expressão no Brasil'/><category term='senso crítico e educação'/><category term='tecnologias'/><category term='texto'/><category term='carnaval'/><category term='Gugu'/><category term='paradigma'/><category term='AI-5'/><category term='Vamos refletir?'/><category term='inclusão digital'/><category term='Livros'/><category term='Eutanásia'/><category term='mídia'/><category term='anunciantes'/><category term='MEC'/><category term='preconceito social na notícia'/><category term='notícia'/><category term='política'/><category term='downloads'/><category term='João Hélio'/><category term='Roberto Carlos'/><category term='Galdino'/><category term='Bioética'/><category term='cidadania'/><category term='vídeo'/><category term='ABNT e monografia'/><category term='internet'/><category term='Avaliação escolar'/><category term='valores'/><category term='filme'/><category term='jornalimo X interesse público'/><category term='reforma da língua portuguesa'/><category term='identidades'/><category term='audiência'/><category term='violência contra a mulher'/><category term='distribuição de renda'/><category term='ética'/><category term='polêmica'/><category term='modernidade'/><category term='meio ambiente'/><category term='arte e crítica'/><category term='MST'/><category term='infância'/><category term='Eleições e IDH'/><category term='novela'/><category term='Cicarelli'/><category term='desigualdade social'/><category term='documentário'/><category term='Conteúdo programático'/><category term='cibercultura'/><category term='postura editorial'/><category term='os papéis controvertidos da TV'/><category term='sim ou não'/><category term='parcialidade ou manipulação?'/><category term='refletir para agir'/><category term='manipulação'/><category term='censura'/><category term='senso comum x ciência'/><category term='Ratinho'/><title type='text'>É preciso duvidar de tudo</title><subtitle type='html'>Aprimorando o senso crítico diariamente</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-8900262171585834646</id><published>2011-12-20T20:57:00.000-02:00</published><updated>2011-12-20T20:57:23.753-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><title type='text'>O vendedor de frutas que mudou o mundo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;por &lt;a href="https://www.facebook.com/guicampos"&gt;Gui Campos&lt;/a&gt; (via Facebook)&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;O ano de 2011 vem chegando ao fim. Um ano conturbado desde o começo, com muitas revoltas, levantes, ocupações, em suma, pessoas juntando as vozes para gritar que não estão satisfeitas. Um momento que já vinha sendo preparado desde os primeiros encontros do Fórum Social Mundial, sob o slogan de 'um outro mundo é possível'; desde a criação da internet, que na comunicação estudamos como a mudança de um modelo 'um emissor comunica para muitos' para o mais democrático 'muitos emissores comunicam para muitos'.&amp;nbsp;De repente, pessoas conseguiam se organizar sem precisar de uma liderança.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-az_IAUi3ZBc/TvESbKo92LI/AAAAAAAAFKg/IXtbki7rAkM/s1600/mohamed-bouazizi-tunisie.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-az_IAUi3ZBc/TvESbKo92LI/AAAAAAAAFKg/IXtbki7rAkM/s320/mohamed-bouazizi-tunisie.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;O que talvez nem todos saibam é qual foi o estopim desse ano agitado. Tudo começou por causa de uma única pessoa, um jovem vendedor de frutas tunisiano de 26 anos. Chamava-se&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Mohamed Bouazizi&lt;/strong&gt;. Ele não era nenhum revolucionário, nem podia imaginar a dimensão que sua auto-imolação iria tomar.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;Mohamed vendia frutas ilegalmente em uma praça, na pequena cidade de Sidi Bouzid, trabalho que aqui no Brasil chamamos de 'camelô'. A polícia há muitos anos cobrava propina para deixá-lo trabalhar.&amp;nbsp;Há exatamente um ano atrás, no dia 17 de dezembro de 2010, ele havia resolvido que não iria mais dar seu dinheiro para policiais corruptos. Quando se recusou a pagar, confiscaram seu carrinho de frutas. Ele tentou argumentar, e como resposta uma funcionária municipal lhe deu um tapa na cara e cuspiu nele no meio da praça.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;Foi até a sede do governo para tentar reaver seu carrinho, suas frutas e dar queixa da funcionária do Estado que havia lhe agredido. O governador se recusou a recebê-lo. Ele então saiu do prédio, foi até um posto de gasolina próximo e voltou. No meio do trânsito gritou "&lt;strong&gt;como vocês querem que eu viva desse jeito?&lt;/strong&gt;". Jogou combustível em si mesmo e acendeu um fósforo. Eram 11h30 da manhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;Mohamed foi internado com 90% do corpo queimado, e sua históra começou a circular na Tunísia. Virou o representante de um povo humilhado por 23 anos de ditadura e repressão. Indignado, o povo foi às ruas, e por mais de duas semanas enfrentou a polícia em diversas cidades do país.&amp;nbsp;Quando morreu, no dia 4 de janeiro de 2011, 18 dias depois, virou um mártir. A revolução já havia explodido.&amp;nbsp;No dia 14 de janeiro o então presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, foi obrigado a deixar o poder e fugir para Arábia Saudita.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;Assim começou 2011. Daí veio o que foi chamado de '&lt;strong&gt;Primavera Árabe&lt;/strong&gt;': o Egito também se rebelou e depôs Hosni Mubarak, no poder há 30 anos. Uma guerra civil na Líbia terminou com a prisão e morte de Gaddafi, ditador há 42 anos. Também houve levantes em Bahrein, Síria, Iêmen, Argélia, Djibouti, Iraque, Jordânia e Oman.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;Na Espanha, o movimento chamado de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;15-M&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;ocupou o centro de Madri e logo se espalhou para as demais cidades. Na Inglaterra um quebra-quebra assustou os londrinos. Nos Estados Unidos veio a '&lt;strong&gt;Occupy Wall Street&lt;/strong&gt;': milhares de pessoas ocuparam primeiramente o coração econômico do capitalismo e logo várias outras cidades, defendendo que o Estado deve governar para o 99% da população comum, e não para o 1% que é dono do dinheiro, com o slogan '&lt;strong&gt;nós somos os 99%&lt;/strong&gt;'.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;Os chineses foram às ruas pedindo liberdade; estudantes chilenos tomaram as ruas por meses contra o modelo de educação privada dos tempos de Pinochet, e inventaram jeitos criativos de ganhar a atenção da mídia para seus protestos, como o '&lt;strong&gt;thriller pela educação&lt;/strong&gt;' (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tR12Vi6BvrI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=tR12Vi6BvrI&lt;/a&gt;); a Palestina apresentou um pedido de reconhecimento às Nações Unidas, fortemente aplaudido pelos representantes de todos os países, com exceção de Estados Unidos e Israel. Com isso expôs o absurdo que é o Conselho de Segurança e o poder de veto de alguns países.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #333333; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;Ou seja, termina em breve um ano de muitas mudanças, de crises, do desmoronamento de um modelo no qual o dinheiro é tudo que importa. Um ano que, acredito, marca o início de uma nova organização política, econômica e social. Não sabemos para onde vamos, mas sabemos que esta estrada que vínhamos seguindo já não nos serve mais. E pensar que tudo começou com um vendedor de frutas de 26 anos, numa cidadezinha do interior da Tunísia, que só queria trabalhar mas acabou mudando o mundo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-8900262171585834646?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/8900262171585834646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=8900262171585834646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8900262171585834646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8900262171585834646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2011/12/o-vendedor-de-frutas-que-mudou-o-mundo.html' title='O vendedor de frutas que mudou o mundo'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-az_IAUi3ZBc/TvESbKo92LI/AAAAAAAAFKg/IXtbki7rAkM/s72-c/mohamed-bouazizi-tunisie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-7162512128886129361</id><published>2011-12-20T02:58:00.000-02:00</published><updated>2011-12-20T02:59:55.908-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Mais um sobre o caso de enfermeira e a sociedade brasileira perdida</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;h1 style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 25px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;"&gt;A enfermeira histérica e a nação infantiloide&lt;/h1&gt;&lt;div class="post-cat" style="color: #db251a; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://www.revistabula.com/posts/colunistas/a-enfermeira-histerica-e-a-nacao-infantiloide"&gt;por Diogo Luz / revista Bula&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-conteudo" style="font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 13px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; text-align: justify;"&gt;&lt;img alt="" height="320" src="http://www.revistabula.com/arquivos/posts/images/314/enfermeira.jpeg" style="border-bottom-color: black; border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-image: initial; border-left-color: black; border-left-style: solid; border-left-width: 1px; border-right-color: black; border-right-style: solid; border-right-width: 1px; border-top-color: black; border-top-style: solid; border-top-width: 1px; float: left; margin-bottom: 5px; margin-left: 10px; margin-right: 10px; margin-top: 5px;" width="212" /&gt;O estado patriarcal deste início de século XXI transformou o homem moderno numa massa uniforme de insegurança. O isolamento predominante nas grandes metrópoles modificou o caráter social do ser humano, despertando uma carência afetiva que precisa ser alimentada no mingau ralo dos substitutivos emocionais. A internet e os animais de estimação acabaram assumindo o papel de companheiros matrimoniais. Não é de se espantar a onda de indignação que varreu a grande rede após a divulgação de imagens de uma enfermeira espancando até a morte um cachorro da raça Yorkshire, em Formosa, no Estado de Goiás, na sexta-feira, 16.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; text-align: justify;"&gt;O filósofo Janer Cristaldo abordou a estranha relação entre homens e animais no livro “O Paraíso Sexual Democrata”, uma ácida análise da social democracia na Europa e especificamente na Suécia. Ele cita a legislação alemã como um exemplo de desvirtuação proporcionada pelo politicamente correto no estado de bem-estar social. “A lei dispõe que um cão pastor necessita de 12 m² para habitar, enquanto um imigrante necessita de apenas 8 m²”. Citando o zoólogo Desmond Morris, o livro toca no ponto central do drama infantiloide vivenciado pela população dos países desenvolvidos e em ascensão econômica: “Afeto todos têm a oferecer, o problema é recebê-lo. O cão aceita incondicionalmente toda ou qualquer manifestação afetiva, sadia ou neurótica, expressada em pontapés ou afagos. Daí seu status”.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; text-align: justify;"&gt;A quebra dos laços sociais alçou os animais de estimação à categoria de senhores absolutos. Não se aprende mais lições de vida com iguais, mas com cachorros e gatos, como atestam best-sellers como “Marley &amp;amp; Eu” e a incontável soma de genéricos da mesma lavra que tomaram de assalto as prateleiras das livrarias nos últimos anos. Cães e gatos muitas vezes recebem uma fatia maior do orçamento familiar do que os próprios filhos, isso quando eles não são completamente substituídos pelos seres de cauda. Nessa cadeia alimentar de sentimentalismo, as imagens da violência contra o cachorro despertaram nos brasileiros um horror que não seria atingido caso a vítima compartilhasse a mesma sequência genética dos indignados. A violência da enfermeira não golpeou apenas um ser indefeso, ela também acertou em cheio o vazio afetivo de toda uma nação.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; text-align: justify;"&gt;Na projeção coletiva, exposta principalmente por meio das redes sociais, a defesa automática dos valores pernetas, mas caros à população, impulsionou uma resposta violenta ao crime cometido pela mulher. A imensa maioria dos comentários no Facebook e Twitter não exigia apenas cadeia pela morte do animal, mas que a agressora sofresse a mesma violência da qual o bicho foi vítima, ou ainda a pena de morte e tortura. Não tardou para que um crime corriqueiro, como atesta o delegado titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Luziano Severino, terminasse como cavalo-de-batalha de políticos e assumisse uma parcela vasta do horário nobre.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; text-align: justify;"&gt;A defesa da agressora, também por meio das redes sociais, evidencia o perfil de uma desequilibrada. Justificar uma agressão torpe diante de uma criança de colo pelas diatribes de um cachorro é passar um atestado de transtorno emocional —&amp;nbsp;provável motivo da aquisição do animal, em primeiro lugar. Ainda que o crime tenha sido cometido com requintes de crueldade, ninguém espera que adultos saudáveis sugiram que a punição natural seja atirar a mulher para ser devorada por pitbulls raivosos e tampouco que as autoridades colaborem colocando mais lenha na fogueira ao divulgar detalhes do processo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; text-align: justify;"&gt;A imprensa é a responsável por informar o público de assuntos de interesse da massa. Os funcionários estatais devem zelar pela tramitação técnica do caso e também garantir a segurança física da investigada. Ainda que pessoalmente discorde em parte dos termos, o direito à vida vale tanto para Fernandinho Beira-Mar quanto para uma enfermeira neurótica, mesmo que eles não concedam igual benefício às suas vítimas. Isso é o que difere pessoas honestas de bandidos e a democracia do totalitarismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 15px; text-align: justify;"&gt;Todos os dias a população abdica cada vez mais das relações humanas por seus substitutos felpudos. Agora, estão dispostos a abrir mão da razão e da própria humanidade para fazer justiça pelos seus animais. Enquanto isso, seis ministros caíram do governo federal devido a suspeitas de corrupção, morreram 50 mil pessoas vítimas da violência no último ano e o Estado avança dentro dos lares para ditar se um pai pode ou não castigar fisicamente os próprios filhos. Pelo visto, um tapa ou outro é permitido numa criança, mas nem pense em fazer o mesmo com um cachorro. Pode ser o seu último ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="background-color: white; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, 'Liberation Sans', sans-serif; font-size: 12px; line-height: 21px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Atividade: Leia e reflita sobre o texto acima e destaque os trechos em que o autor se refere à ética humana, explicando sua seleção.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-7162512128886129361?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/7162512128886129361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=7162512128886129361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/7162512128886129361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/7162512128886129361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2011/12/mais-um-sobre-o-caso-de-enfermeira-e.html' title='Mais um sobre o caso de enfermeira e a sociedade brasileira perdida'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-8067197826756666364</id><published>2011-12-19T03:51:00.001-02:00</published><updated>2011-12-20T02:59:42.520-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Sobre cachorro, enfermeira, você e a civilização humana em tempos de internet</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div id="sharing-topo" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; float: right; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, 'Liberation Sans', sans-serif; height: 20px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="sharing-fb-send" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; display: block; float: left; 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padding-top: 0px; position: relative; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="sharing-fb-send" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; display: block; float: left; margin-bottom: 2px !important; margin-left: 0px !important; margin-right: 0px !important; margin-top: 2px !important; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; vertical-align: baseline; width: 70px;"&gt;&lt;span style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; display: block; float: left; margin-bottom: 2px !important; margin-left: 0px !important; margin-right: 0px !important; margin-top: 2px !important; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; position: relative; vertical-align: baseline; width: 70px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="sharing-fb-send" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; display: block; float: left; margin-bottom: 2px !important; margin-left: 0px !important; margin-right: 0px !important; margin-top: 2px !important; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px !important; padding-left: 0px !important; padding-right: 0px !important; padding-top: 0px !important; vertical-align: baseline; width: 70px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="post-autor" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-color: rgb(204, 204, 204); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; float: left; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, 'Liberation Sans', sans-serif; font-size: 11px; height: 55px; line-height: 11px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline; width: 525px;"&gt;&lt;a href="http://www.gravatar.com/avatar/79364b4277f92cc710c6e48ab984afa5?default=http%3A%2F%2Fwww.cartacapital.com.br%2Fwp-content%2Fthemes%2Fcartacapital%2Fimg%2Favatar-neutro.jpg&amp;amp;size=45" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" class="imagem-autor" height="45" src="http://www.gravatar.com/avatar/79364b4277f92cc710c6e48ab984afa5?default=http%3A%2F%2Fwww.cartacapital.com.br%2Fwp-content%2Fthemes%2Fcartacapital%2Fimg%2Favatar-neutro.jpg&amp;amp;size=45" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-color: rgb(191, 193, 195); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 2px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-color: rgb(191, 193, 195); border-left-style: solid; border-left-width: 2px; 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outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-era-dos-homo-facers/#todos-comentarios"&gt;por Matheus Pichonelli&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-61631 post type-post status-publish format-standard hentry category-sociedade tag-animais tag-barbarie tag-civilizacao tag-matheus-pichonelli" id="post-61631" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, 'Liberation Sans', sans-serif; font-size: 11px; line-height: 11px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 30px; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;h3 class="chapeu sizefont1" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #c1262c; font-family: Verdana, Arial; font-size: 11px; line-height: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Civilização e barbárie&lt;/h3&gt;&lt;div class="data-post" style="background-attachment: scroll; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: url(http://www.cartacapital.com.br/wp-content/themes/cartacapital/images/icone_data.jpg); background-origin: initial; background-position: 0px 0px; background-repeat: no-repeat no-repeat; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #999999; float: right; font-family: Verdana, Arial; font-size: 10px; font-weight: bold; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 10px; padding-left: 20px; padding-right: 0px; padding-top: 5px; vertical-align: baseline;"&gt;17.12.2011 09:18&lt;/div&gt;&lt;h2 class="titulo-post sizefont2" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-size: 24px; letter-spacing: -1px; line-height: 1; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 5px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline; width: 525px;"&gt;A era dos homo facers&lt;/h2&gt;&lt;div class="entry sizefont3" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-size: 12px; line-height: 21px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Durante algum tempo, homens e animais dividiram os mesmo espaços e as mesmas angústias. Não existiam gôndolas de supermercado, mas, em compensação, não havia outras preocupações na vida a não ser “o que vou comer no almoço”, “o que devo caçar”, “como conseguir o alimento com menos tempo e menos esforço”.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Era o tempo da racionalidade. O corpo tinha fome e o instinto nos levava à caça, à pesca, à colheita de frutos. Homens e iguanas poderiam sentar numa mesma mesa de bar, se houvesse bar naquele tempo, para compartilhar as mesmas queixas sobre um dia árduo. “Rapaz, deixei aquele mosquito escapar, mas foi por pouco. Tive que me contentar com um caqui podre que já estava no cão. Meu filho ficou puto porque não aguenta mais comer caqui”.&lt;/div&gt;&lt;div class="wp-caption alignleft" id="attachment_61633" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #d2d3d5; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #333333; float: left; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; max-width: 525px !important; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center; vertical-align: baseline; width: 310px;"&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/lobisomen.jpg" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;img alt="" class="size-medium wp-image-61633" height="292" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/lobisomen-300x292.jpg" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-style: none; border-top-width: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline; width: 310px;" title="lobisomen" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="wp-caption-text" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-size: 0.85em; line-height: 1.2; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 7px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 2px; vertical-align: baseline;"&gt;O homo facer: de dia compartilha bons sentimentos, à noite, pede sangue em nome de justiça&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Ambos eram caça, ambos eram caçadores (a onça corria mais, mas os dois podiam se esconder na árvore).&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;E assim não caminhava a humanidade até o dia em que o sujeito de barba, ereto, observou um osso jogado no chão e percebeu que podia fazer daquele instrumento uma arma. Foi quando resolveu domesticar os animais para a sua alimentação e companhia. De um lado, atendia aos apelos do estômago, que teimava em sentir fome; de outro, atendia ao apelo da alma, para que desse um jeito na solidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Deste último grupo não havia melhor representante que os cães, que eram mais leais que o vizinho barbudo da casa ao lado. Eram tão dóceis quanto os elefantes e menos pegajosos do que as iguanas; só eles tinham porte para cuidar do nosso quintal e vigiar nossas posses sem estragos além dos inevitáveis. Criou-se o conceito de amizade.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Passa a fita e o sujeito barbudo abandona o osso e passa a fabricar armas. Fabrica também casas, indústrias, estradas, dutos, aviões e até lâminas de barbear. Fabrica também noções de justiça e regras de convivência. Quando viu, o homem já não era o lobo do homem, mas um ser atento a um novo jogo de sobrevivência. Permanecia falso como um camaleão, mas ciente de que um passo errado o colocaria em problemas com o delegado, com o juiz e até mesmo com o advogado, que viu naquilo tudo um negócio mais rentável do que vender ossos a prestação.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Era o tempo da evolução. Enquanto isso as iguanas e os cães seguiam lá: leais, mas à espera de que alguém os alimentasse.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Fato é que, tanto tempo depois, o ser humano já aprendeu a lidar com quase tudo. Já foi pra Lua, começou e encerrou muitas guerras, construiu a ponte estaiada sobre a marginal, botou muito vírus e muita bactéria para correr. Só não aprendeu a lidar com o elemento humano que definitivamente o diferencia do animal que domestica. Porque o animal, quando tem fome, come; quando tem sono, dorme; mas o ser humano, desde que o mundo é mundo, tem mania de complicar tudo. Por isso, toma remédios para emagrecer quando deve comer, e bebe energético ou café com guaraná quando precisa dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;É o ser humano que, movido a paixões, mata pai, mãe, tio ou irmão quando é contrariado. Só ele possui propriedades ainda inexistentes no mundo mineral e animal, como o ciúme, a ingratidão, a raiva, a vingança, a indignação. Por isso gasta-se tanto tempo para entender, em vão, atitudes impensadas (ou pensadas, mas fora do script do que se considera normal), como jogar a filha pela janela do apartamento ou invadir um haras para matar a tiros a amante.&lt;/div&gt;&lt;div class="wp-caption alignleft" id="attachment_61641" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #d2d3d5; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #333333; float: left; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; max-width: 525px !important; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: center; vertical-align: baseline; width: 230px;"&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/c%C3%A3o1.jpg" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #555555; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;img alt="" class="size-full wp-image-61641" height="220" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/c%C3%A3o1.jpg" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-style: none; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-color: initial; border-image: initial; border-left-style: none; border-left-width: 0px; border-right-style: none; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-style: none; border-top-width: 0px; float: none !important; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline; width: 230px;" title="cão" width="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="wp-caption-text" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-size: 0.85em; line-height: 1.2; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 7px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 2px; vertical-align: baseline;"&gt;O cão, que assiste de camarote à involução humana&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Anos de evolução, e revoluções (da industrial à tecnológica) e páginas impressas de vã filosofia não bastaram para eliminar as barbáries do período primitivo. As barbáries, como os animais, foram apenas domesticadas. Estão sob eterna vigilância de um conjunto de regras e noções sobre ação e reação – que impedem, ou deveriam impedir, que irmãos matem irmãos impunemente. Mesmo assim, não impedem.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;E quando não impedem, quando voltamos a nos comportar como animais, tentamos entender e racionalizar o que aconteceu. Quando isso é impossível, a coisa trava. Como uma máquina. Não conseguimos emitir resposta, a cabeça começa a esquentar, a soltar fumaça, como um computador à espera do Control + Alt + Del para começar tudo de novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Mergulhados numa era de competição feroz, e cansados de apertar os parafusos que nos garantem o orgulho de ser alguém na vida, entramos de cabeça num período confuso, de pura contradição. Lemos livros de auto-ajuda e falamos de bons sentimentos, mas damos cotoveladas homéricas em quem se aproximar do nosso parafuso e nossos quintais. O outro, o vizinho, o colega e até a esposa e o marido são sempre uma ameaça. Sempre podem produzir algo que não consta do script, da trairagem à traição. Porque são humanos, e não devolvem sorrisos quando fazemos cafuné neles. Alguns te engolem no dia seguinte, e ainda ameaçam colocar no YouTube aquele vídeo em que você aparece em posição constrangedora.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Vai ver é por isso que, para compensar nossa incapacidade de se desanimalizar (tenho a impressão de que essa palavra não existe), façamos tanto esforço para humanizar aqueles que ainda têm jeito na vida. No caso, os animais – aquele parceiro de caça de outrora e que hoje nos distrai e nos faz companhia na hora da novela, da sopa, e na hora em que precisamos quebrar o gelo da casa para não lembrar que somos sozinhos, vazios e incapazes de nos relacionar com alguém da nossa espécie.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;É compreensível. Um animal bem cuidado jamais vai ser traiçoeiro. Vai, enquanto for vivo, cumprir tudo o que se espera dele. Jamais vai te contestar nem esperar seu sono para ligar para outros donos. Vai ser sempre leal, parceiro, dócil. Um ser, enfim, que devolve amor quando a ele dedicamos amor. Bem diferente dos filhos, para passam metade da vida ouvindo regras e a outra metade as descumprindo. Adão e Eva estão aí para mostrar que não existe paraíso que compense a delícia de ser oposição (com o perdão a Machado de Assis).&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Com quase 30 anos nas costas, não me lembro até hoje de ter conhecido ser humano mais leal do que o Tupi, um pastor belga parceiro de dias e noites num dos períodos mais saudosos da minha infância. E não me lembro até hoje de ter sentido uma tristeza mais aguda do que o dia em que nos despedimos dele, num centro veterinário de Jaboticabal, onde meus pais foram informados de que não havia outra cura para seus tumores a não ser sacrificá-lo. Nunca me esqueci do Tupi, que uma hora dessas deve estar roçando as pernas de São Francisco de Assis.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Mesmo assim, acho que até ele se preocuparia se visse, do céu, a reação de bípedes conectados que, numa ação conjunta articulada pela internet, resolveram pedir o linchamento público de uma mulher filmada agredindo um cão até a morte. A cena é lamentável e a comoção, como diante de qualquer crime, parece inevitável.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;O crime é, como qualquer crime, um ponto fora da curva das regras de convivência. Racionais que somos, não estamos preparados para absorver algo que não faça sentido (um ser humano maltratar até a morte um ser indefeso). E, como uma máquina de computador que não codifica a mensagem e passa a soltar fumaça, voltamos à pré-história. O tal Control + Alt + Del.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Em coro, juntamente até com o novelista da tevê, vamos às redes sociais com tridentes, escopetas, facas nos dentes para pedir justiça. Não a justiça resultante de anos de evolução, com processo, direito de defesa, ressocialização, espaço para o arrependimento, ação corretiva. Mas a justiça dos antepassados, que expurgavam os pontos fora da curva com apedrejamento e sangue.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Na era virtual, não basta cobrar justiça. É preciso expor a agressora, mostrar a cara, o número do celular, o endereço e o aviso: procura-se viva ou morta. Se amanhã ela for presa, processada e punida, não sentiremos a menor saciedade. Sangue se paga com sangue, e é assim desde que homens e animais engatinhavam juntos nos tempos áureos.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Nada mais representativo. Nos últimos anos, o Twitter e o Facebook permitiram que encontrássemos eco para nossas ideias mais pessoais, algumas inconfessáveis em períodos normais da história.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Fosse vivo, Benito Mussolini mediria sua popularidade pelo botão de “curtir”, e não seria pouca. O usuário da internet, sabendo que é uma legião, perdeu até a vergonha de relinchar em público. Ganhou uma plateia para as causas justas (como a defesa da dignidade dos animais) e para as suas causas duvidosas (como uma certa vontade, assumida ou não, de passar o trator na cracolândia). O meio é a mensagem e a mensagem é, no mínimo, estranha: por que vemos tanto espírito no pet e nenhum no marginal?&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;A verdade é que, juntos, o sentimento de revolta e o compartilhamento de simpatias pela barbárie deram outra dimensão à ideia de justiça. Em defesa dos animais, passamos a pedir a eliminação do ser humano, numa tentativa vã de extirpar do nosso convívio o elemento humano, aquele imprevisível, ingrato, incompreensível, que nos leva ao crime e à barbárie.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;A indignação e a revolta nos ajudam a lembrar que somos humanos, e não máquinas indiferentes. Mas, como humanos, nos lembram que estamos sujeitos à mesma barbárie, seja como vítimas, seja como carrascos. Contra a covardia, respondemos com mais covardia. E assim a humanidade segue, no seu inevitável caminho de volta ao tempo em que ainda rastejava.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;_______________&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; margin-bottom: 10px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Atividade: Leia e reflita sobre o texto acima e destaque os trechos em que o autor se refere à ética humana, explicando sua seleção.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-8067197826756666364?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/8067197826756666364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=8067197826756666364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8067197826756666364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8067197826756666364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2011/12/sobre-cachorro-enfermeira-voce-e.html' title='Sobre cachorro, enfermeira, você e a civilização humana em tempos de internet'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-6963168889725707807</id><published>2011-10-12T02:50:00.000-03:00</published><updated>2011-12-20T02:54:56.606-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='valores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernidade'/><title type='text'>Por que a civilização não há de entrar em colapso</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(&lt;a href="http://www.icb.ufmg.br/lpf/Einstein,1933.html"&gt;texto atribuído &lt;/a&gt;a ALBERT EINSTEIN*)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; O otimista afirma a vida, o pessimista a nega. O pessimista, com toda a sua negação, agarra-se, como uma regra geral, ao doce hábito de viver. Cada homem, em um momento ou outro, acaba se fazendo a imortal pergunta de Hamlet: "Ser ou não ser?" E, se acaba. decidindo que ser é, de maneira geral, é preferível a não ser, é um otimista, ainda que goste de citar Schopenhauer ou o adágio bíblico de que tudo não passa de vaidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eu sou um otimista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Afirmo a vida porque, seja qual tenha sido o destino dos sóis e dos universos em dissolução, existe uma coisa que chamamos progresso e evolução no ciclo das espécies humanas, por mais breve que seja sua existência, medida em termos astronômicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sou um otimista apesar da Depressão, da Fome, da Insatisfação e do Renascimento do Militarismo, os Quatro Cavaleiros do Novo Apocalipse que cavalgam na sangrenta trilha da Guerra Mundial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sou um otimista apesar da supressão em âmbito mundial, dos direitos humanos, que se seguiu à ambiciosa tentativa de tornar o mundo seguro para a democracia. O que caracteriza época em que vivemos é a batalha do indivíduo para se afirmar. Homem nenhum consegue encontrar-se com a sua própria alma se não atinge o equilíbrio entre o mesmo e a sociedade que o cerca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quando meditamos sobre a nossa vida e nossas esperanças temos, quase invariavelmente, de encarar a descoberta de que quase todas as nossas realizações e empreendimentos estão intimamente entrelaçados com a existência dos outros. Notamos até que ponto nos parecemos com outros animais que vivem em comunidades coletivas. Os alimentos que comemos são preparados e trazidos à nossa mesa por nossos companheiros. As próprias roupas que usamos são tecidas e costuradas por outros. Mãos alheias constroem os abrigos a que damos o nome de lar ou de local de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nossos conhecimentos e crenças, em sua maior parte, são uma herança. São-nos quase que inteiramente transmitidas pelos outros. Outros vêm criando, há muito tempo, os meios pelos quais a compreensão chega a nossos cérebros. Sem a fala, nossos cofres mentais ficariam totalmente vazios! Sem ela, o nosso horizonte intelectual não iria além do de um &amp;nbsp;elefante ou de um macaco. A linguagem cria a irmandade dos homens. É esse dom, a capacidade de transmitir para os outros idéias e emoções complexas, que diferencia o bípede humano de seus parentes zoológicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Inteiramente abandonado a si próprio, o homem ‚ mais indefeso do que os animais. Tente imaginar um bebê abandonado para crescer absolutamente sozinho, desde que nasce. O primitivismo abismal dessa criatura escapa à nossa imaginação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;que significa tudo isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Isso demonstra a nossa dependência de nossos semelhantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não importa a grandeza ou a distinção dos dons ou potencialidades de um homem, ele é distinto ou grandioso apenas em referência a seu grupo. Um indivíduo não é significativo enquanto indivíduo e sim como membro de uma família humana. A sociedade é a força que dirige os seus fins materiais e espirituais do nascimento à morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Isso nos dá &amp;nbsp;uma medida pela qual podemos avaliar os méritos de cada homem. Seu valor depende primariamente do grau em que as suas emoções, pensamentos e ações se dirigem para enriquecer a vida de seus semelhantes. Bem e mal não são termos absolutos: aplicados ao valor ou ao caráter de um homem, dependem de sua posição ou de sua atitude no relacionamento com o grupo. É como se os atributos sociais de um homem fossem os únicos fatores sobre os quais repousam a sua posição relativa na escala da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No entanto, essa conclusão é errônea.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ela não é coerente com a história da humanidade. Pois se o indivíduo depende da sociedade, &amp;nbsp;a sociedade, por sua vez‚ é nutrida pelas riquezas de cada alma individual. É evidente que todos os bens materiais, espirituais e morais que recebemos da sociedade que nos cerca vieram a ela a partir de forças individuais, sempre acumulando, sempre crescendo, ao longo de inúmeras gerações. Toda civilização e toda cultura nasce das raízes do individualismo criativo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Não foi a sociedade, mas um indivíduo quem primeiro tirou fogo de uma pedra. Alguns indivíduos foram os responsáveis pela idéia de retirar alimentos do solo, plantando-os. Outros indivíduos foram os primeiros a conceber a máquina a vapor ou o filamento da lâmpada que nos ilumina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Só o indivíduo pode pensar e, pensando, criar novos valores para o mundo. Só o indivíduo pode estabelecer novos padrões morais que mostram o caminho para as gerações vindouras. Sem personalidades decisivas, pensando e criando de forma independente o progresso humano é inconcebível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A saúde da da sociedade depende menos da integridade de cada indivíduo do que dos laços sociais que unem o indivíduo a seu grupo. Mas o indivíduo não pode crescer sem o apoio de uma comunidade cooperativa. As culturas greco-européia e americana floresceram a partir da semente da realização individual. O florescimento cultural da Renascença, em especial, tirou a sua força quase inteiramente do relativo isolamento dos indivíduos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O que é que isso significa para nós?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vamos dar uma olhada no tempo em que vivemos. Qual é a do indivíduo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A população das &amp;nbsp;áreas onde o nosso tipo especial de civilização prevalece, cresceu enormemente. A população da Europa, sozinha, triplicou em um século. Na América, a taxa de crescimento foi ainda mais prodigiosas. Mas o número de lideres independentes, de criadores e pensadores decresceu na proporção inversa. Há poucos indivíduos, hoje, que se ergam acima da multidão. Os poucos que se destacam devem essa distinção principalmente a uma realização produtiva. No mundo que nos cerca, a organização tomou o lugar da liderança individual. Isso é particularmente verdade no domínio das realizações técnicas. É verdade, também, num grau espantoso, no domínio das ciências.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A falta de grandes individualidades no domínio das artes mostra-se com dolorosa clareza. A pintura e a música, em especial, degeneraram. A política, também está falida. Não só não existem mais grandes líderes políticos, como também o cidadão individual sofreu um declínio quase universal em termos de confiabilidade e senso de justiça. E, no entanto, a confiabilidade espiritual e um agudo senso de justiça por parte dos indivíduos, são os dois pilares sobre os quais repousa a estrutura democrática. Sem eles, os sistemas parlamentares não funcionam. Porque o indivíduo perdeu essas duas virtudes cívicas primárias, a democracia e seus sistemas parlamentares estão funcionando mal. Porque o indivíduo perdeu essas duas virtudes cívicas primárias, a democracia e seus parlamentos estão vacilantes em muitos países. Por toda a parte erguem-se as ditaduras e elas são toleradas porque o senso de dignidade e de direitos individuais já não está mais vivo de forma suficientemente vibrante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Às massas, por toda a parte, falta a capacidade de julgamento político independente. Pode-se levar o povo de qualquer país, no espaço de duas semanas, a um tal graus de ódio e histeria que seus membros individuais estão prontos para matar ou ser mortos, em armadilhas militares, por qualquer motivo, sem que se leve em conta o seu mérito especial. A propaganda cria o serviço militar compulsório ou a servidão militar compulsória. Na minha opinião, o sintoma mais vergonhoso da falta de dignidade pessoal de que a nosso mundo civilizado sofre hoje é a forma como ele se submete às pressões do serviço militar compulsório de qualquer tipo. Em vista desses fenômenos perturbadores não faltam profetas que proclamam o colapso iminente da civilização ocidental. Não me alinho com esses pessimistas. Tudo .indica o contrário. Acredito num futuro melhor e deixem que resuma rapidamente as razões que tenho para estar convencido disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A humanidade está sofrendo não porque tenha deixado de progredir, mas porque progrediu depressa demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Atribuo as manifestações atuais de desintegração ao fato de que o crescimento da indústria e do maquinário tornou mais aguda a batalha pela existência a um ponto tal que ela se torna um obstáculo ao livre desenvolvimento do indivíduo. Aos líderes em potencial faz falta o tempo livre de que precisam para crescer. O desenvolvimento das máquinas deveria ter produzido o efeito oposto. Deveria ter diminuído a exigência de que o indivíduo trabalhe mais para atender à demanda da comunidade. Mas o mundo não se adaptou a essas mudanças como resultado, o desemprego e a inquietação social espreitam por toda parte, num mundo instável. A humanidade está começando a se dar com de que uma de suas tarefas mais urgentes é a reorganização do trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Assim que tivermos realizado essa redistribuição, poderemos reajustar as nossas vidas garantindo a cada indivíduo segurança material e lazer. Reavivadas por um novo senso de segurança e de liberdade, as energias que agora estão sendo reprimidas serão liberadas nas almas dos indivíduos. Seremos uma vez mais capazes de desenvolver grandes personalidades, capazes de enriquecer a nossa vida cultural. Extraindo uma força nova das individualidades, a humanidade há de readquirir o seu equilíbrio espiritual e sua saúde espiritual. A própria intensidade de nossos distúrbios indica a determinação com que tanto indivíduo quanto o organismo social querem se ver livres desse sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os historiadores futuros hão de compreender a crise que se apossado mundo de hoje como um sintoma de uma doença social provocada apenas pelo ritmo rápido demais de nossa civilização. A humanidade, curando-se dessa doença infantil, há de conseguir ir para a frente e para cima na consecussão de seus objetivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;*O físico alemão Albert Einstein, formulador da teoria da relatividade, escreveu este artigo em 1933 para a Liberty Magazine/HP Singer Features, três anos depois de sua transferência para ao Estados Unidos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;_________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Atividade: Grife os pontos que o autor estabelece uma relação ou proposição ética.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-6963168889725707807?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/6963168889725707807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=6963168889725707807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6963168889725707807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6963168889725707807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2011/10/por-que-civilizacao-nao-ha-de-entrar-em.html' title='Por que a civilização não há de entrar em colapso'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-7884720061666434778</id><published>2011-08-12T15:49:00.000-03:00</published><updated>2011-08-12T15:49:25.474-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso comum x ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bioética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eutanásia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><title type='text'>Bebê em estado vegetativo reabre debate sobre eutanásia na Argentina</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: arial, helvetica, freesans, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 12px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="materia-cabecalho" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: #929292; font-family: inherit; font-size: 0.9em; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; width: 620px;"&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; float: none; font-family: inherit; font-size: 11px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;abbr class="published" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: inherit; font-size: 11px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;04/08/2011 13h46&lt;/abbr&gt;&amp;nbsp;- Atualizado em&amp;nbsp;&lt;abbr class="updated" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: inherit; font-size: 11px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;04/08/2011 14h32&lt;/abbr&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materia-titulo" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 2.5em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;h1 class="entry-title" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 3.16em; font-weight: bold; letter-spacing: -0.06em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; font-family: inherit; font-size: 38px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h2 style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #929292; font-family: inherit; font-size: 1.5em; letter-spacing: -0.01em; line-height: 1.2em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0.3em;"&gt;Camila é mantida viva desde que nasceu, há dois anos.&lt;br style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; font-family: inherit; font-size: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;Os pais pedem que ela tenha direito a uma 'morte digna'.&lt;/h2&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materia-assinatura-letra" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-top-color: rgb(235, 235, 235); border-top-style: solid; border-top-width: 1px; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 2em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 16px; width: 620px;"&gt;&lt;div class="materia-assinatura" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; float: left; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 0.5em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; min-width: 0px; outline-color: initial; 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padding-right: 0px; padding-top: 0.1em;"&gt;&lt;span class="locality" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; display: block; font-family: inherit; font-size: 11px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0.1em;"&gt;Da&lt;a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/08/bebe-em-estado-vegetativo-reabre-debate-sobre-eutanasia-na-argentina.html"&gt; EFE&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materia-impressao" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; float: right; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/08/bebe-em-estado-vegetativo-reabre-debate-sobre-eutanasia-na-argentina.html#" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: initial; background-image: url(http://s.glbimg.com/jo/g1/media/common/img/ico-materia-imprimir.png); background-origin: initial; background-position: 0% 0%; background-repeat: no-repeat no-repeat; color: #666666; font-family: inherit; font-size: 0.9em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 1.7em; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none;" title="Imprimir"&gt;imprimir&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materia-conteudo entry-content" id="materia-letra" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;div class="foto componente_materia midia-largura-300" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; float: left; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 2.5em; margin-left: 0px; margin-right: 1.75em; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; zoom: 1;"&gt;&lt;img alt="Caso de bebê que é mantida viva desde o nascimento repercute na mídia argentina (Foto: Reprodução/Diario Uno)" height="420" src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/08/04/bebe_argentina.jpg" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; display: block; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" title="Caso de bebê que é mantida viva desde o nascimento repercute na mídia argentina (Foto: Reprodução/Diario Uno)" width="300" /&gt;&lt;strong style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #eeeeee; background-image: initial; background-origin: initial; display: block; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0.67em; padding-left: 0.67em; padding-right: 0.67em; padding-top: 0.67em; text-align: left;"&gt;Caso de bebê que é mantida viva desde o&lt;br style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;nascimento repercute na mídia argentina&lt;br style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; font-family: inherit; font-size: 12px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;" /&gt;(Foto: Reprodução/Diario Uno)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 1.26em; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 1.5em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O caso de um bebê de 2 anos em estado vegetativo desde seu nascimento e cujos pais pedem que tenha direito a uma "morte digna" reabriu o debate sobre a falta de uma lei que regule a eutanásia na Argentina.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 1.26em; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 1.5em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;"Camila está em estado vegetativo desde que nasceu. Não chora, não pisca, não se movimenta. Todos afirmam e confirmam que o estado da menina é irreversível", declarou sua mãe, Selva Herbon, que foi citada nesta quinta por vários meios de comunicação locais.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 1.26em; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 1.5em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Herbon, de 37 anos, tem outra filha, de 10 anos, e disse que sua família vive "um calvário" desde o nascimento de Camila, que respira através de aparelhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 1.26em; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 1.5em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Ela disse que os comitês de bioética de entidades públicas e privadas apoiaram seu pedido de desligar os aparelhos de Camila e que também manifestaram seu apoio à reativação de projetos de lei sobre a eutanásia no Parlamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 1.26em; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 1.5em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Camila nasceu em abril de 2009 em uma clínica da periferia de Buenos Aires. Como ela nasceu em estado vegetativo, os médicos tentaram reanimá-la "durante 20 minutos e ela foi conectada a um respirador artificial. Teve uma encefalopatia crônica não evolutiva por causa de falta de oxigênio no momento do parto", afirmou a mãe.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 1.26em; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 1.5em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;"Não lhe permitem uma morte digna", ressaltou Herbon, que afirmou que não dispõe de recursos para iniciar um requerimento judicial para que autorizem os médicos a praticar a eutanásia no caso de Camila.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 1.26em; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 1.5em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Além disso, denunciou o caso ao Ministério da Justiça e Direitos Humanos, onde recebeu apoio do especialista em bioética, Juan Carlos Tealdi.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 1.26em; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 1.5em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;"Depois de um ano a medicina já não é obrigada a persistir com o tratamento, já que a situação do bebê é irreversível", disse Tealdi à "Radio Continental" de Buenos Aires.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 1.26em; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 1.5em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Tealdi opinou que, na ausência de uma legislação sobre a eutanásia, um caso como o de Camila, que é "irreversível", deveria ser resolvido de comum acordo entre a família do paciente e os médicos, que "não são obrigados" a manter um tratamento que não surtirá efeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 1.26em; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 1.5em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;"Vou todos os sábados levar fraldas e roupa para ela", disse a mãe, que conversou com os dois legisladores que apresentaram projetos de lei para a regulação da eutanásia no país.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: transparent; background-image: initial; background-origin: initial; color: #333333; font-family: inherit; font-size: 1.26em; letter-spacing: -0.02em; line-height: 1.45em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 1.5em; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;O senador Samuel Cabanchik, autor de um desses projetos, disse que pediu a seus colegas que avancem no debate dessa iniciativa, destinada a garantir o direito das pessoas a uma 'morte digna' quando todos os recursos médicos para sua recuperação estiverem acabado.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-7884720061666434778?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/7884720061666434778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=7884720061666434778' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/7884720061666434778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/7884720061666434778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2011/08/bebe-em-estado-vegetativo-reabre-debate.html' title='Bebê em estado vegetativo reabre debate sobre eutanásia na Argentina'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-6181031466975167275</id><published>2011-08-12T15:05:00.001-03:00</published><updated>2011-08-12T15:07:59.519-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalimo X interesse público'/><title type='text'>Ética, jornalismo e novas tecnologias</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #222222; font-style: inherit; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://knightcenter.utexas.edu/pt-br/node/6974"&gt;Centro Knight para o jornalismo nas Américas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: inherit; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;EXERCÍCIO: A partir dos trechos (com adaptações) abaixo faça uma pesquisa sobre o tema e reflita a respeito de como as tecnologias podem influenciar no surgimento de dilemas éticos, exemplificando com situações reais/simuladas.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #222222; font-style: inherit; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"As rápidas mudanças trazidas pela era digital têm criado novos desafios éticos. No&amp;nbsp;webinário, de duas horas, "Ética jornalística na era digital" o professor&amp;nbsp;&lt;a href="http://ewasserman.com/about" style="color: #0066b3; font-style: inherit; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Edward Wasserman&lt;/a&gt;, Knight Chair em Ética Jornalística na&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.wlu.edu/x6.xml" style="color: #0066b3; font-style: inherit; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"&gt;Universidade Washington and Lee&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #222222; font-style: inherit; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Wasserman&amp;nbsp;se concentrará nos novos desafios que os jornalistas encaram quando a revolução tecnológica os coloca em grande risco de violar regras de conflito de interesse. “E&lt;b&gt;u acho que conflito de interesse está surgindo como uma questão verdadeiramente jornalística na era digital porque mais e mais jornalistas estão praticando jornalismo como uma das numerosas coisas que fazem&lt;/b&gt;", disse o professor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #222222; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: inherit;"&gt;O professor de ética acha que &lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: inherit;"&gt;quando os jornalistas se voltam para outras fontes de renda, o jornalismo praticado pode ser afetado por isso&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: inherit;"&gt;. "&lt;/span&gt;&lt;i&gt;Há sempre uma tentação de ver o jornalismo como uma espécie de teste para outros empregos e quando você está fazendo isso, corre um risco enorme de fazer jornalismo pior ou que está em conflito&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: inherit;"&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #222222; font-style: inherit; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"&lt;b&gt;Outro problema é que as organizações de notícias estão tão ansiosas por fontes de receitas que não são talvez tão rígidas como eram, tradicionalmente, sobre resistir à influência de potenciais financiadores&lt;/b&gt;", explicou. Mais organizações estão patrocinando repórteres para cobrir determinados temas, o que "significa que você está fundamentalmente permitindo que alguém de fora dirija a maneira como você usa seus recursos de redação."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-style: inherit; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222;"&gt;Junto com a questão do conflito de interesses, Wasserman discutirá como evitar danos e problemas de privacidade que se desenvolveram no mundo digital. &lt;/span&gt;&lt;b style="color: #222222;"&gt;Redações agora podem "empurrar histórias para publicação muito mais rapidamente do que aquelas do ambiente impresso com o qual estávamos acostumados"&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #222222;"&gt;, disse ele. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b&gt;A questão, então, é como você consegue conciliar a necessidade de ser competitivo e relevante "com a necessidade moral de tentar ser justo e minimizar qualquer possível dano".&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #222222; font-style: inherit; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas, mesmo que o uso da tecnologia tenha "reformulado" alguns dilemas éticos, Wasserman não pretende focar o webinário inteiro em ética relacionada aos meios digitais. "Vai ser uma bonita varredura de duas horas, imersão total na ética contemporânea das redações e temos de começar com o básico sobre a maneira como certas doutrinas éticas descrevem o certo e o errado", explicou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #222222; font-style: inherit; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #222222; font-style: inherit; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;_____________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #222222; font-style: inherit; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #222222; font-style: inherit; line-height: 1.5em; margin-bottom: 1.5em; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Além de suas funções de ensino na Universidade de Washington e Lee, Wasserman também escreve uma coluna de distribuição nacional na mídia para McClatchy-Tribune News Service. Ele é membro do conselho executivo da Associação pela Ética e Prática Profissional (APPE, na sigla em inglês) e atua no conselho editorial da revista Journal of Mass Media Ethics. No passado, ele foi editor executivo de negócios do The Miami Herald e CEO e editor-chefe da cadeia de jornais Daily Business Review. Ele também ministrou o curso online "Ética Jornalística para a Era Digital", do Centro Knight.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-6181031466975167275?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/6181031466975167275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=6181031466975167275' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6181031466975167275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6181031466975167275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2011/08/etica-jornalismo-e-novas-tecnologias.html' title='Ética, jornalismo e novas tecnologias'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-4049425560926130549</id><published>2009-06-12T13:46:00.003-03:00</published><updated>2009-06-12T15:04:43.555-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manipulação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os papéis controvertidos da TV'/><title type='text'>Criança, a alma do negócio (Brasil)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Faça uma resenha crítica sobre o documentário "Criança, a alma do negócio". Reflita ainda sobre a postura dos adultos apresentada no filme.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;____________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Filmes e documentários - &lt;a href="http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&amp;amp;pid=40"&gt;Criança, a alma do negócio &lt;/a&gt;(Brasil) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mai. De onde vem este desejo constante de consumo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&amp;amp;pid=40"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Este documentário&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que umn adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falama diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumas. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real &lt;a href="http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&amp;amp;pid=40"&gt;este documentário &lt;/a&gt;escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direção Estela Renner&lt;br /&gt;Produção Executiva Marcos Nisti&lt;br /&gt;Maria Farinha Produções&lt;br /&gt;Ano: 2008&lt;br /&gt;Duração: 49 minutos&lt;br /&gt;Formato &lt;a href="http://www.alana.org.br/banco_arquivos/iso/crianca-a-alma-do-negocio.iso"&gt;DVD&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Formato &lt;a href="http://www.alana.org.br/banco_arquivos/Arquivos/video/crianca-a-alma-do-negocio.avi"&gt;AVI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja &lt;a href="http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&amp;amp;pid=40"&gt;aqui &lt;/a&gt;o documentário &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-4049425560926130549?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/4049425560926130549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=4049425560926130549' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/4049425560926130549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/4049425560926130549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2009/06/crianca-alma-do-negocio-brasil.html' title='Criança, a alma do negócio (Brasil)'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-1704139194557467884</id><published>2008-12-23T12:17:00.000-02:00</published><updated>2008-12-23T12:18:12.743-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Ler devia ser proibido</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iRDoRN8wJ_w&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/iRDoRN8wJ_w&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-1704139194557467884?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/1704139194557467884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=1704139194557467884' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1704139194557467884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1704139194557467884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/12/ler-devia-ser-proibido.html' title='Ler devia ser proibido'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-1841530062808266575</id><published>2008-11-03T16:18:00.003-02:00</published><updated>2008-11-03T16:57:00.562-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Entrevista com  Demétrio Magnoli</title><content type='html'>&lt;strong&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Uma vitória da razão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para o sociólogo, as últimas eleições mostraram que os brasileiros não se deixam mais levar pela conversa de que toda esquerda é boa e toda direita é má&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/051108/entrevista.shtml"&gt;por Diogo Schelp&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;foto Lailson Santos&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SQ9Bb6FhTUI/AAAAAAAAD_w/w3fmsxhqMaI/s1600-h/entrevista1s.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264498437124083010" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 189px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SQ9Bb6FhTUI/AAAAAAAAD_w/w3fmsxhqMaI/s400/entrevista1s.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;O paulistano Demétrio Magnoli, de 49 anos, faz parte de uma categoria de intelectuais – rara no Brasil – que se notabiliza tanto pelo conhecimento acadêmico, como pela habilidade para escrever sobre temas complexos de maneira clara e objetiva. Sociólogo e doutor em geografia humana, Magnoli integra o Grupo de Análises da Conjuntura Internacional, da Universidade de São Paulo, e é autor de mais de uma dezena de livros didáticos. Em sua coluna nos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, ele expõe análises aprofundadas de política mundial e críticas incisivas às manifestações de pensamento único na sociedade e no governo brasileiros. Magnoli concedeu, descalço, a seguinte entrevista a VEJA, em seu apartamento, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os conceitos de esquerda e direita estão ultrapassados?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não, desde que sejam compreendidos no marco da democracia. No sistema democrático, há uma tensão permanente entre liberdade e igualdade. A primeira está associada à direita democrática, para a qual existe um conjunto indissociável de liberdades: a de expressão e organização, a econômica e a de pluralidade de opiniões. Já o conceito de igualdade está associado à esquerda democrática, que defende a necessidade de restringir um pouco a liberdade econômica para que as desigualdades não cresçam muito. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;As democracias maduras oscilam entre a direita e a esquerda, em busca ora de mais liberdade, ora de mais igualdade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Essa é a história das eleições na Europa e nos Estados Unidos no último meio século. Acredito que a história do Brasil também será essa. Trata-se de algo muito diferente dos conceitos de esquerda e direita não-democráticas, estes, sim, ultrapassados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;em&gt;"O filósofo francês Raymond Aron disse que o marxismo é o ópio dos intelectuais.&lt;br /&gt;Isso porque lhes oferece a ilusão de que são donos de um saber maior: o do fim&lt;br /&gt;da história. É natural que uma ideologia que afirme isso os seduza" &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em certos círculos, dizer que algo é "de direita" serve para desqualificar desde filmes até valores morais. Qual é a explicação para esse uso do termo "direita"?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A palavra "direita" esteve associada no século XX ao fascismo e ao nazismo. Tais regimes foram condenados de maneira absoluta pela população mundial. Em países da América Latina, em particular, a direita foi ligada a regimes militares. Por isso, no Brasil, a expressão "direita" ainda é usada, embora cada vez com menor freqüência, como sinônimo de tudo o que deve ser rejeitado. Já o termo "esquerda" costuma ser relacionado a uma idéia de transformação humanista do mundo, imaginada a partir da Revolução Francesa e das lutas sociais do século XIX. Muita gente esquece que elas, em sua origem, deceparam milhares de cabeças por meio da guilhotina. Assim como esquece a brutalidade do stalinismo e do maoísmo, no século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O senhor acredita que o preconceito contra a direita tende a diminuir?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SQ9BcJ2bW5I/AAAAAAAAD_4/ZkL5Dusky-4/s1600-h/capa380s.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264498441355746194" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SQ9BcJ2bW5I/AAAAAAAAD_4/ZkL5Dusky-4/s400/capa380s.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sim, e isso acontece quando um país experimenta a esquerda no poder, como é o caso do Brasil, hoje. Nos países de democracia madura, o argumento "isso é de direita" não serve para encerrar uma discussão. Não gosto do governo Lula, mas ele está sendo bom para o nosso amadurecimento político. O PT no poder revelou a esquerda que faz o mensalão, persegue o caseiro, tenta controlar os meios estatais para os seus próprios fins e confunde estado com governo e partido. Com o tempo, os brasileiros vão se convencer de que os partidos de direita e de esquerda devem existir dentro de um mesmo espectro político, desde que aceitem a democracia. Essa mudança de percepção pode ser verificada nas últimas eleições municipais. A classe média de São Paulo, que no passado votou em massa em candidatos do PT, agora elegeu Gilberto Kassab e não o vê como um candidato da velha direita – apesar de pertencer ao DEM, o antigo PFL. Os eleitores não compraram a idéia de que as eleições eram a luta do bem contra o mal, como a campanha do PT tentou vender. O PT imbuiu-se, nessas eleições, da missão de eliminar o DEM. A idéia de eliminar um partido, de centro-direita ou não, é antidemocrática. O que o discurso do PT revela é o desejo de ser partido único. Resultado: a classe média que acreditou no PT agora desconfia de sua natureza democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pode-se dizer que a ideologia serviu de pretexto para a corrupção do PT?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A corrupção é um fenômeno muito antigo na história do Brasil e completamente suprapartidário. O que espantou muita gente foi o estilo PT de corromper – e que, claro, tem a ver com a sua visão de mundo. O partido apresentou um modo centralizado de praticar a corrupção. Ao contrário da prática tradicional, feita em nome de interesses localizados, o PT deliberou e organizou a corrupção a partir da sua cúpula. Isso provocou uma ruptura muito grande entre o partido e boa parte do seu eleitorado tradicional, principalmente nas grandes cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A vontade de ser partido único não é um anacronismo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A verdade é que a queda do Muro de Berlim fez muito mal ao PT. O fracasso da União Soviética e de seus satélites no Leste Europeu tirou de cena o foco da crítica petista, que em sua origem repudiava o chamado socialismo real. A partir daí, o partido tomou um rumo regressivo e foi dominado por três grupos. O primeiro é a corrente de origem castrista, representada, entre outros, por José Dirceu. O segundo é o dos sindicalistas, notadamente os que controlam a CUT. O terceiro é formado pelas correntes católicas ligadas à Teologia da Libertação, cujo principal representante é Frei Betto, que foi um alto assessor de Lula. Com isso, o PT adotou uma ideologia retrógrada do estado como salvador da sociedade. Deixou de fazer qualquer crítica ao socialismo real – a não ser em dias de festa, em documentos para inglês ver – e passou a falar como um velho partido comunista de outros tempos. O PT se tornou uma agremiação de esquerda estatizante, para a qual a história é uma ferrovia cujo destino final é a redenção da humanidade – e que vê a si própria como a locomotiva do comboio. Esse é o conceito de história que deveria ter desaparecido depois de 1989, com a queda do Muro de Berlim. Ao encampá-lo, o PT se tornou uma espécie de relíquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que a universidade brasileira ainda é um centro irradiador do marxismo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Isso é verdade apenas em parte. Há bastante crítica à esquerda tradicional e stalinista nas universidades. Mas, sem dúvida, é fato que existe um apoio grande a essa ideologia no meio acadêmico. O filósofo francês Raymond Aron (1905-1983) disse que o marxismo é o ópio dos intelectuais. Isso porque o marxismo lhes oferece a ilusão de que são donos de um saber maior: o do fim da história. Como conseqüência, os intelectuais teriam a função de dirigir a sociedade. É natural que uma ideologia assim os seduza. Afinal de contas, dá a eles uma perspectiva de poder, influência e prestígio que o simples compromisso com a democracia não permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que explica a ascensão dessa esquerda obsoleta em países da América Latina?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A falta do espelho do socialismo real na União Soviética e no Leste Europeu faz com que a esquerda latino-americana se entusiasme com governantes como Hugo Chávez. A esquerda latino-americana ainda imagina que deve construir o mundo de novo. Chávez, da Venezuela, Evo Morales, da Bolívia, Rafael Correa, do Equador, e Lula são muito diferentes entre si. Mas o que há em comum entre os partidos e os movimentos que apóiam esses governantes é a noção do estado como instrumento de salvação. Essa é uma idéia fundamentalmente antidemocrática. Não há nada parecido com isso fora da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A hostilidade à liberdade de imprensa é tão ampla no PT que apareceu em uma&lt;br /&gt;resolução oficial da direção nacional do partido, durante o escândalo do&lt;br /&gt;mensalão. O documento acusava os veículos de comunicação de golpismo"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem são os principais entusiastas de Chávez no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não é verdade que o PT como um todo siga Chávez, mas existem no seu interior correntes que o fazem. O chavismo exerce forte sedução sobre a sua Secretaria de Relações Internacionais. Acho triste que a direção nacional do partido tenha chegado ao ponto de soltar uma nota oficial em apoio ao fechamento, por motivos políticos, do canal venezuelano RCTV. Essa nota não foi contestada pelos parlamentares do PT de quem se esperaria uma palavra em defesa da democracia, como Eduardo Suplicy e José Eduardo Cardozo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o senhor avalia a política externa brasileira?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A política externa brasileira tem duas cabeças. A oficial, que segue a linha histórica do Itamaraty, e a extra-oficial, que é a política externa do PT, representada por Marco Aurélio Garcia, assessor de Lula, que boicota a diplomacia tradicional. Garcia acha que a integração latino-americana deve ser feita em bases nacionalistas e antiamericanas, quase chavistas. Ele recusa que a América do Sul deva participar da globalização – o que significa recusar a realidade. Por isso, o Brasil deixou de falar duro com Evo Morales diante do aparatoso cerco militar às instalações da Petrobras, das intimidações contra agricultores brasileiros na Bolívia e da ruptura unilateral de contratos que estabeleciam o valor das refinarias. Logo, logo vamos ter uma crise no Paraguai. Temo que o governo Lula faça pouco para defender os agricultores brasileiros naquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O ministro da Justiça, Tarso Genro, o processou em 2006 e depois retirou a acusação. O que ocorreu?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele abriu um processo em razão de um artigo que escrevi, intitulado "Ministério da classificação racial". No ano anterior, Tarso Genro, o ministro itinerante do governo Lula, ocupava a Pasta da Educação e determinou que as escolas brasileiras passassem a incluir o item "raça/cor" nas fichas de matrícula dos alunos. Tarso Genro abriu um processo penal contra mim – e por meio da Advocacia-Geral da União – porque critiquei essa medida. Quando foi indicado para o Ministério da Justiça, ele retirou o processo. Imagino que considerou constrangedora a possibilidade de um ministro da Justiça perder um processo. Sabe-se que Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, abria processos em grande quantidade contra jornalistas, para intimidá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Essa estratégia de intimidação, aliás, passou a ser muito usada por setores do governo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Existem divergências dentro do governo sobre liberdade de imprensa. Alguns membros do governo e do PT acham que se trata de um valor fundamental. Outros, e são muitos, acreditam que o país ideal é Cuba, onde há um partido único e um jornal único. A hostilidade à liberdade de imprensa é tão ampla no PT que apareceu em uma resolução oficial da direção nacional do partido, durante o escândalo do mensalão. O documento acusava os veículos de comunicação de golpismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No início da década de 90, os pais dos alunos de um colégio tentaram impedir que um professor adotasse um livro seu, sob o argumento de que o senhor era comunista. Sua visão de mundo mudou ou os pais estavam errados?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Minha visão de mundo não é a mesma de vinte anos atrás nem, menos ainda, a de trinta anos atrás. Na faculdade, nos tempos da ditadura militar, eu participei de uma organização trotskista, a Liberdade e Luta (Libelu), cujo verdadeiro nome era Organização Socialista Internacionalista. Quando escrevi meus primeiros livros, no entanto, já havia rompido com a organização e não me via mais como alguém de esquerda ou comunista. Meu primeiro livro didático, de 1989, era detestado pela esquerda. Talvez os pais desse colégio estivessem um pouco assustados com fantasmas do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é a relação com os seus amigos que ainda nutrem admiração por figuras como Che Guevara e Hugo Chávez?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho amigos que gostam de Hugo Chávez, Che Guevara ou Fidel Castro. Simplesmente porque nunca tive amigos stalinistas. Eu tenho amigos que os trotskistas consideram pertencentes à direita feroz. Quando convido todos para uma mesma festa, começa um debate que, obviamente, nunca vai terminar. O debate político não deve impedir as pessoas de se tratar decentemente, mas a atividade intelectual pressupõe o exercício da crítica. Intelectuais que elogiam governos têm algum problema. Provavelmente querem um emprego.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: revista VEJA - Edição 2085 - 5 de novembro de 2008&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Exercício:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O trecho abaixo foi retirado da entrevista com o sociólogo Demétrio Magnoli. A partir da afirmativa, desenvolva uma redação dissertativa argumentando a respeito do pensamento do autor e mostrando exemplos acerca de suas idéias.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;"As democracias maduras oscilam entre a direita e a esquerda, em busca ora de mais liberdade, ora de mais igualdade".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_______________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-1841530062808266575?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/1841530062808266575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=1841530062808266575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1841530062808266575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1841530062808266575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/11/entrevista-com-demtrio-magnoli.html' title='Entrevista com  Demétrio Magnoli'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SQ9Bb6FhTUI/AAAAAAAAD_w/w3fmsxhqMaI/s72-c/entrevista1s.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-1245160235366953963</id><published>2008-11-03T16:06:00.004-02:00</published><updated>2008-12-10T12:55:24.822-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade social'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SHvJLWqnlNI/AAAAAAAACdo/tML9zHOyc-s/s1600-h/2008_atc-exercicio.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222989389766300882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SHvJLWqnlNI/AAAAAAAACdo/tML9zHOyc-s/s400/2008_atc-exercicio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“Salutar só é quando no espelho da alma humana se forma a comunidade inteira, e na comunidade vive a força da alma individual".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Rudolf Steiner&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;__________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Atividade:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Pesquise quem foi Rudolf Steiner, escreva um breve perfil dele e desenvolva uma redação com o tema da frase aqui publicada.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;_________________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-1245160235366953963?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/1245160235366953963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=1245160235366953963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1245160235366953963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1245160235366953963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/11/salutar-s-quando-no-espelho-da-alma.html' title=''/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SHvJLWqnlNI/AAAAAAAACdo/tML9zHOyc-s/s72-c/2008_atc-exercicio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-9091946885942868813</id><published>2008-10-31T01:04:00.003-02:00</published><updated>2008-10-31T01:15:10.715-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral e costumes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='valores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernidade'/><title type='text'>Super Nanny</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SQp3zxvIylI/AAAAAAAAD_A/0B7QptSyx34/s1600-h/supernanny.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263150845943925330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SQp3zxvIylI/AAAAAAAAD_A/0B7QptSyx34/s400/supernanny.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cincodeoutubro.blogspot.com/2008/10/super-nanny.html"&gt;por Fernanda de Aragão &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Super Nanny te faz refletir como a mim? Independentemente de qual tenha sido a origem deste programa, a questão do educar é posta à prova. De pais e filhos. Melhor: de pais capitalizados e filhos capitalizados. Sim! A questão nunca gira em torno da falta de dinheiro, das condições escolares, de política, economia ou algo que o valha, mas na falta de tempo dos pais para com os filhos. Basicamente! O que resulta na falta de atenção. Basicamente! Até que chega a hora e a vez da indisciplina infantil. Basicamente! E não há dinheiro que dê conta, basicamente! É quando entra a figura da babá, super, com suas dicas valiosas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- pai, brinque com seu filho.&lt;br /&gt;- mãe, imponha limites.&lt;br /&gt;- programem passeios.&lt;br /&gt;- tenham paciência, mostrem caminhos.&lt;br /&gt;- digam o que é certo e o que é errado.&lt;br /&gt;- faça-os entender: a casa, a rua, a escola, o bairro, o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas está aí um sistema de um capital feito para questionar. Enquanto pais, mães e sociedade se anulam para produzir e consumir, crianças ficam à deriva. E o mercado foi esperto. Com pais e mães ausentes, as redes de proteção em janelas e sacadas passam a ser um bom negócio. O nicho cresce: tapa tomada, protetor de quina, trancas para portas e gavetas, protetor de fogão, babá eletrônica e companhia. É que crianças à deriva precisam mesmo de muita tecnologia: computadores e videogames para afastá-las dos perigos das ruas, celulares com GPS para a localização exata do rebento em caso de seqüestro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o futebol quebrava vidraças em tempos idos, e era só confiscar a bola, hoje fica-se em casa. Resolvido o problema das vidraças, das janelas, das sacadas, das tomadas, das quinas das mesas, das portas, das gavetas, dos fogões, dos computadores, dos videogames, dos celulares, dos pais e das mães esquecidos dos filhos. De ensiná-los, de guiá-los, de educá-los física, moral e sociologicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até pra isso o capital deu conta: ligue pra Super Nanny, consuma Super Nanny. A parte boa é que no fundo do baú Mary Poppins da moçoila, os livros e a literatura infantil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;____________________________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Analisando o comentário da autora acerca das atitudes dos pais em relação aos filhos, nesta atualidade capitalista, qual você entende ser o ponto central do desencontro familiar: a sociedade capitalista em si ou uma desarmonia nas relações humanas?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Desenvolva seu argumento dando exemplos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-9091946885942868813?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/9091946885942868813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=9091946885942868813' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/9091946885942868813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/9091946885942868813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/10/super-nanny.html' title='Super Nanny'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SQp3zxvIylI/AAAAAAAAD_A/0B7QptSyx34/s72-c/supernanny.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-800242150100721627</id><published>2008-10-22T12:01:00.006-02:00</published><updated>2008-10-22T12:16:49.295-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral e costumes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='audiência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência contra a mulher'/><title type='text'>O caso Eloá: honra e desonra na balança, de quem?</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Feminicídio ao vivo: o que nos clama Eloá&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;por Maria Dolores de Brito Mota e Maria da Penha Maia Fernandes *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;amp;cod=35583"&gt;Adital &lt;/a&gt;- Tudo o que o Brasil acompanhou com pesar no drama de Eloá, em suas cem horas de suplício em cadeia nacional, não pode ser visto apenas como resultado de um ato desesperado de um rapaz desequilibrado por causa de uma intensa ou incontrolada paixão. É uma expressão perversa de um tipo de dominação masculina ainda fortemente cravada na cultura brasileira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Brasil, foram os movimentos feministas que iniciaram nos anos de 1970, as denúncias, mobilização e enfrentamento da violência de gênero contra as mulheres que se materializava nos crimes cometidos por homens contra suas parceiras amorosas. Naquele período ainda estava em vigor o instituto da defesa da honra, e desenvolveram-se ações de movimentos feministas e democráticos pela punição aos assassinos de mulheres. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A alegação da defesa da honra era então justificativa para muitos crimes contra mulheres, mas no contexto de reorganização social para a conquista da democracia no país e do surgimento de movimentos feministas, este tema vai emergir como questão pública, política, a ser enfrentada pela sociedade por ferir a cidadania e os direitos humanos das mulheres. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O assassinato de Ângela Diniz, em dezembro de 1976, por seu namorado Doca Street, foi o acontecimento desencadeador de uma reação generalizada contra a absolvição do criminoso em primeira instância, sob alegação de que o crime foi uma reação pela defesa "honra". Na verdade, as circunstâncias mostravam um crime bárbaro motivado pela determinação da vítima em acabar com o relacionamento amoroso, e a inconformidade do assassino com este fim. Essa decisão da justiça revoltou parcelas significativas da sociedade cuja pressão levou a um novo julgamento em 1979 que condenou o assassino. Outro crime emblemático foi o assassinato de Eliane de Grammont pelo seu ex-marido Lindomar Castilho em março de 1981. Crimes que motivaram a campanha "quem ama não mata".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, após três décadas, o Brasil assistiu ao vivo, testemunhando, o assassinato de uma adolescente de 15 anos por um ex-namorado inconformado com o fim do relacionamento. Um relacionamento que ele mesmo tomou a iniciativa de acabar por ciúmes, e que Eloá não quis reatar. O assassino, durante 100 horas manteve Eloá e uma amiga em cárcere privado, bateu na vitima, acusou, expôs, coagiu e por fim martirizou o seu corpo com um tiro na virilha, local de representação da identidade sexual, e na cabeça, local de representação da identidade individual. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um crime em que não apenas a vida de um corpo foi assassinada, mas o significado que carrega - o feminino. Um crime do patriarcado que se sustenta no controle do corpo, da vontade e da capacidade punitiva sobre as mulheres pelos homens. &lt;strong&gt;O feminicídio é um crime de ódio, realizado sempre com crueldade&lt;/strong&gt;, como o "extremo de um continuum de terror anti-feminino", incluindo várias formas de violência como sofreu Eloá, xingamentos, desconfiança, acusações, agressões físicas, até alcançar o nível da morte pública. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SP81Jx46iQI/AAAAAAAAD9E/y3YIFWMZufA/s1600-h/eloa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259981331919177986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SP81Jx46iQI/AAAAAAAAD9E/y3YIFWMZufA/s400/eloa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que o seu assassino quis mostrar a todas/os nós? Que como homem tinha o controle do corpo de Eloá e que como homem lhe era superior? Ao perceber Eloá como sujeito autônomo, sentiu-se traído, no que atribuía a ela como mulher (a submissão ao seu desejo), e no que atribuía a si como homem (o poder sobre ela - base de sua virilidade). &lt;strong&gt;Assim o feminicídio é um crime de poder&lt;/strong&gt;, é um crime político. Juridicamente é um crime hediondo, triplamente qualificado: motivo fútil, sem condições de defesa da vítima, premeditado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se antes esses crimes aconteciam nas alcovas, nos silêncios das madrugadas, estão agora acontecendo em espaços públicos, shoppings, estabelecimentos comerciais, e agora na mídia. Para Laura Segato [1] é necessário retirar os crimes contra mulheres da classificação de homicídios, nomeando-os de feminicídio e demarcar frente aos meios de comunicação esse universo dos crimes do patriarcado. Esse é o caminho para os estudos e as ações de denúncia e de enfrentamento para as formas de violência de gênero contra as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa já se avançou no Brasil na direção da garantia dos direitos humanos das mulheres e da equidade de gênero, como a criação das Delegacias de Apoio às Mulheres - DEAMs, que hoje somam 339 no país, o surgimento de 71 casas abrigo, além de inúmeros núcleos e centros de apoio que prestam atendimento e orientação às mulheres vítimas, realizando trabalho de denúncia e conscientização social para o combate e prevenção dessa violência, além de um trabalho de apoio psicológico e resgate pessoal das vítimas. Também ocorreram mudanças no Código Penal como a retirada do termo "mulher honesta" e a adoção da pena de prisão para agressores de mulheres, em substituição às cestas básicas. A criação da Lei 11.340, a Lei Maria da Penha, para o enfrentamento da violência doméstica contra as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ainda assim, as violências e o feminicídio continuam a acontecer. Vejamos o exemplo do Estado do Ceará: em 2007, 116 mulheres foram vítimas de assassinato no Ceará; em 2006, 135 casos foram registrados; em 2005, 118 mortes e em 2004, mais 105 casos [2]. As mulheres estão num caminho de construção de direitos e de autonomia, mas a instituição do patriarcado continua a persistir como forma de estruturação de sujeitos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É preciso que toda a sociedade se mobilize para desmontar os valores e as práticas que sustentam essa dominação masculina, transformando mentalidades, desmontando as estruturas profundas que persistem no imaginário social apesar das mudanças que já praticamos na realidade cotidiana. O comandante da ação policial de resgate de Eloá declarou que não atirou no agressor por se tratar de "&lt;strong&gt;um jovem em crise amorosa&lt;/strong&gt;", num reconhecimento ao seu sofrer. E o sofrer de Eloá? Por que não foi compreendida empaticamente a sua angústia e sua vontade (e direito) de ser livremente feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] SEGATO, Rita Laura. Que és um feminicídio. Notas para um debate emergente. Serie Antropologia, N. 401. Brasília: UNB, 2006.&lt;br /&gt;[2] Dados disponíveis em: http://www.patriciagalvao.org.br/apc-aa-patriciagalvao/home/noticias.shtml?x=1076&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Ma. Dolores: Socióloga, professora da Universidade Federal do Ceará / Maria da Penha: Inspiradora do nome da Lei Federal 11340/2006. Colaboradora de Honra da Coordenadoria de Políticas para Mulheres da Prefeitura de Mulheres&lt;br /&gt;____________________&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Atividade:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Após leitura do texto faça uma coletânea de trechos publicados na imprensa que indiquem a "supremacia do homem sobre a mulher", ou em que a mulher seja subjulgada ainda que indiretamente seja pelo repórter, pela narrativa, por testemunhas etc.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;____________________&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-800242150100721627?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/800242150100721627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=800242150100721627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/800242150100721627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/800242150100721627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/10/o-caso-elo-honra-e-desonra-na-balana-de.html' title='O caso Eloá: honra e desonra na balança, de quem?'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SP81Jx46iQI/AAAAAAAAD9E/y3YIFWMZufA/s72-c/eloa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-8955945684634042393</id><published>2008-10-21T08:28:00.006-02:00</published><updated>2008-10-31T01:16:09.875-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>As faces do fato</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPEeSowJyMI/AAAAAAAAD5o/OGHkVFpPEaM/s1600-h/631.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256015545643944130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPEeSowJyMI/AAAAAAAAD5o/OGHkVFpPEaM/s400/631.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;“As disputas humanas, em geral, decorrem do fato de existirem, ao mesmo tempo, sábios e ignorantes, constituídos de maneira a verem apenas um lado dos fatos ou das idéias, cada um julgando ser a face que vê a única verdadeira, a única boa”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;(Balzac, na obra A Prima Bete, 1846)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;____________________&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre a afirmação de &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Honor%C3%A9_de_Balzac"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Balzac&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;, acima, faça sua reflexão e comentário. Em seguida, recorte TRÊS exemplos de textos de revistas, jornais que ilustrem tal pensamento.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;____________________&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-8955945684634042393?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/8955945684634042393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=8955945684634042393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8955945684634042393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8955945684634042393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/10/as-disputas-humanas-em-geral-decorrem.html' title='As faces do fato'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPEeSowJyMI/AAAAAAAAD5o/OGHkVFpPEaM/s72-c/631.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-6685518523473764330</id><published>2008-10-15T12:32:00.002-03:00</published><updated>2008-10-21T08:36:40.426-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Ensinar e aprender...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Demais não é o suficiente:&lt;br /&gt;a arte do essencial&lt;br /&gt;Por uma aprendizagem integral&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Arte e texto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Solange Pereira Pinto&lt;br /&gt;Brasília, 30 de junho de 2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A pós-modernidade é conhecida pelo consumo, pela superficialidade, pela rapidez, pelo “descartável”. É, sem dúvida, uma época marcada pelos excessos. Muitas plásticas, muita obesidade, muita informação, muito trabalho, muito estresse, muitos acessos... Mas como pode uma civilização, como a atual, marcada por tão elevadas quantidades carecer? Podemos indagar: como perceber que o “demais” nem sempre é o suficiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUvrzEWI/AAAAAAAAD7c/ijwvGhX7JJA/s1600-h/2008_criancas2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257402066027090274" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUvrzEWI/AAAAAAAAD7c/ijwvGhX7JJA/s400/2008_criancas2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A humanidade ao longo de sua existência tem passado por auges e declínios dos povos, hoje chamados de nações, bem como tem se questionado sobre os motivos pelos quais ora se está em um patamar, ora em outro. Por outro lado, individualmente, interroga-se como encontrar respostas para os sofrimentos e as necessidades. As soluções, nem sempre fáceis de alcançar, em geral, reúnem alguns traços que podem ser comuns àqueles que se superaram, sejam como coletividade ou como cidadãos. Percebe-se que, nos vários tipos de conquistas que se deram, destacam-se: a inteligência, a consciência, o conhecimento e o esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perscruta-se que foi necessário ao homem libertar sua inteligência, esforçar-se e buscar o conhecimento para que pudesse ascender graus evolutivos. O pensamento, a ética, a moral, os valores, os princípios, a cultura, o desenvolvimento humano são frutos de seres que se esmeraram, e se esmeram, em manter livre o uso da razão e da consciência para darem a si e aos semelhantes condições dignas para traçar um destino nobre, espiritualmente elevado, favorável ao crescimento e à aprendizagem consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ao se ler os jornais e as revistas, ao se ouvir os noticiários da TV e do rádio, as pessoas se deparam com números e atrás deles cegamente correm; sejam eles os números da balança a indicar uns quilos a mais, sejam os números da conta bancária a refletir um gasto extra, sejam os números da última estatística educacional a mostrar a quantidade de escolas com notas superiores ou inferiores ao que se deve ser, ou outra quantidade qualquer. Vão dessa forma se tornando pesos mortos, massas de manobras, com pouca, ou quase nenhuma, atuação sociopolítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envoltas em números, muitas almas são sufocadas e se sentem perdidas nesse mar informacional, que deveria mais servir ao despertar e menos ao aprisionamento dos indivíduos no calabouço da ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUK8cgzI/AAAAAAAAD7M/iLhqHg_YLdY/s1600-h/2008_criancas1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257402056164803378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUK8cgzI/AAAAAAAAD7M/iLhqHg_YLdY/s400/2008_criancas1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Todavia, há solução e se faz premente apresentá-la. Seria tal como apontar saída de emergência em um cinema lotado em caso de incêndio. Lá estão as pessoas vidradas em mais uma cena de aventura e a fumaça lhes corre pelo nariz, e, ainda assim, não a percebem. A porta que se abre não apenas as livra do sufoco; ela as liberta para o ar puro. É necessário que se encontre um rumo, além de que se adentre a sabedoria. Mas como fazê-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcendendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento que adquirimos no mundo deve servir para alcançar a sabedoria e promover transformação. É pelo internalizado “saber” que o homem aperfeiçoar-se-á atuando com percepção moral e juízo elevado de valor. E, ao se desenvolver, com senso crítico, será exemplo inspirador de outros que assim busquem com vontade sobreviver às penúrias que devem suportar na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo estudo, pela leitura, pela palavra, pela escrita, pela educação dirigida que os seres humanos devem se orientar – não somente para aprender a satisfazer às necessidades da vida, mas, também, para resolver o que a vida lhes apresentar – visando atingir uma meta que lhes conduza ao caminho dessa tal Sabedoria .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa virtude tão requisitada e enigmática é deveras uma arte. Bem assim o são os atos de ensinar e aprender. Só se pode ensinar o que se sabe, não é óbvio? Ocorre que, ensinar, no sentido daquilo que transcende e modifica em prol da sabedoria, envolve meandros poucos discutidos pelo senso comum. Ensinar enseja observação, assimilação verdadeira, exemplo, escuta, consciência, humildade, generosidade. É um ato de iluminação real, ilustração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte de aprender está do mesmo lado da moeda, ainda que aparentemente oposto, expressando as capacidades de bondade, elevação, caráter e vocação, dentre outras características, as quais somos capazes de estabelecer num plano que a natureza prima pelo aperfeiçoamento e evolução espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas inquietudes e necessidades do que se chama “espiritual” se manifestam. Os livros vêm e vão na tentativa de encontrar as chaves libertadoras das saídas. Em consonância, ensinar exige sabedoria, paciência, abnegação, novamente vocação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destarte, é pelo autoconhecimento, é pelo adentrar em umbrais da vida e das próprias sombras, é pelo movimento de auto-superação, é pelo descobrimento consciente dos agentes causais, é pelo entendimento das nuanças da alma, é pela transcendência da esfera comum, é pela &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUecFxRI/AAAAAAAAD7U/w9oUwSq_-Tw/s1600-h/2008_criancas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257402061397804306" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUecFxRI/AAAAAAAAD7U/w9oUwSq_-Tw/s400/2008_criancas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;consciência de si e do outro, é pelo conhecimento da mecânica do pensamento, é pela evolução consciente, é pelo discernimento, enfim é pela arte de aprender e pela arte de ensinar por “todo” que o nosso espírito se tempera e segue um novo e elevado destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é pelo essencial que o homem deve se guiar, pois muitas vezes há demais e não é suficiente. É preciso propagar a vontade de aprender. Ou, de outra maneira, haverá muita gente sufocada de “informações”, entretanto carente de conhecimento, porque é por meio da capacidade de estudo estimulado e consciente que se engrandecem os seres e se transformam as civilizações. É mediante a superação intrínseca que nos tornamos mais aptos a chegar ao pensamento supremo que encarna a vida universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, vale ressaltar que “a arte de ensinar encontra sua máxima expressão na alma daqueles cuja vontade de aprender se faz possível. Assim como o bem que recebem e os saberes com os quais se instruem se completam e efetivam a realidade para o seu aperfeiçoamento integral”. É na busca incessante do essencial que se desperta para a consciência, e estando sempre alerta que: demais nem sempre é suficiente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_____________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Faça uma síntese de um parágrafo (máximo seis linhas) que retrate a idéia principal deste texto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_____________________&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-6685518523473764330?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/6685518523473764330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=6685518523473764330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6685518523473764330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6685518523473764330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/10/ensinar-e-aprender.html' title='Ensinar e aprender...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SPYLUvrzEWI/AAAAAAAAD7c/ijwvGhX7JJA/s72-c/2008_criancas2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-4057440272735252944</id><published>2008-10-08T00:26:00.005-03:00</published><updated>2008-10-08T00:32:18.559-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='refletir para agir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Alfabetização e letramento</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SOwm0mAmOyI/AAAAAAAAD3w/rFdG-U8Z968/s1600-h/72dad7be2a790cf142af6279fb3ca4cd.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254617550232632098" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SOwm0mAmOyI/AAAAAAAAD3w/rFdG-U8Z968/s400/72dad7be2a790cf142af6279fb3ca4cd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;_________&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Atividade:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;_________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;A partir desta afirmação e analisando a tirinha ao lado, pesquise os conceitos de &lt;strong&gt;alfabetização e letramento&lt;/strong&gt;, em seguida reflita sobre os textos e elabore uma dissertação (30 a 40 linhas) desenvolvendo suas relfexões e idéias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-4057440272735252944?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/4057440272735252944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=4057440272735252944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/4057440272735252944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/4057440272735252944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/10/alfabetizao-e-letramento.html' title='Alfabetização e letramento'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SOwm0mAmOyI/AAAAAAAAD3w/rFdG-U8Z968/s72-c/72dad7be2a790cf142af6279fb3ca4cd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-6202369386039053538</id><published>2008-09-22T17:38:00.001-03:00</published><updated>2008-09-22T17:40:24.121-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='refletir para agir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MEC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manipulação'/><title type='text'>Deu na Veja, só falta dar no ensino...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por &lt;a href="http://solangepereirapinto.blogspot.com/"&gt;Solange Pereira Pinto&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para grande parte da população urbana, domingo é dia de igreja, Veja, TV e futebol, não necessariamente nesta ordem. Ontem (21/09/2008), junto às notícias da crise americana, veio na revista uma matéria especial sobre o instigante escritor Machado de Assis que não freqüentou universidade, mas é ícone da nossa literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que a Veja é a revista semanal mais lida no Brasil. É falada e comentada, quase como centro do universo, nas escolas do país, principalmente faculdades. É tida como um meio de comunicação para se ler antes de fazer provas de concurso na área de conhecimentos gerais (!?). Ou seja, a Veja é para a maioria dos brasileiros “letrados” a maior fonte de informações.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SNgBBYWpWOI/AAAAAAAADrA/qRQEQVeHLWg/s1600-h/capa380.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248946488929245410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SNgBBYWpWOI/AAAAAAAADrA/qRQEQVeHLWg/s400/capa380.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Então, quando eu li na Veja o texto “Quem entendeu a nova avaliação do ensino?”, pensei: finalmente alguém para falar diretamente dos insumos e outras quantidades absurdas que têm virado moda por aqui. Cláudio Moura e Castro foi no x (certo da questão) e apropriadamente mostrou como índices podem não fazer qualquer sentido, principalmente quando se fala em educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certa altura ele disse: “finalmente, há o terceiro elemento, o Índice de Insumos. Trata-se de uma lista de descrições do processo de ensino, incluindo o número de doutores, docentes em tempo integral e outros. Pensemos no famoso Guia Michelin, que dá estrelas aos restaurantes franceses. O visitador vai anônimo ao restaurante e atribui estrelas se a comida e o ambiente forem muito bons. Jamais ocorreria pôr ou tirar estrelas por conta da marca do fogão, dos horários dos cozinheiros ou do número de livros de culinária disponíveis. Depois que a comida foi provada, nada disso interessa - exceto para algum consultor da área. Para escolher um restaurante, só interessam as estrelas, refletindo a qualidade da sua mesa. A avaliação da excelência de um curso é como as estrelas do Michelin. Para o público, conhecidos os resultados, os meios ou processos se tornam irrelevantes. Se o aluno aprendeu, não interessa como nem com quem - a não ser aos especialistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso dizer mais nada... Agora me resta a esperança... Se deu na Veja, ainda que em apenas um artigo (muito bom por sinal), que dê agora também na cabeça dos brasileiros a &lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;reflexão: nem todo número informa, esclarece ou representa de fato a realidade. Qualidade não é quantidade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Veja abaixo o artigo comentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Quem entendeu a nova avaliação do ensino?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Louvemos a coragem do MEC de gerar e divulgar avaliações. Mas parece inapropriado entregar ao público uma medida tão confusa"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um médico que ficasse sabendo que seu paciente tem 88 batidas cardíacas por minuto, 39 graus de febre e um índice de 380 de colesterol teria os elementos iniciais para fazer um diagnóstico. Imaginemos agora que somássemos esses três índices e mostrássemos apenas o total. Seria um número sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tal espécie de soma que o MEC acaba de fazer, com o seu novo indicador de qualidade dos cursos superiores, o&lt;strong&gt; Conceito Preliminar de Avaliação&lt;/strong&gt;. Ao somar três indicadores, deixa o público igualzinho ao médico do parágrafo acima. Pior, junta conceitos individualmente pouco conhecidos. Como o professor Simon Schwartzman havia partido antes na empreitada de entender essa química, juntei-me a ele na preparação do presente ensaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro número levantado pelo MEC é baseado em prova aplicada a uma amostra de alunos de cada curso. É o Enade (a nova versão do Provão), que mede quanto os alunos sabem ao se formar. É um conceito tão simples e poderoso quanto o resultado de um jogo de futebol. Só que não podemos comparar profissões, como faz o MEC, pois a dificuldade das provas não é a mesma. Se o Grêmio ganhou do Cruzeiro, isso não significa que é melhor do que o Real Madrid que perdeu do Chelsea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, o MEC introduziu um complicador. Soma aos resultados da prova aplicada aos formandos a nota dos calouros na mesma prova. Ou seja, premia o curso superior que atrai os melhores alunos (a maioria deles oriunda de escolas médias privadas). Portanto, soma a contribuição do curso superior à do médio. Em uma pesquisa de que participei, 80% do resultado do Provão se devia à qualidade dos alunos aprovados no vestibular. Assim sendo, ele favorece as universidades públicas, pois sendo gratuitas atraem os melhores candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo ingrediente do teste é o &lt;strong&gt;Índice de Diferença de Desempenho (IDD).&lt;/strong&gt; O Enade mostra quais cursos produzem os melhores alunos. Contudo, um desempenho excelente pode resultar apenas de haver recebido alunos mais bem preparados. Em contraste, o IDD mede a contribuição líquida do curso superior. A idéia é boa. Em termos simplificados, calouros e formandos fazem a mesma prova. Subtraindo das notas dos formandos a nota dos calouros, captura-se o conhecimento que o curso "adicionou" aos alunos. Portanto, mede a capacidade do curso para puxar os alunos para cima, ainda que não consigam atingir níveis altos. É o que faltava na avaliação. Exemplo: na Farmácia temos uma escola com 5 no Enade e 2 no IDD. Temos outra com 2 no Enade e 5 no IDD. Embora a média seja a mesma, esconde mundos diferentes. A primeira forma os melhores profissionais, porque recruta bem, mas ensina pouco. A segunda produz alunos medíocres, mas oferece muito a eles. Cada indicador tem seu uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, há o terceiro elemento, &lt;strong&gt;o Índice de Insumos.&lt;/strong&gt; Trata-se de uma lista de descrições do processo de ensino, incluindo o número de doutores, docentes em tempo integral e outros. Pensemos no famoso Guia Michelin, que dá estrelas aos restaurantes franceses. O&lt;strong&gt; visitador vai anônimo ao restaurante e atribui estrelas se a comida e o ambiente forem muito bons. Jamais ocorreria pôr ou tirar estrelas por conta da marca do fogão, dos horários dos cozinheiros ou do número de livros de culinária disponíveis. Depois que a comida foi provada, nada disso interessa - exceto para algum consultor da área.&lt;/strong&gt; Para escolher um restaurante, só interessam as estrelas, refletindo a qualidade da sua mesa. A avaliação da excelência de um curso é como as estrelas do Michelin. Para o público, conhecidos os resultados, os meios ou processos se tornam irrelevantes. Se o aluno aprendeu, não interessa como nem com quem - a não ser aos especialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas há outras tolices. Um curso de filosofia em que todos os professores são doutores em tempo integral pode ser ótimo. Mas seria medíocre um curso de engenharia, arquitetura ou direito em que isso acontecesse, pois as profissões estariam sendo ensinadas por quem não as pratica. Esse curso ganha pontos pelo perfil dos docentes, justamente quando deveria perdê-los.&lt;/strong&gt; Há outros desacertos técnicos que não cabe aqui comentar. Mas, como dito, a falha mais lastimável é a decisão de somar três indicadores que mal sabemos como interpretar individualmente. Louvemos a coragem do MEC de gerar e divulgar avaliações. Mas nos parece inapropriado entregar ao público uma medida tão confusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claudio de Moura Castro é economista (&lt;a href="mailto:claudio&amp;amp;moura&amp;amp;castro@cmcastro.com.br"&gt;claudio&amp;amp;moura&amp;amp;castro@cmcastro.com.br&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Data: 21/09/2008&lt;br /&gt;Veículo: VEJA&lt;br /&gt;Editoria: SEÇÕES&lt;br /&gt;Assunto principal: ENSINO SUPERIOR MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-6202369386039053538?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/6202369386039053538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=6202369386039053538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6202369386039053538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6202369386039053538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/09/deu-na-veja-s-falta-dar-no-ensino.html' title='Deu na Veja, só falta dar no ensino...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SNgBBYWpWOI/AAAAAAAADrA/qRQEQVeHLWg/s72-c/capa380.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-8614624335422985479</id><published>2008-09-17T01:42:00.011-03:00</published><updated>2009-03-29T01:27:19.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='refletir para agir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='documentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meio ambiente'/><title type='text'>A história das coisas</title><content type='html'>&lt;object height="318" width="424"&gt;&lt;param name="movie" 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políticas governamentais que você julga importantes, a partir do conteúdo explanado sobre "A hitória das coisas".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja aqui &lt;a href="http://www.sununga.com.br/HDC/index.php?topico=texto"&gt;o site &lt;/a&gt;sobre o documentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-8614624335422985479?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/8614624335422985479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=8614624335422985479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8614624335422985479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8614624335422985479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/09/histria-das-coisas.html' title='A história das coisas'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-3335009264018930741</id><published>2008-09-13T14:10:00.003-03:00</published><updated>2008-10-21T08:50:07.736-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='refletir para agir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Abaixo o hábito de ler</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por &lt;a href="http://solangepereirapinto.blogspot.com/"&gt;Solange Pereira Pinto &lt;/a&gt;(escritora, professora e arte-educadora)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A escola da minha filha tem um programa de leitura chamado ciranda do livro. O objetivo é que cada criança pegue uma obra para ler no fim de semana e faça, na apostila encadernada em espiral, uma atividade pré-determinada (desenhar uma passagem, escolher um personagem favorito, ilustrar a idéia principal, fazer um breve resumo etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que nem todos os alunos façam a tarefa de bom grado. No início a escola tentou uma competição: a criança que pegasse mais livros na biblioteca ganharia um prêmio ao término do período X. Minha filha logo chiou: “mamãe, assim não vale. Tá muito chata essa história de quem lê mais. Tem gente que só pega livrinho fininho e com muita figura pra ler rápido e pegar outro. Eu que escolhi pelo título, por que achei interessante a história, vou perder. O meu livro é muito mais grosso que os outros!”, choramingou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha ela razão. Vencer a competição era o objetivo das crianças sob o pretexto da escola de formar o hábito da leitura e quiçá cidadãos do futuro. Nesse meio tempo, crítica daqui, chororô acolá, ficou difícil para a professora lidar com a manobra “pedagógica”, deslindada pela pequena estudante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SMvyBtewI4I/AAAAAAAADmk/MIphLi2V35k/s1600-h/ana_e_ana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5245552302205444994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SMvyBtewI4I/AAAAAAAADmk/MIphLi2V35k/s400/ana_e_ana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O projeto competitivo saiu de cena e a apostila em espiral continuou seu trajeto, às sextas-feiras, mochila adentro; só que agora sem a pressão de se ser o primeiro lugar no ranking de “leituras lidas”. Algumas crianças ficaram aliviadas. Alguns pais também. Ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado o dia de mais uma escolha, minha menina, que se chama Ana (Luísa) optou por pegar um livro chamado Ana e Ana, segundo as palavras dela “achei pela capa que podia ser interessante”. E era. Aliás, é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Célia Godoy, ilustrado divinamente por Fé, narra a história das gêmeas Ana Carolina e Ana Beatriz, que idênticas na aparência tentavam se distinguir por cores, roupas, adereços, ainda que “por dentro” fossem bem diferentes nos gostos e afinidades com o mundo. Cresceram e cada uma tomou um rumo, até que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que eu parei para pensar se a leitura é um “hábito-ato” possível de se formar em alguém. Sendo professora há algum tempo e exatamente na área de produção de textos, leitura e interpretação, recordei das principais dificuldades e justificativas dos meus alunos quando perguntados sobre o tal, difundido, alardeado: hábito de ler!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, se apontam desconcentração, sono, preguiça, falta de exemplos familiares, ausência de livros em casa, dificuldade de entendimento, cansaço, visão embaralhada, e, principalmente, falta de tempo! Questionados sobre este último item, respondem: “ah, professora tem muita coisa melhor a fazer do que ler, como ver TV, praticar esportes, sexo, passear, navegar pela internet...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“– Mas céus! Vocês não gostam de ler nada?”, re-interrogo.&lt;br /&gt;“– Também não é assim. A gente lê sobre o que gosta ou sobre o que precisa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tempo é uma questão de prioridade, e nele a gente ocupa primeiro o que dá prazer ou necessita, aonde entra o esforço pedagógico de formar o hábito de ler? Creio que na vala comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o companheiro Houaiss que hábito é “maneira usual de ser, fazer, sentir, individual ou coletivamente; costume, regra, modo, maneira permanente ou freqüente, regular ou esperada de agir, sentir, comportar-se; mania”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, formar o hábito de ler para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certa medida, quem tem uma formação escolar considerada razoável (sei lá o que isso significa) lê o que lhe atrai. Jornais, almanaques, cadernos de esporte, revistas semanais, publicações de fofocas etc, estão pelas esquinas e bem amassadas, indicando que mãos e olhos passaram por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hábito de ler, melhor formulando, a prática de ler não significa em essência nada. O costume de ler pode ser um desábito de adquirir conhecimento. Entrar no piloto automático da leitura não traz por si só transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ler é um dos caminhos para se chegar ao conhecimento de determinado fenômeno, idéia, verdade, ler por ler é no máximo chegar à aquisição de dados brutos e informações superficiais, massificadas, deglutidas por seus autores para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje deveríamos por em pauta, conclamar, não o desgastado hábito de ler, mas sim o hábito de pensar, o hábito de querer saber, o hábito de ser curioso. Se os próprios considerados – pelos professores – não-leitores admitem ler o que lhes interessa, óbvio seria despertar antes a vontade de conhecer. Ler, por hábito, deveria deixar de ser regra de conduta apregoada pelas escolas. Transformar o pensamento e ampliá-lo por desejo, deveria ser a etiqueta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler é mera conseqüência. A causa é querer sair do lugar-comum, voar sem tirar o pé do chão, pensar para existir... Meu hábito maior é “Ser” e por isso eu leio muito. Dessa forma, vou me desabituando de mim para me habituar às minhas releituras... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SNCBnqdLx7I/AAAAAAAADoI/Q6296hwLNeU/s1600-h/tirinhahabito_da_leitura.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246836084298205106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SNCBnqdLx7I/AAAAAAAADoI/Q6296hwLNeU/s400/tirinhahabito_da_leitura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; (Tirinha criada especialmente para este texto por minha amiga Creisi - &lt;a href="http://creisigirl.wordpress.com/2008/09/16/incentivo-a-leitura/"&gt;veja outras tirinhas aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;___________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Elabore exemplos de como atividades educativas podem surtir efeitos contrários ao desejado. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;____________________&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-3335009264018930741?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/3335009264018930741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=3335009264018930741' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/3335009264018930741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/3335009264018930741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/09/abaixo-o-hbito-de-ler.html' title='Abaixo o hábito de ler'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/SMvyBtewI4I/AAAAAAAADmk/MIphLi2V35k/s72-c/ana_e_ana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-1204066885697094226</id><published>2008-04-12T18:51:00.008-03:00</published><updated>2008-05-16T14:57:56.078-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Pense nisso...</title><content type='html'>&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="center" align="middle" width="50%"&gt;&lt;a href="http://www.gifsdahora.com.br/gifs_path/419/carros_volta_mundo"&gt;&lt;img alt="carros volta mundo" src="http://www.gifsdahora.com.br//gifs_animados/gifs/12Transportes//carros_volta_mundo.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td valign="center" align="middle" width="50%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;"A filosofia em um século é o senso comum do próximo" &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(frase de biscoito chinês)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-1204066885697094226?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/1204066885697094226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=1204066885697094226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1204066885697094226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1204066885697094226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/04/filosofia-e-um-sculo-o-senso-comum-do.html' title='Pense nisso...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-5173914337019687948</id><published>2008-03-23T16:05:00.006-03:00</published><updated>2008-05-16T14:49:22.621-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='audiência'/><title type='text'>O fim da televisão</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Após ler, atenta e criticamente, o texto abaixo (retirado do blog "O fim da Várzea - blogs, internet, opinião e mau humor") faça sua análise a respeito do parágrafo abaixo negritado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O fim da televisão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisto muito pouco à televisão, e geralmente apenas o trash. Cancelei a TV por assinatura, depois de anos assistindo a infinitas reprises (desconfio que eles mantêm um convênio com as locadoras de DVD, recebendo um por fora para exibir apenas lixo nos finais-de-semana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem à noite, em mais uma insônia típica de domingo, estava zapeando pela TV aberta e, entre sessões de exorcismo e comerciais de 30 minutos sobre aparelhos de ginástica que até trocar pneu trocam, acabei acompanhando uma parte do Big Brother, que me fez questionar até que ponto pode descer a falta de qualidade da programação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os "confinados" haviam ganhado um almoço patrocinado por uma marca de suco obscura e deliciavam-se com uma refeição digna de loja de conveniência, daquelas que você aquece por 1 minuto e sofre de indigestão por uma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gyselle, a moça que "deu certo" na França e no Brasil, não sabe nem segurar os talheres, o tal Marcão segura-os como se fossem ferramentas e mastiga como se tivesse passado a vida na selva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso parece fútil, mas os modos à mesa dizem muito de uma pessoa. No caso em questão, só confirma o que já havia sido mostrado em outro dia, quando Pedro Bial pergunta se eles conheciam a resposta do enigma da Esfinge e todos demonstram total ignorância, tanto da resposta quanto da origem da pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reality shows são sobre pessoas comuns, eu sei disso. Mas parece que não basta mais ser comum, tem que ser superficial e ignorante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo li em algum lugar, a Globo já pensa em mudar a fórmula, visivelmente esgotada, na próxima edição. Pensam em mesclar pessoas de diferentes faixas etárias, fugindo do formato loira(o) burra(o).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fugirão do nivelamento cultural rasteiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil dizer que o povo desse País é inculto e incapaz de apreciar algo mais sofisticado. Eu mesmo acredito nisso. Mas não seria hora de fazer algo para mudar esse cenário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que só come miojo é incapaz de apreciar algo mais sofisticado? Talvez sim, mas é preciso oferecer opções variadas, ao longo do tempo, o gosto melhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acompanhou o Jô Soares no início de seu talk show no SBT lembra que era um programa memorável. Pessoas com conteúdo passavam por lá e o humor era genuíno. Quando a platéia fazia "ahhhh" no final de uma entrevista, era merecido, e digno de nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;A pasteurização da programação está se revelando um tiro no pé por parte das emissoras. Incentivar a favelização da audiência não me parece um negócio lucrativo. Você gostaria de anunciar seu produto para quem não pode comprá-lo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TV pode ser útil na "educação" de um povo. Instigar novas idéias pode gerar frutos, inclusive a curto prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, muito em breve, veremos pessoas comendo com as mãos e comunicando-se por mímica. Quem viver verá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.ofimdavarzea.com/o-fim-da-televisao/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-5173914337019687948?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/5173914337019687948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=5173914337019687948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/5173914337019687948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/5173914337019687948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/03/assisto-muito-pouco-televiso-e.html' title='O fim da televisão'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-6548527185885563439</id><published>2008-02-23T17:58:00.003-03:00</published><updated>2008-12-10T12:55:26.919-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='refletir para agir'/><title type='text'>UMA MENSAGEM A GARCIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R8CJ5iwWxCI/AAAAAAAABSU/_oE78s4jJbc/s1600-h/abstrato2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R8CJ5iwWxCI/AAAAAAAABSU/_oE78s4jJbc/s320/abstrato2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170283993896502306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.stetnet.com.br/puglisi/Mensagem_a_garcia.htm"&gt;por Elbert Hubbard&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esta insignificância literária, UMA MENSAGEM A GARCIA, escrevi-a uma noite, depois do jantar, em uma hora. Foi a 22 de fevereiro de 1899, aniversário natalício de Washington, e o número de março da nossa revista "Philistine" estava prestes a entrar no prelo. Encontrava-me com disposição de escrever, e o artigo brotou espontâneo do meu coração, redigido, como foi, depois de um dia afanoso, durante o qual tinha procurado convencer alguns moradores um tanto renitentes do lugar, que deviam sair do estado comatoso em que se compraziam, esforçando-se por incutir-lhes radioatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia original, entretanto, veio-me de um pequeno argumento ventilado pelo meu filho Bert, ao tomarmos café, quando ele procurou sustentar ter sido Rowan o verdadeiro herói da Guerra de Cuba. Rowan pôs-se a caminho só e deu conta do recado - levou a mensagem a Garcia. Qual centelha luminosa, a idéia assenhoreou-se de minha mente. É verdade, disse comigo mesmo, o rapaz tem toda a razão, o herói é aquele que dá conta do recado que leva a mensagem a Garcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me da mesa e escrevi "&lt;strong&gt;Uma mensagem a Garcia&lt;/strong&gt;" de uma assentada. Entretanto liguei tão pouca importância a este artigo, que até foi publicado na Revista sem qualquer título. Pouco depois da edição ter saído do prelo, começaram a afluir pedidos para exemplares adicionais do número de Março do "Philistine": uma dúzia, cinquenta, cem, e quando a American News Company encomendou mais mil exemplares, perguntei a um dos meus empregados qual o artigo que havia levantado o pó cósmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Esse de Garcia" - retrucou-me ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte chegou um telegrama de George H. Daniels, da Estrada de Ferro Central de Nova York, dizendo: "Indique preço para cem mil exemplares artigo Rowan, sob forma folheto, com anúncios estrada de ferro no verso. Diga também até quando pode fazer entrega ".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi indicando o preço, e acrescentando que podia entregar os folhetos dali a dois anos. Dispúnhamos de facilidades restritas e cem mil folhetos afiguravam-se-nos um empreendimento de monta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado foi que autorizei o Sr. Daniels a reproduzir o artigo conforme lhe aprouvesse. Fê-lo então em forma de folhetos, e distribuiu-os em tal profusão que, duas ou três edições de meio milhão se esgotaram rapidamente. Além disso, foi o artigo reproduzido em mais de duzentas revistas e jornais. Tem sido traduzido, por assim dizer, em todas as línguas faladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu que, justamente quando o Sr. Daniels estava fazendo a distribuição da Mensagem a Garcia, o Príncipe Hilakoff, Diretor das Estradas de Ferro Russas, se encontrava neste país. Era hóspede da Estrada de Ferro Central de Nova York, percorrendo todo o país acompanhando o Sr. Daniels. O príncipe viu o folheto, que o interessou, mais pelo fato de ser o próprio Sr. Daniels quem o estava distribuindo em tão grande quantidade, que propriamente por qualquer outro motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quer que seja, quando o príncipe regressou à sua Pátria mandou traduzir o folheto para o russo e entregar um exemplar a cada empregado de estrada de ferro na Rússia. O breve trecho foi imitado por outros países; da Rússia o artigo passou para a Alemanha, França, Turquia, Hindustão e China. Durante a guerra entre Rússia e o Japão, foi entregue um exemplar da "Mensagem a Garcia" a cada soldado russo que se destinava ao front.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os japoneses, ao encontrar os livrinhos em poder dos prisioneiros russos, chegaram à conclusão que havia de ser cousa boa, e não tardaram em vertê-lo para o japonês. Por ordem do Mikado foi distribuído um exemplar a cada empregado, civil ou militar do Governo Japonês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cima de quarenta milhões de exemplares de "Uma Mensagem a Garcia" têm sido impressos, o que é sem dúvida a maior circulação jamais atingida por qualquer trabalho literário durante a vida do autor, graças a uma série de circunstâncias felizes. - E. H.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;East Aurora, dezembro 1, 1913&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma mensagem a Garcia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em todo este caso cubano, um homem se destaca no horizonte de minha memória como o planeta Marte no seu periélio. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se rapidamente com o chefe dos insurretos. Garcia, que se sabia encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse precisar exatamente onde. Era impossível se comunicar com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, o Presidente tinha que tratar de se assegurar da sua colaboração, e isto o quanto antes. Que fazer? &lt;br /&gt;Alguém lembrou ao Presidente: “Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rowan foi trazido à presença do Presidente, que lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. De como este homem, Rowan, tomou a carta, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a sobre o peito, e após quatro dias, saltou, de um barco sem coberta, alta noite, nas costas de Cuba; de como se embrenhou no sertão, para, depois de três semanas, surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregando a carta a Garcia - são coisas que não vêm ao caso narrar aqui pormenorizadamente. O ponto que desejo frisar é este: O presidente Mac Kinley deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan pegou da carta e nem sequer perguntou: Onde é que ele está? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hosannah! Eis aí um homem cujo busto merecia ser fundido em bronze imarcescível e sua estátua colocada em cada escola do país. Não é de sabedoria livresca que a juventude precisa, nem de instrução sobre isto ou aquilo. Precisa, sim, de um endurecimento das vértebras, para poder se mostrar altivo no exercício de um cargo; para atuar com diligência, para dar conta de recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O General Garcia já não é deste mundo, mas há outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma empresa, em que a ajuda de muitos se torne precisa, têm sido poupados momentos de verdadeiros desespero ante a imbecilidade de grande número de homens, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada coisa e fazê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho malfeito parecem ser a regra geral. Nenhum homem pode ser verdadeiramente bem-sucedido, salvo se lançar mão de todos os meios ao seu alcance, quer da força, quer do suborno, para obrigar outros homens a ajudá-lo, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia, faça um milagre, enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo, tu mesmo podes tirar a prova. Estás sentado no teu escritório, rodeado de meia dúzia de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: “Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e de me fazer uma descrição sucinta da vida de Corregio”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar-se-á o caso do empregado dizer calmamente: “Sim, Senhor”, e executar o que se lhe pediu? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso! Olhar-te-á perplexo e de soslaio para fazer uma mais das seguintes perguntas: &lt;br /&gt;Quem é ele? &lt;br /&gt;Que enciclopédia? &lt;br /&gt;Onde é que está a enciclopédia? &lt;br /&gt;Fui eu acaso contratado para fazer isso? &lt;br /&gt;Não quer dizer Bismark? &lt;br /&gt;E se Carlos o fizesse? &lt;br /&gt;Já morreu? &lt;br /&gt;Precisa disso com urgência? &lt;br /&gt;Não será melhor que eu traga o livro para que o senhor mesmo procure o que quer? &lt;br /&gt;Para que quer saber isso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aposto dez contra um que, depois de haveres respondido a tais perguntas, e explicado a maneira de procurar os dados pedidos e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar Garcia e depois voltará para te dizer que tal homem não existe. Evidentemente, pode ser que eu perca a aposta; mas, segundo a lei das médias, jogo na certa. Ora, se fores prudente, Não te darás ao trabalho de explicar ao teu “ajudante” que Corregio se escreve com “C” e não com “K”, mas limitar-te-ás a dizer meigamente, esboçando o melhor sorriso: “Não faz mal; não se incomode”, e, dito isto. levantar-te-ás e procurarás tu mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta incapacidade de atuar independentemente, esta inépcia moral, esta invalidez da vontade, esta atrofia de disposição de solicitamente se pôr em campo a agir - são as coisas que recuam para um futuro tão remoto o advento do socialismo puro. Se os homens não tomem a iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão quando o resultado de seu esforço redundar em benefício de todos? Por enquanto parece que os homens ainda precisam de ser feitorados. O que mantém muito empregado no seu posto e o faz trabalhar é o medo de, se não o fizer, ser despedido no fim do mês. Anuncia precisar de um taquígrafo, e nove entre dez candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar - e, o que é mais, pensam que não é necessário sabê-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderá uma pessoa destas escrever uma carta a Garcia? &lt;br /&gt;“Vê aquele guarda-livros”, dizia-me o chefe de uma grande fábrica. &lt;br /&gt;“Sim, que tem?” &lt;br /&gt;“É um excelente guarda-livros. Contudo, se eu o mandasse fazer um recado, talvez desobrigasse da incumbência a contendo, mas também podia muito bem ser que o caminho entrasse em duas ou três casa de bebidas, e, que, quando chegasse ao seu destino, já não se recordasse da incumbência que lhe fora dada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possível confiar-se a um tal homem uma carta para entregá-la a Garcia? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente temos ouvido muitas expressões sentimentais, externando simpatia para com os pobres entes que mourejam de sol a sol, para com os infelizes desempregados à cata do trabalho honesto, e tudo isto, quase sempre, entremeado de muita palavra dura para com os homens que estão no poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada se diz do patrão que envelhece antes do tempo, num baldado esforço para induzir eternos desgostosos e descontentes a trabalhar concienciosamente; nada se diz de sua longa procura de pessoal, que, no entanto, muitas vezes nada mais faz do que “matar o tempo”, logo que ele volta as costas. Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostra incapaz de zelar pelos seus interesses, a fim de substituí-lo por outro mais apto. Este processo de seleção por eliminação está se operando incessantemente, em termos adversos, com a única diferença que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis. É a lei de guardar os melhores - aqueles que podem levar uma mensagem a Garcia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço um homem de aptidões realmente brilhantes, mas sem a fibra precisa para gerir um negócio próprio e que ademais se torna completamente inútil para qualquer outra pessoa devido à suspeita insana que constantemente abriga de que seu patrão o esteja oprimindo ou tencione oprimi-lo. Sem poder mandar, não tolera que alguém o mande. Se lhe fosse confiada uma mensagem a Garcia, retrucaria provavelmente: “Leve-a você mesmo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje este homem perambula errante pelas ruas em busca de trabalho, em quase petição de miséria. No entanto, ninguém que o conheça se aventura a lhe dar trabalho porque é a personificação do descontentamento e do espírito de réplica. Refratário a qualquer conselho ou admoestação, a única coisa capaz de nele produzir algum afeito seria um bom pontapé dado com a ponta de uma bota número 42, sola grossa e bico largo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei, não resta dúvida, que um indivíduo moralmente aleijado como este não é menos digno de compaixão que um fisicamente aleijado. Entretanto, nesta demonstração de compaixão, vertamos também uma lágrima pelos homens que se esforçam por levar avante uma grande empresa, cujas horas de trabalho não estão limitadas pelo som do apito e cujos cabelos ficam prematuramente encanecidos na incessante luta em que estão empenhados contra a indiferença desdenhosa, contra a imbecilidade crassa e a ingratidão atroz, justamente daqueles que, sem o seu espírito empreendedor, andariam famintos e sem lar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar-se-á o caso de eu ter pintado a situação em cores demasiado carregadas? Pode ser que sim; mas, quando todo o mundo se apraz em divagações, quero lançar uma palavra de simpatia ao homem que imprime êxito a um empreendimento, ao homem que, a despeito de uma porção de empecilhos, sabe dirigir e coordenar os esforços de outros, e que, após o triunfo, talvez verifique que nada ganhou; nada, salvo a sua mera subsistência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também eu carreguei marmitas e trabalhei como jornaleiro, como, também, tenho sido patrão. Sei, portanto, que alguma coisa se pode ambos os lados. &lt;br /&gt;Não há excelência na pobreza de per se; farrapos não servem de recomendação. Nem todos os patrões são gananciosos e tiranos, da mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as minhas simpatias pertencem ao homem que trabalha concienciosamente, quer o patrão esteja, quer não. E o homem que, ao lhe ser confiado uma carta para Garcia, tranqüilamente toma a missiva, sem fazer perguntas idiotas e sem a intenção oculta de jogá-la na primeira sarjeta que encontrar, ou praticar qualquer outro feito que não seja entregá-la ao destinatário; este homem nunca fica “encostado” nem tem que se declarar em greve para forçar um aumento de ordenado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A civilização busca ansiosa, insistentemente, homens nestas condições. Tudo que um tal homem pedir, se lhe há de acontecer. Precisa-se dele em cada cidade, em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisso: Precisa-se, e precisa-se com urgência, de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-6548527185885563439?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/6548527185885563439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=6548527185885563439' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6548527185885563439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6548527185885563439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/02/uma-mensagem-garcia.html' title='UMA MENSAGEM A GARCIA'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R8CJ5iwWxCI/AAAAAAAABSU/_oE78s4jJbc/s72-c/abstrato2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-5854266656216374240</id><published>2008-02-19T10:18:00.006-03:00</published><updated>2008-05-16T14:49:51.991-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postura editorial'/><title type='text'>Conteúdo do SBT</title><content type='html'>&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mXC5siNFbbA&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mXC5siNFbbA&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Entrevista exibida ao vivo no dia 17 de agosto de 2007 pela TV Plan, afiliada da TVE Brasil em Poços de Caldas, MG.&lt;br /&gt;___________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Assista ao vídeo com a entrevista do ex-diretor de Jornalismo do SBT, Luiz Gonzaga Mineiro, falando sobre a postura de Sílvio Santos, e, em seguida, faça um breve comentário escrito com sua análise crítica (argumentada).&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-5854266656216374240?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/5854266656216374240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=5854266656216374240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/5854266656216374240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/5854266656216374240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/02/entrevista-exibida-ao-vivo-no-dia-17-de.html' title='Conteúdo do SBT'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-5872874416441126423</id><published>2008-02-08T03:02:00.001-02:00</published><updated>2008-12-10T12:55:28.136-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral e costumes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carnaval'/><title type='text'>Notícias do carnaval</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R6vuYq_B7uI/AAAAAAAABJk/xdy3TkwTXMQ/s1600-h/0803526.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R6vuYq_B7uI/AAAAAAAABJk/xdy3TkwTXMQ/s320/0803526.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164483505333333730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R6vuYq_B7vI/AAAAAAAABJs/LE40tj_MtHA/s1600-h/29_corpos3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R6vuYq_B7vI/AAAAAAAABJs/LE40tj_MtHA/s320/29_corpos3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164483505333333746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R6vp9a_B7rI/AAAAAAAABJM/b7MgDJ_gz-s/s1600-h/modelonua_fi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R6vp9a_B7rI/AAAAAAAABJM/b7MgDJ_gz-s/s320/modelonua_fi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164478639135387314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R6vp9q_B7sI/AAAAAAAABJU/6z49QaLln00/s1600-h/Adolf_Hitler.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R6vp9q_B7sI/AAAAAAAABJU/6z49QaLln00/s320/Adolf_Hitler.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164478643430354626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R6vp96_B7tI/AAAAAAAABJc/gy3ak4qn9hU/s1600-h/222555.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R6vp96_B7tI/AAAAAAAABJc/gy3ak4qn9hU/s320/222555.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164478647725321938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTÍCIA A: São Clemente é punida por desfilar com mulher nua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://carnaval.uol.com.br/noticias/riodejaneiro/2008/02/06/ult5681u156.jhtm"&gt;Da Redação&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola de samba São Clemente recebeu punição de meio ponto na avaliação de seu desfile pela Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) por desfilar com uma mulher nua dentre os seus integrantes. Com 387,5 pontos, a São Clemente foi a 12ª colocada no Carnaval carioca, e foi rebaixada para a divisão de acesso em 2009. A modelo Viviane Castro (foto), 25, foi à avenida usando um tapa-sexo de 4 cm, e precisou colar novamente o adereço durante o desfile. A comissão julgadora da Liesa comunicou a punição no início da apuração dos quesitos na tarde desta quarta-feira, 6, no Rio de Janeiro. A modelo foi um dos destaques de chão da escola que desfilou o enredo "O Clemente João 6º no Rio: A Redescoberta do Brasil...". Além do pequeno tapa-sexo, ela usava apenas adereços nas costas e na cabeça, e maquiagem por todo o corpo.&lt;br /&gt;_____________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;30/01/2008 - 23h01 &lt;br /&gt;NOTÍCIA B : Justiça mantém distribuição da pílula do dia seguinte em PE &lt;/strong&gt;por FÁBIO GUIBU&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u368416.shtml"&gt;da Agência Folha&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública de Recife, José Viana Ulisses Filho, negou nesta quarta-feira o pedido de liminar contra a distribuição da pílula do dia seguinte durante o Carnaval feito pela Aduseps (Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde), com o apoio da Arquidiocese de Olinda e Recife. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua decisão, Ulisses Filho afirmou que "em nenhum momento" a associação comprovou que o medicamento é abortivo --um dos fundamentos para o pedido de liminar. Ao contrário, disse o juiz, a documentação apresentada "assevera que a droga a ser utilizada é cientificamente considerada contraceptiva, e não abortiva". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulisses Filho lembrou também que a pílula não será distribuída aleatoriamente no Carnaval, mas apenas para "mulheres vítimas de abusos sexuais ou de acidentes verificados no uso das camisinhas". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sentença, válida apenas para Recife, &lt;strong&gt;o juiz afirmou que as opiniões religiosas condenando os métodos anticoncepcionais sem respaldo científico são "irrelevantes". "A República Federativa do Brasil é um estado laico e não uma teocracia." &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A pressão da Igreja, entretanto, continua&lt;/strong&gt;. Hoje, em nota assinada pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) afirmou que "&lt;strong&gt;o uso da pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a nota, a ingestão do medicamento "nas primeiras 72 horas após a concepção provoca, na verdade, um aborto químico, tão gravemente imoral quanto o aborto cirúrgico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entidade afirmou ainda que o arcebispo de Recife e Olinda, dom José Cardoso Sobrinho, "é movido por zelo pastoral e por fundamentadas motivações éticas" ao criticar a distribuição do anticoncepcional. "Sua iniciativa merece todo o nosso apoio." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coordenadora-executiva da Aduseps,&lt;strong&gt; Renê Patriota&lt;/strong&gt;, afirmou que recorrerá da decisão. Ela disse ainda que ingressará com ações semelhantes contra as prefeituras de Olinda e Paulista, que também distribuirão a pílula durante o Carnaval. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;31/01/2008 - 15h55 &lt;br /&gt;Notícia C: Justiça proíbe carro alegórico que faz alusão ao Holocausto no Rio &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u368623.shtml&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Justiça do Rio proibiu nesta quinta-feira a escola de samba Viradouro de desfilar com um carro alegórico que faz alusão ao Holocausto. O carro apresenta vários corpos empilhados em alusão aos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedido de proibição foi feito pela Fierj (Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro) &lt;strong&gt;durante o plantão judiciário (das 18h às 11h) e acatado pela juíza Juliana Kalichsztein. &lt;/strong&gt;Em sua decisão, a juíza impõe multa de R$ 200 mil para a escola se o carro desfilar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o advogado Ricardo Brajterman, da Fierj, a federação já havia tentado, em conversas anteriores, convencer a Viradouro a desistir da idéia ou colocar uma mensagem de advertência, como "Holocausto nunca mais" no carro. "Mas a escola silenciou", disse Brajterman. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Por volta das 23h ficamos sabendo que o carro traria um destaque vestido de [Adolf] Hitler. Imagine Hitler sambando à frente dos judeus e poloneses e outras vítimas do Holocausto mortas", disse o advogado. "&lt;em&gt;O Carnaval é uma festa sensual. &lt;/em&gt;Não é o espaço certo para a discussão desse tema". &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A decisão da juíza também prevê multa de mais R$ 50 mil se algum membro da escola entrar na avenida vestido de Hitler. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfile da Viradouro, "É de arrepiar", estava previsto para levar à avenida oito carros, segundo a sinopse dos desfiles divulgada pela Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio). Além do Holocausto, os carros trariam temas supostamente ligados ao arrepio, como o frio, o nascimento e o Kama Sutra --tema de um carro que viria antes do carro sobre a matança de judeus--, e baratas, que viria depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem entrou em contato com a Viradouro em cinco número de telefone diferentes, mas os recados não foram respondidos até a tarde de hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;veja &lt;a href="http://odia.terra.com.br/carnaval/LIMINAR.PDF"&gt;aqui Liminar da Juiza &lt;/a&gt;contra passistas vestidos de Hitler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;04/02/2008 - 05h30 &lt;br /&gt;Notícia D : Viradouro protesta e leva arrepios à Sapucaí durante desfile &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u369506.shtml"&gt;da Folha Online &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Viradouro, última escola a desfilar na primeira noite do Grupo Especial do Rio, protestou contra a decisão da Justiça de barrar um dos carros alegóricos que fazia alusão ao Holocausto e provocou arrepios no público da Marquês de Sapucaí ao levar à avenida uma pista de ski de 9 metros de altura, abastecida por 26 toneladas de gelo trituradas momentos antes da exibição. Na pista, atletas da CBDN (Confederação Brasileira dos Desportos de Neve) se apresentaram com pranchas de snowboard. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da Viradouro, desfilaram a São Clemente, a Porto da Pedra, a Salgueiro, a Portela e a Mangueira. Confira a cobertura completa do Carnaval na Folha Online. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o enredo "É de arrepiar", a segunda alegoria da Viradouro, a do arrepio do cabelo, remeteu ao castelo de Edward, personagem de "Edward, Mãos de Tesoura", produção assinada pelo diretor de cinema Tim Burton. Um imenso salão de beleza e personagens urbanos como punks também foram representados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro setor abordou o arrepio da paixão --da amizade, passando pelo toque nas mãos, beijo na boca, paixões, até insinuações de sexo. Uma imensa cama representou o Kama Sutra (manual indiano de posições sexuais). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegoria referente ao nascimento contou com a escultura de um bebê gigante segurado pelos pés, de cabeça para baixo. A escola fez ainda uma ala com referência a obra Escafandro, de Leonardo da Vinci, referência à letra "Trenzinho Caipira", de Villa Lobos, e à obra O Espantalho, de Portinari. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro setor, a escola retratou insetos repugnantes --como baratas e aranhas--, além de ratos e cobras. Personagens que ganharam as telas de cinema, como Fred Krueger, Chucky e o demônio do filme "O Exorcista", também foram lembrados pela Viradouro como criaturas que causaram arrepios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerrando o desfile, a Viradouro fez Cartola pisar na Sapucaí. A escola trouxe ainda uma de suas mais conhecidas obras, "As Rosas Não Falam", na intenção de provocar o arrepio da saudade no público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Repugnância&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Viradouro pretendia mostrar o arrepio da repugnância, mas teve de mudar a proposta por ordem judicial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, dentro do contexto do enredo, falaria do Holocausto tendo a figura de Adolf Hitler à frente do carro. Em cima da alegoria estavam corpos sobrepostos e objetos que remetiam a um campo de extermínio de judeus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atendendo a um pedido da Fierj (Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro), a juíza Juliana Kalichsztein proibiu a escola a desfilar com o carro. Agora, mostrou uma alegoria adaptada, que abordou a liberdade de expressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro entrou no sambódromo com componentes vestidos de branco e amordaçados. Sobre eles, a figura de Tiradentes. O carro ainda tinha faixas. Uma dizia "Liberdade ainda que tardia", e outra "Não se constrói o futuro enterrando a história". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1/2/2008 01:26:00 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícia E : &lt;a href="http://odia.terra.com.br/carnaval/htm/choro_pelo_holocausto_148479.asp"&gt;Choro pelo Holocausto &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viradouro muda alegoria que representaria extermínio dos judeus na Segunda Guerra e traria Hitler, devido à decisão judicial que proibiu o carro. Escola vai abordar liberdade de expressão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio - A Viradouro entrará na Avenida sem o polêmico carro do Holocausto. A decisão foi tomada depois que a Federação Israelita do Rio conseguiu liminar da Justiça impedindo a utilização da alegoria no desfile. A entidade, que tentava por meio do diálogo demover a escola da idéia de representar o extermínio dos judeus na Segunda Guerra, mudou de idéia depois que soube através de&lt;a href="http://odia.terra.com.br/carnaval/htm/choro_pelo_holocausto_148479.asp"&gt; O DIA &lt;/a&gt;que o carro teria representação do ditador nazista Adolf Hitler como destaque, em cima da pilha de corpos nus e esqueléticos. A decisão levou o carnavalesco Paulo Barros às lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro, que custou R$ 400 mil, foi desmontado ontem. No lugar da alegoria, outra fará uma crítica velada à decisão da Justiça, abordando o tema da execução do direito de expressão. “Não digo que foi uma censura, mas a nossa intenção foi cerceada, de certa forma”, afirmou o presidente da Viradouro, Marco Lira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não adianta como será o novo carro, mas informa que abordará limitações da expressão somente no Brasil. “O direito de expressão que nós vamos retratar vai ser focado diretamente no nosso povo”, resume. Lira sugere que a alegoria deve tratar de temas como violência, ditadura e escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da escola disse que não faria nenhum tipo de apelação para derrubar a liminar. A decisão da juíza Juliana Kalichsztein indica que “nenhuma ferramenta de culto ao ódio” deve ser usada. O advogado da federação, Ricardo Brajterman, alegou “vilipêndio do sentimento religioso” para barrar a alegoria. “A federação queria que o carro viesse com uma faixa: Holocausto nunca mais, mas eles não aceitaram”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da federação, Sérgio Niskier, que já havia manifestado preocupação com o carro, como noticiou O DIA no dia 18, aplaudiu a decisão: “Colocar um homem fantasiado de Hitler no alto do carro seria abuso ainda maior”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;COMEÇAR DO ZERO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 72 horas do Carnaval, a Viradouro terá de começar do zero um novo carro. Paulo Barros disse que amanhã a alegoria estará pronta. Se o setor do Holocausto não fosse substituído, a Viradouro teria sete carros. O mínimo exigido pela Liga Independente das Escolas de Samba é cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, diz que a substituição da alegoria não prejudica a escola. “Basta que a escola envie, antes do desfile, errata para encaminharmos aos julgadores”, explicou. Barros contou que pretendia levar um Hitler arrependido para a Avenida. “O Corintho, que desfilaria no carro representando Hitler, ia fazer uma interpretação de culpa”, disse, referindo-se ao empresário Corintho Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sapucaí já foi cenário de outras polêmicas. Em 1989, o Cristo mendigo do carnavalesco Joãosinho Trinta, do enredo ‘Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia’, teve que ser coberto. Ele viveu situação parecida em 2004, na Grande Rio, quando retrataria posições sexuais do Kama Sutra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Israel condenou a alegoria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo israelense, através de sua embaixada, também se posicionou de forma contrária à exibição de alegoria sobre Holocausto na Avenida. Segundo o primeiro-secretário, Rafael Singer, o tema não se restringe à comunidade judaica, mas à Humanidade, e o Carnaval não é data adequada para a reflexão. “Achamos importante o tema do Holocausto ser tocado em qualquer lugar, mas misturar com Carnaval é inadequado”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Singer defende a abordagem do Holocausto como forma de educar os mais jovens contra o risco do nazismo. “O Holocausto não é um crime contra os judeus, mas contra a Humanidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro Simon Wiesenthal, grupo internacional judaico de defesa dos direitos humanos, pronunciou-se contra a utilização do Holocausto no Carnaval do Rio. O temor da instituição era de que o desfile da escola profanasse a memória do Holocausto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo, representado por Sérgio Widder, chegou a enviar carta à Viradouro pedindo que a escola desistisse da idéia de usar a alegoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JORNAIS NOTICIAM A POLÊMICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polêmica do carro alegórico da Viradouro ganhou o noticiário de diversos jornais do mundo. Assim que a Justiça se pronunciou contra o carro, o diário ‘The Jerusalem Post’ estampou a notícia da liminar expedida pela juíza Juliana Kalichsztein em seu site. Ainda em Israel, o ‘Haaretz’ também divulgou a decisão. A notícia é acompanhada de uma grande foto da escultura dos corpos nus e esqueléticos que deveriam compor o carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede de TV americana CNN publicou igualmente em seu site o veto ao carro alegórico. A reportagem foi veiculada à tarde, antes de a escola se pronunciar oficialmente e a assessora de imprensa da Viradouro era citada negando a intenção de excluir a alegoria. “Nós não vimos a liminar”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não haverá nenhuma pilha de corpos despidos e mutilados, e nenhum Hitler dançando, no maior Carnaval do mundo”, diz matéria do ‘Herald Review’, de Illinois, nos EUA. A rede de TV britânica BBC também deu destaque para a reação da Federação Israelita depois que o grupo soube que representação de Adolf Hitler seria destaque em cima da alegoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;5 MINUTOS: ‘ESTÁ MAIS PARA GLORIFICAÇÃO DO NAZISMO’&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1— Como o senhor recebeu a notícia de que uma escola de samba do Rio iria levar para a Avenida imagens que faziam referência ao Holocausto?&lt;br /&gt;— Com muita surpresa. Esse tipo de comportamento não é habitual. É muito estranho. Não conseguimos entender como seria possível manter o clima de festa com um carro cheio de corpos mutilados. Isso iria arruinar o Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2— O carnavalesco da Viradouro, Paulo Barros, disse que o carro seria uma homenagem às vítimas da tragédia. O senhor concorda com tal ponto de vista?&lt;br /&gt;— Essa atitude está mais para a glorificação do nazismo do que para homenagem às vítimas dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3— Na sua opinião, o uso dessas imagens e a polêmica criada em torno da alegoria poderiam comprometer o Carnaval da escola este ano?&lt;br /&gt;— Com esse pensamento ofensivo à memória das vítimas e aos sobreviventes do Holocausto, o máximo que a Viradouro conseguiria era ganhar prêmio do presidente do Irã (Mahmoud Ahmadinejad, que afirmou que a tragédia não existiu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 —A pressão imposta sobre a escola e a determinação da Justiça não podem ser comparadas a uma censura prévia?&lt;br /&gt;—Isso não é uma questão de censura, e sim de boa fé. Este assunto já tinha passado do limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5— A mudança imposta pela Justiça a pedido da Fierj pode gerar mal-estar para a comunidade judaica no Brasil?&lt;br /&gt;— Não acredito nisso. Qualquer pessoa de boa consciência se sentiria ofendida durante o desfile se fossem mantidas aquelas imagens horríveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERGIO WIDDER, representante do Centro Simon Wiesenthal na América Latina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagens de Flávia Salme, Josie Jerônimo, Mahomed Saigg, Rafael Cavalcanti e Pedro Moraes&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;__________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1/2/2008 17:17:00 &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notícia F: &lt;br /&gt;Artigo: Luis Carlos Magalhães critica veto do carro do Holocausto &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Colunista analisa polêmica com a Viradouro e diz: 'um pedaço do carnaval de 2008 foi embora' &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Carlos Magalhães&lt;br /&gt;&lt;a href="http://odia.terra.com.br/carnaval/htm/artigo_luis_carlos_magalhaes_critica_veto_do_carro_do_holocausto_148584.asp"&gt;(Colunista do Dia na Folia)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais ou menos vinte anos eu fazia um trabalho sobre o movimento negro e fui conversar com Nei Lopes. O mestre deu uma boa aparada em meus pensamentos e me emprestou alguns livros. Disse que os marxistas simplificavam a questão racial no contexto da luta de classes, numa simplificação da qual ele discordava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi num botequim de Vila Isabel que ouvi dele que “... só nós negros é que sabemos que são coisas muito diferentes”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou negro e também não sou judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando as palavras do “professor” aí em cima, sei que não sei a dor que o povo judeu sente quando o holocausto é falado ou mostrado, seja lá onde for. O sacrifício de seus pais, de seus avós, ou de seus próprios. A suprema humilhação, covardia e submetimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma ninguém de minha genealogia foi açoitado, seqüestrado, amarrado atravessando o Atlântico, vomitando em si próprio, defecando sobre si mesmo, vendo seus iguais sendo atirados doentes ao mar, em uma viagem interminavelmente longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma idéia do que pode ter sido aquilo e do suplício da escravidão. Da dor do açoite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a alegoria da Viradouro era um brado de repúdio, como afirma a escola em sua defesa, ou se era um “escárnio”, “um espetáculo abominável para os sobreviventes...”, como afirmam os israelitas, ou a “banalização da barbárie”, na expressão da juíza, nunca saberemos. &lt;strong&gt;São juízos de valor. Muitos julgarão de uma forma, muitos julgarão de outra, é só esperar o resultado das enquetes dos sites carnavalescos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se o holocausto dos índios brasileiros, dos negros, são equiparáveis ou não... outro juízo de valor. Mas foram, e são mostrados no carnaval. De minha parte lamento o veto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;E aí pergunto: terá havido censura?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria se o veto partisse do poder público diretamente, ou da igreja ou até da Liesa. Não foi isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém, ou um grupo, se sentiu atingido e republicanamente acionou o poder judiciário. &lt;strong&gt;Se a juíza errou ou não, é também juízo de valor, só que, aqui, dentro da lei processual.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe à escola cassar a decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma questão menor. &lt;strong&gt;Em defesa de carnavalesco, quero dizer que há um número i-ni-ma-gi-ná-vel de jovens que não só nunca viu, nenhuma única vez, a cena do Holocausto, como não tem idéia da razão de toda essa polêmica. Insisto, é um número inimaginável de jovens. Muitos deles estariam na Sapucaí. A alegoria estaria prestando um grande serviço à causa da Humanidade.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte, repito, lamento, mas lamento muito mesmo, com todo respeito a todo mundo aí em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que vi a cena do holocausto foi no extinto cine Art Palácio Tijuca, na primeira ou segunda vez que entrei em um cinema. Nunca vou esquecer aquele dia.&lt;br /&gt;Considero a maior cena de horror de toda a história da humanidade. Ou porque é mesmo ou porque foi tão exaustivamente divulgada, diferentemente dos  genocídios de populações negras da áfrica, seja pela fome seja pelo flagelo da AIDS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero que a cena, ou o carro, não acrescentaria tanto ao repúdio já tão consagrado, nem significaria tanto em desrespeito aos familiares das vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo imaginar a cena carnavalizável, me assustei quando a vi pela primeira vez no barracão. &lt;strong&gt;Não conheço a dramatização com Hitler,  e nem se isto pesou mais que o próprio carro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se representaria um marco inesquecível do carnaval ou um marco de desastre de concepção, de equívoco maior do carnaval, um de seus piores momentos, só poderíamos saber lá, na hora, no exato momento em que o carro passasse, já escrevi isto antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carnavalesco assumiu o risco, por isso é o que é hoje no cenário da festa: seu maior expoente e seu maior alvo de polêmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Veríamos então algo nunca visto. &lt;/strong&gt;O carnaval seria ele próprio testado em sua nova instância, colocado numa posição sem precedentes, tal o sentido e o significado que a escola quis dar à alegoria, tal a dramaticidade e a dor que o tema evoca. A verdade, a única verdade, e não juízos de valor, se revelaria ali. O carnaval revelaria a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que um pedaço do carnaval de 2008 foi embora, ficou lá naquela escuridão do Fórum, junto com aquela papelada toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Luis Carlos Magalhães é pesquisador de carnaval&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1/2/2008 19:40:00 &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Notícia G : Viradouro: &lt;a href="http://odia.terra.com.br/carnaval/htm/viradouro_confira_a_justificativa_do_carro_alegorico_que_vai_substituir_a_alegoria_do_holocausto_148621.asp"&gt;Confira a justificativa &lt;/a&gt;do carro alegórico que vai substituir a alegoria do Holocausto &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio - O carnavalesco Paulo Barros apresentou, na noite desta quinta, a justificativa do carro que irá substituir o do Holocausto. O nome da alegoria é "A execução da liberdade". O texto será enviado à Liga Independente das escolas de samba, como adendo ao material já entregue aos jurados. Na foto, o secretário de Turismo, Rubem Medina, visita o barracão e vê o novo carro sendo confeccionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Confira a íntegra do texto:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"A Viradouro subverte a tristeza e desnuda o horror da intolerância. O cerceamento da liberdade de expressão é o terreno mais fértil para que proliferem a violência, o desrespeito, a brutalidade, o extermínio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem os algozes, nem as vítimas da trágica história da humanidade têm o direito de ocultar os fatos, entorpecer a memória. A proibição sumária da expressão artística é o primeiro passo em direção ao precipício: queimar livros, censurar filmes, destruir alegorias. Por trás de toda arbitrariedade, se esconde a mediocridade, a impossibilidade de vencer a força das idéias, e o que resta é dizimá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "execução da liberdade" é a quinta alegoria da Escola e percorre a avenida para lembrar que o extermínio pode ser a conseqüência do preconceito, da intolerância, do desrespeito à diversidade. Inicialmente concebida para representar um dos maiores genocídios da humanidade, o holocausto, o carro foi impedido de desfilar por mandato judicial da Federação Israelita do Rio de Janeiro, no dia 31 de janeiro de 2008. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas reações de organismos nacionais e internacionais deixam clara a incompreensão de que o desfile das escolas de samba é um poderoso instrumento de divulgação de idéias, de sensibilização de corações e mentes de todo o planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carnaval foi apontado como "espaço inapropriado, em seu ambiente festivo", "desfile com música, mulheres e homens semi desnudos dançando alegremente face a recordação das vítimas do Holocausto", "um espetáculo abominável para os sobreviventes e suas famílias". É claro que houve a compreensão das intenções da escola, ou seja, alertar contra o genocídio de milhares de seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegoria enquanto escultura, se exposta em uma bienal de arte seria aceita. Na avenida, se torna inadequada. Outras formas de arte retratam o holocausto, como o cinema, o teatro e as artes plásticas. As salas de cinema e os salões dos museus são os espaços mais adequados para que o povo reflita sobre as barbaridades do homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerar "escárnio" desfilar como tema tão contundente na Marquês de Sapucaí é descredenciar uma das mais importantes manifestações culturais brasileiras. Palco de lutas pela liberdade, a Avenida mostrou, ao longo de anos de desfile, a opressão contra negros e índios, a resistência dos migrantes nordestinos contra a miséria, a saga de heróis que foram mártires nas batalhas pela democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O holocausto atingiu não apenas aos judeus, marcando a vida de comunistas, homossexuais, ciganos, deficientes mentais e físicos, intelectuais que discordavam do regime de Hitler, homens, mulheres e crianças que morreram brutalmente, vítimas do nazi-fascismo. A execução do direito de liberdade e a intolerância para com a diversidade cultural, ideológica e religiosa assassinou negros, índios, alquimistas, visionários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quinta alegoria da Viradouro, passará na Sapucaí representando um protesto contra todo o tipo de extermínio da vida e da liberdade. Não se conta a verdadeira história do homem só com poesia e prazer. As cicatrizes da alma são a melhor forma de proteção contra novas feridas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notícia H: 3/2/2008 01:03:00 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viradouro: Carro fará alusão à censura &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta alegoria da Viradouro deverá monopolizar as atenções do público no Sambódromo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://odia.terra.com.br/carnaval/htm/viradouro_carro_fara_alusao_a_censura_148792.asp"&gt;&lt;br /&gt;Rio - &lt;/a&gt;Na virada de hoje para amanhã, quando começar o desfile da Unidos do Viradouro, todas as atenções estarão voltadas para o quinto carro alegórico da escola de Niterói. Batizado de &lt;strong&gt;‘A Execução do Direito de Expressão’,&lt;/strong&gt; o novo carro substituirá aquele que faria referência ao Holocausto — o extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial — e que foi proibido de desfilar por uma liminar da juíza Juliana Kalichszteim a pedido da Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj), após reportagem de O DIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira o secretário municipal de Turismo, Rubem Medina, visitou o barracão da Viradouro. &lt;strong&gt;Medina, que é judeu, disse que é a favor da liberdade de expressão, mas desaprovou a alegoria da escola: “Sou contra qualquer tipo de censura, mas o Holocausto não deve ser lembrado no Carnaval”. &lt;/strong&gt;Se a Viradouro não cumprisse a determinação, pagaria multa de R$ 200 mil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia do &lt;strong&gt;carnavalesco Paulo Barros — expor os horrores dos campos de concentração em alegoria com corpos nus, esqueléticos e empilhados &lt;/strong&gt;— logo suscitou protestos da comunidade judaica. O presidente da Fierj, Sérgio Niskier, chegou a dizer que temia que o carro causasse mal-estar na Avenida e tivesse repercussão negativa em todo o mundo ao banalizar as vítimas do nazismo. Por mais que o carnavalesco declarasse que o tema seria tratado de forma respeitosa, outros representantes judeus também demonstraram descontentamento. O carnavalesco da Grande Rio, Roberto Szaniecki, que é judeu polonês, foi um dos que afirmou não entender a mensagem idealizada pelo colega da Viradouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polêmica envolvendo o carro da Viradouro cresceu ainda mais quando outra reportagem de O DIA informou que haveria um destaque representando Adolf Hitler. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a liminar da juíza, se algum componente desfilar fantasiado do ditador, a escola terá que desembolsar R$ 50 mil. O empresário Corintho Rodrigues, que interpretaria o líder nazista na alegoria, deverá interpretar outro personagem no carro sobre a censura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alegoria sobre Kama Sutra é polêmica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo ‘É de arrepiar’, da Unidos da Viradouro, deve trazer pelo menos mais um carro alegório que promete causar rebuliço na Avenida. Trata-se do Kama Sutra, que retrata os milenares ensinamentos do livro indiano &lt;strong&gt;sobre posições sexuais&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a descrição feita na ficha técnica do enredo, a alegoria é uma ‘gigantesca cama que esconde casais fazendo amor’. Funcionários do barracão, por sua vez, explicam que o carro traz “mulheres sentadas no colo dos parceiros como se estivessem dançando o créu”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro já causa preocupação em entidades ligadas à proteção dos jovens, como o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta não é a primeira vez que um carro alegório sobre Kama Sutra desfila no Sambódromo. Em 2004, o carnavalesco da Grande Rio, Joãosinho Trinta, se viu obrigado a cobrir seus carros por uma determinação da Justiça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-5872874416441126423?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/5872874416441126423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=5872874416441126423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/5872874416441126423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/5872874416441126423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/02/notcias-do-carnaval.html' title='Notícias do carnaval'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R6vuYq_B7uI/AAAAAAAABJk/xdy3TkwTXMQ/s72-c/0803526.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-3476609743300313911</id><published>2008-02-08T02:42:00.002-02:00</published><updated>2008-05-16T14:48:35.264-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='parcialidade ou manipulação?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalimo X interesse público'/><title type='text'>Jornalismo: profissão ou destino?</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Exercício: Analise o texto abaixo e discuta as relações jornalista x empresa de notícias x sociedade x interesse público x notícias, avaliando as possíveis interelações entre cada componente dessa "equação".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jornalismo: profissão ou destino?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Sónia Clara Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma das principais características de um jornalista, sustentou Juan Luis Cebrián, é a sua curiosidade. Pierre Bourdieu, pelo seu lado, entende que «o jornalista é uma entidade abstracta que não existe; o que existe são jornalistas diferentes segundo o sexo, a idade, o nível de instrução, o jornal, o meio de comunicação".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jornalista acrescentamos nós, é tudo isso mais o local de onde olha o mundo, ou seja, ele observa-o através das suas lentes culturais e sociais, mas o seu ângulo de visão é determinado pelo local de onde olha, que é o seu posto de trabalho. Porém, o jornalista atinge a sua expressão e existência na forma como consegue afirmar-se profissionalmente e no modo como se relaciona com os restantes elementos da mesma cadeia jornalística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inevitavelmente, a ideia que um jornalista faz do exercício da profissão, o modo como a analisa e os caminhos que entende que ela deve seguir constituem também olhares fortemente influenciados pelo local de trabalho. Um órgão de comunicação pode ter os seus códigos próprios, uma cultura jornalística específica interiorizada por toda a redacção, mas a forma como cada jornalista se vê no interior dessa cadeia varia de acordo com ‘o terreno que pisa’. Desde logo nas relações entre centro e periferia, o que no domínio do jornalismo se traduz na distância e nas diferenças entre a sede e as delegações do respectivo órgão de comunicação, nas relações de poder entre esses dois pólos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que tanto se fala de globalização e tanto se especula sobre a substituição do jornal de papel pelo jornal informático; numa era em que a informação parece estar em toda a parte e se defende a especialização jornalística como via quase única e obrigatória para o sucesso profissional, consideramos oportuno abordar a prática do jornalismo, observando-a a partir do trabalho de uma delegação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A rotina e as convenções podem dominar na produção diária de um jornal, mas escrever nunca deixará de ser um acto de cultura e imaginação.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Expectativas, mitos e realidades&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflectir sobre a iniciação à prática profissional impõe que se comece pelas expectativas, é ao confrontá-las com a realidade que nascem as frustrações, estupefacções e os deslumbramentos. Nesse sentido, apesar do conhecimento teórico da actividade jornalística, as minhas expectativas sobre a prática situavam-se, ainda, em grande parte, ao nível da mitologia profissional dos jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O mito da predestinação: nasce-se jornalista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura ao nível do senso comum e entre muitos profissionais, como um poderoso mito, a ideia de que "ser curioso é quanto basta e a escrita aprende-se escrevendo!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada pode ser mais falso. Não basta saber escrever. Mas mesmo aceitando o pressuposto que as aptidões condicionam as escolhas profissionais – a curiosidade seria íman, mas é de tal forma comum que se torna irrelevante citá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer notícias e reportagens pode ser entendido como contar «estórias», próximo das formas discursivas da narrativa de ficção, exige imaginação e riqueza linguística é certo, mas exige também, o domínio das convenções narrativas determinadas não por critérios literários, mas antes por imperativos de espaço e tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a redacção de um jornal não é um local onde se inventam «estórias», as notícias têm o mundo real como referência, são construções discursivas a partir de acontecimentos (muito embora alguns deles sejam meros discursos). A redacção de um jornal, mesmo tratando-se de uma pequena delegação, é um lugar onde se chega a correr, com um bloco cheio de anotações, sem saber ao certo por onde começar, e mais ainda, um lugar onde chegam a toda a hora telefonemas, faxes, press releases, comunicados e outros meios de informação de organizações e pessoas, na expectativa de se tornarem notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta constatação é suficiente para aniquilar um outro mito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O jornalista caçador de notícias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que as sociedades se complexizaram e as organizações foram tomando consciência do valor e importância da comunicação, foram organizando internamente os seus gabinetes de imprensa ou destacando pessoas que se transformaram nos principais promotores de acontecimentos, fazendo chegar à redacção toda a informação que consideram «noticiável».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, um jornalista está mais próximo de uma figura que amarrota e reduz rapidamente a lixo uma porção de papéis ou sentada em frente a um computador escreve nervosamente «estórias» que têm que estar prontas a horas de fechar a página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com estudos assentes na observação de comportamentos em redacções e entrevistas a jornalistas (sociologia empírica abundante sobretudo nos Estados Unidos), a selecção do que pode ser noticiável assenta em critérios objectivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significa isso que, face a cada informação recebida na redacção o jornalista se questiona sobre os critérios de selecção da notícia, cujo núcleo duro são os valores notícia, e os discute com os colegas antes de decidir? Seguramente não o faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, para além da rapidez com que tem de decidir, a partir de uma leitura apressada (operação que era feita na redacção com fins pedagógicos), a possibilidade que cada acontecimento tem de se tornar notícia depende, em proporções de equilíbrio sempre discutíveis, tanto dos valores notícia substantivos como das rotinas produtivas do jornal e particularmente do espaço de que se dispõe diariamente, determinado em larga medida pela agenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As páginas do jornal são um espaço exíguo onde cada notícia tem de disputar um lugar que ganhará por mérito próprio e por demérito de outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, a avaliar pela informação que diariamente chegam a uma delegação através de faxes (inclusive as notícias pré-feitas de agência), a vida quotidiana – que é a origem/fonte de todas as notícias – fervilha de acontecimentos. Decidir o que deve ser notícia exige um trabalho de selecção que exclui infinitamente mais do que aproveita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os critérios de selecção articulados com as rotinas produtivas do jornal estão automatizados pelos jornalistas profissionais, portadores de uma cultura profissional e conhecedores da cultura da empresa. Mas para quem se inicia como estagiária é uma tarefa monstruosa, plena de hesitações e conflitos entre os conceitos de importância e interesse e a realidade do espaço e tempo disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A observação da selecção diária, embora não tenha sido feita com instrumentos de análise tipificados, permitiu enquadrar teoricamente o conceito de «gatekeeper» e afirmar, intuitivamente, que as decisões do «gatekeeper» são tomadas «menos a partir de uma avaliação individual da "noticiabilidade" do que em relação a um conjunto de valores que incluem critérios, quer profissionais, quer organizativos, tais como a eficiência, a produção de notícias, a rapidez", como concluiu Robinson(1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos momentos, pude verificar a validade duma vasta literatura de análise dos media, resumida na seguinte conclusão de Altheide(2): "A noticiabilidade de um acontecimento está habitualmente sujeita a desacordo mas depende sempre do interesse e das necessidades do órgão informativo e dos jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Citado por Mauro Wolf, in Teorias da Comunicação, Lisboa, Presença, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Idem, ibidem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte&lt;a href="http://www.ipv.pt/forumedia/fe_4.htm"&gt; aqui&lt;/a&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-3476609743300313911?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/3476609743300313911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=3476609743300313911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/3476609743300313911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/3476609743300313911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2008/02/jornalismo-profisso-ou-destino.html' title='Jornalismo: profissão ou destino?'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-8730900422158454242</id><published>2007-12-30T02:32:00.003-02:00</published><updated>2008-05-16T14:51:02.589-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral e costumes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='valores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Servidor que levar resma de papel para casa deve ser demitido?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Seria um desvio de conduta? Seríamos a "sociedade do perdão" e da "vista grossa"? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha de S. Paulo - 30.07.07&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.trt12.gov.br/portal/areas/ascom/extranet/clipping/300707.jsp"&gt;Servidores punidos pela CGU chegam a 1,4 mil em 4 anos &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 35% dos casos, servidor demitido pela União usou o cargo para obter vantagens&lt;br /&gt;Dos 505 mil servidores federais, cerca de 23 mil respondem a processo administrativo por suspeita de praticar irregularidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por ANDRÉA MICHAEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balanço feito pela CGU (Controladoria Geral da União) revela que nos quatro últimos anos foram demitidos 1.348 servidores públicos de carreira ou em cargo comissionado. O número representa um total de 4,1 demissões a cada cinco dias -em trajetória ascendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se somadas as aposentadorias cassadas, chega a 1.431 o total de servidores punidos com as sanções que a CGU considera as mais drásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme o balanço, em 35% dos casos de demissões ou da cassação de aposentadorias, a irregularidade é o servidor usar do cargo para obter vantagem para si ou para um terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pagamento de propina fica em último lugar, com 6,5% dos casos. Essa ocorrência, no entanto, aumentou de 4,20%, para 5,35% em 2005 e está em 8,54% neste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, o incremento nos números se deve principalmente à criação, em 2005, de uma corregedoria para cada ministério. "Esse sistema já começou a mudar a cultura de impunidade na administração. Hoje, o Executivo não se limita a culpar o Judiciário pela impunidade. Ao contrário, temos aplicado as penalidades que a lei permite à própria administração, como as demissões e cassação de aposentadorias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sua criação, em 2003, a CGU busca ampliar os mecanismos de punição em caráter administrativo, que são, no mínimo, bem mais rápidos que os decorrentes de decisão judicial. A proporção média de tramitação é de um contra dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o procurador José Alfredo de Paula Silva, que integra a equipe da Procuradoria Geral da República, os processos penais por meio dos quais o servidor público que, por exemplo, frauda licitações em troca de pagamento de propina, acabam fulminados pela prescrição por conta dos sucessivos recursos em meio aos trâmites do Judiciário. "Em contrapartida, a administração pública, que observa o devido processo legal e a ampla defesa, é a previsão mais efetiva e célere de que dispomos nos nosso ordenamento", afirma José Alfredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ministro e procurador concordam que o advogado de defesa do servidor é quem faz a diferença. "As leis processuais no Brasil admitem excrescências medievais. Um bom advogado não deixa um processo terminar em menos de vinte anos. E os corruptos podem pagar os melhores escritórios do país. Essa é a verdade. O resto é cinismo", diz Hage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de demitidos inclui, por exemplo, o ex-servidor dos Correios Maurício Marinho, flagrado em 2005 recebendo R$ 3.000 em propina de um falso empresário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marinho foi alvo de processo administrativo. Demitido, ele trabalha em uma empresa de consultoria, em Brasília, e tenta voltar ao serviço público por meio de recurso à Justiça do Trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra demitida foi Maria da Penha Lino, indicada para um cargo em comissão como assessora do Ministério da Saúde. Em maio de 2006, ela foi presa sob a acusação de favorecer a máfia dos sanguessugas. Na ocasião, foi exonerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de transcorrido processo administrativo, ela foi "destituída", termo para representar a demissão dos servidores que não integram os quadros. Ao mesmo tempo significa que eles estão proibidos de contratar com a administração pública por cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos cerca de 505 mil servidores públicos federais, 23.253 mil (4,5%) respondem a processo administrativo disciplinar por suspeita de praticar irregularidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da Confederação dos Servidores Públicos Federais, Josemilton Costa, defende as sanções, desde que decorrentes do devido processo legal e sem viés político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;117 anos: TCU propõe cassar servidor por irregularidades pela primeira vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo sua assessoria, em 117 anos, o tribunal determinou só uma demissão, por abandono de emprego. Dois servidores do órgão são suspeitos de praticar irregularidades em benefício de empresas. Por esse motivo, em junho, o TCU concluiu propor a demissão de uma servidora e a cassação da aposentadoria de outro. A proposta depende de votação dos ministros, o que deve ocorrer até o fim de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;A partir do texto acima conceitue, segundo os valores, costumes e moral da atualidade o que é ética profissional, o que é desvio de conduta... Analisando o que mudou (ou não) nas últimas décadas (50 anos). Faça uma dissertação desenvolvendo o tema e não se esqueça de citar, ao final, as fontes consultadas. obrigada, Solange&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;_____________________&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-8730900422158454242?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/8730900422158454242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=8730900422158454242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8730900422158454242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8730900422158454242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/12/servidor-que-levar-resma-de-papel-para.html' title='Servidor que levar resma de papel para casa deve ser demitido?'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-1723772337304890865</id><published>2007-12-05T01:13:00.002-02:00</published><updated>2008-12-10T12:55:28.601-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='valores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='parcialidade ou manipulação?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Nem criança escapa, de quem?</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;A revista VEJA na edição 2037, de 5 de dezembro de 2007, trouxe na página 149 a "matéria" (podemos considerar jornalismo sério este texto?) abaixo. A questão que toca é a condução do tema e dos fatos, independentemente de juízos de valor a favor ou contra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Tarefa I:&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Assim, com base no texto "Nem criança escapa" elabore um texto sobre o mesmo tema trazendo os dois lados da questão. "A pregação marxista e a pregação capitalista são ideológicas".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Tarefa II:&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;Analise a linguagem e os termos selecionados pelo repórter para escrever a matéria e indique em quais pontos ele se tornou parcial e sugira como poderia ter escrito de outra forma menos dirigida (tendenciosa).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Tarefa III:&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;Ronaldo Soares ao sustentar a tese (papel que não é de repórter, e sim de articulista) de "pregação marxista" no colégio São Bento utiliza-se do mesmo expediente daquilo que critica. Comente.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________Bom trabalho!_________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pregação marxista chega à 7ª série em tradicional colégio católico do Rio de Janeiro &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Ronaldo Soares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R1YdResyMbI/AAAAAAAAApk/OoutAQSGPGs/s1600-h/ideologia1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140328210825884082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R1YdResyMbI/AAAAAAAAApk/OoutAQSGPGs/s320/ideologia1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R1YdRusyMcI/AAAAAAAAAps/ABLlWdchLdY/s1600-h/ideologia2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140328215120851394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R1YdRusyMcI/AAAAAAAAAps/ABLlWdchLdY/s320/ideologia2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quadrinhos usados em teste no São Bento: o capitalismo demonizado em sala de aula &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Colégio de São Bento é um dos mais prestigiados do Rio de Janeiro. Fundado em 1858, é conhecido pela qualidade de seu ensino, no qual valoriza particularmente os princípios da religião católica. Tem um rol de ex-alunos ilustres que inclui Clóvis Bevilacqua, o autor do antigo Código Civil brasileiro, e o compositor Heitor Villa-Lobos. É difícil imaginar palco mais improvável para a história que veio a público na semana passada, por meio da divulgação de um abaixo-assinado de pais e ex-alunos indignados. Um professor de geografia da instituição distribuiu, na 7ª série do ensino fundamental, uma apostila sobre o que seriam as origens, o desenvolvimento e as características atuais do sistema capitalista. Tudo ilustrado com quadrinhos como os que se vêem ao lado. São quatro páginas de pregação ideológica esquerdista e simplificações grosseiras e uma de teste para conferir se os alunos – crianças entre 12 e 13 anos – aprenderam a "lição". Qual seja: o capitalismo é um sistema intrinsecamente perverso, no qual os empresários não fazem nada a não ser fumar charutos e pensar em como explorar cada vez mais os trabalhadores. O lucro da atividade econômica é apresentado como um assalto a mão armada, com a legenda: "Lucro é tudo aquilo que o trabalhador produziu, mas não recebeu de volta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor em questão chama-se Paulo Lívio. Dá aula no São Bento, no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em dois cursinhos pré-vestibulares, além de ser o coordenador de geografia do vestibular da UFRJ. É dos mais queridos pelos alunos do São Bento, o que só aumenta a irresponsabilidade da apostila que distribuiu. Crianças da 7a série não têm discernimento suficiente para identificar o que é apenas uma idiotice esquerdopata – caso da apostila do professor Lívio. Ao contrário. Estão numa idade em que o professor tem sobre elas grande influência e o que ensina é tido como verdade – ainda mais se o mestre em questão faz o tipo bonzinho. Edgar Flexa Ribeiro, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Sinepe-RJ) e dono do Andrews, outro colégio tradicional do Rio, afirma que alunos de 7ª série estão numa fase muito preliminar no desenvolvimento de sua capacidade crítica. Diz ele: "Não imagino que tipo de conhecimento pode resultar do emprego de um material como esse em sala de aula".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lívio, o mestre, usou quadrinhos do livro Capitalismo para Principiantes, de Carlos Eduardo Novaes, da Editora Ática, que faz parte do Grupo Abril. Trata-se de um livro que se autodefine como uma "versão bem-humorada da história dos sistemas econômicos que levaram o povão para o buraco". Foi escrito nos anos 80 e está em sua 27ª edição. É utilizado em escolas como material paradidático. Pode-se discutir se é ou não uma boa escolha – e VEJA acredita que não é. Mas é completamente diferente retirar as ilustrações desse contexto de humor e utilizá-las numa apostila, juntamente com outras de um panfletarismo constrangedor. Uma das mais patéticas acompanha o seguinte texto: "O capitalismo é uma varinha de condão ao contrário: desencanta tudo o que toca". Se vivesse na ex-Berlim Ocidental, provavelmente o professor Lívio seria o único a saltar o Muro no contrafluxo, em direção à extinta Berlim comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reitor do São Bento, dom Tadeu de Albuquerque, tem uma justificativa que já se tornou clássica. A apostila-teste seria um método para despertar a reflexão dos alunos. "A visão que está ali não é necessariamente a do professor, é apenas uma forma de chamar a atenção dos alunos para o tema", diz. O teste foi aplicado em março e, em setembro, a mãe de um aluno queixou-se à direção do colégio. Segundo dom Tadeu, o próprio professor reconheceu a infelicidade da escolha e decidiu não utilizar mais o material. O colégio tinha dado o assunto por encerrado, o que fez o abade do Mosteiro de São Bento, dom Roberto Lopes, lamentar que dois meses depois a polêmica tenha se tornado pública. É fundamental, no entanto, que absurdos como esse venham à tona. Em boa parte das escolas brasileiras, privadas ou públicas, circulam livros com explícita propaganda ideológica, muitos com aval do Ministério da Educação. Que os pais fiquem de olho como os dos alunos do São Bento. O preço da omissão é criar uma legião de perfeitos idiotas latino-americanos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-1723772337304890865?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/1723772337304890865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=1723772337304890865' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1723772337304890865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1723772337304890865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/12/nem-criana-escapa-de-quem.html' title='Nem criança escapa, de quem?'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/R1YdResyMbI/AAAAAAAAApk/OoutAQSGPGs/s72-c/ideologia1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-4318185952231259354</id><published>2007-11-30T03:17:00.002-02:00</published><updated>2008-05-16T14:54:04.791-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>A voz do PT - Diogo Mainardi</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Atividade: &lt;strong&gt;Leia o texto do Diogo Mainardi (A Voz do PT) e localize os pontos do discurso que podem ser considerados irônicos (marca do autor). Aponte, também, os trechos que podem ser considerados "fatos objetivos".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;__________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/060906/mainardi.html"&gt;Por Diogo Mainardi&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Dirceu tem um blog. Quer saber quanto o iG gasta com ele? Eu também quero. Quer saber de quem é o dinheiro do iG? É seu, tonto! De quem mais poderia ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O iG pertence à Brasil Telecom. E a Brasil Telecom está na esfera dos fundos de pensão estatais. Eu já contei aqui na coluna como o lulismo tomou a Brasil Telecom de Daniel Dantas. Houve de tudo: financiamento ilegal de campanha, espionagem, chantagem, achaque e propina. Eu já contei também qual foi o papel de Lula na trama. Chega de me repetir. Quem quiser saber mais sobre o assunto, consulte o arquivo de VEJA. O que importa agora é como o iG está gastando seu dinheiro. E para onde ele está indo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Gushiken é o ideólogo da propaganda lulista. Quando os fundos de pensão passaram a influir no iG, o portal se transformou na voz do PT. Caio Túlio Costa, aquele que Paulo Francis apelidou de "lagartixa pré-histórica", foi nomeado presidente do grupo em maio deste ano. De lá para cá, além de José Dirceu, foram contratados como comentaristas Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta. Todos eles na fase descendente de suas carreiras. Todos eles afinados com o DIP de Luiz Gushiken. Mais do que isso: Paulo Henrique Amorim e Mino Carta se engajaram pessoalmente na batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas. Quer saber quanto o iG paga a Franklin Martins? Entre 40 000 e 60.000 reais. Quer saber quanto ele paga pelo programa de Paulo Henrique Amorim? 80.000 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O iG pode parecer pouca coisa. Mas é o terceiro maior portal do Brasil. Agora está pronto para difundir a propaganda do governo. O PT acaba de elaborar um documento em que pede uma "mudança nas leis para assegurar mais equilíbrio na cobertura da mídia eletrônica". Muita gente está alarmada com o documento. O temor é que, num segundo mandato, os lulistas atropelem as leis para tentar aumentar seu controle sobre a imprensa. O fato é que isso já aconteceu pelo menos uma vez neste mandato, quando a turma de Luiz Gushiken tomou de assalto o iG. O documento do PT fala em oferecer "incentivos econômicos para jornais e revistas independentes". Independente, para o PT, é José Dirceu. É Franklin Martins. É Paulo Henrique Amorim. É Mino Carta. É o assessor de imprensa de Delcídio Amaral, que tem um blog político no iG. Só falta o Luis Nassif. Essa é a turma que, segundo o PT, precisa de incentivos econômicos do Estado. Carta Capital sempre atacou Daniel Dantas. Acaba de ser recompensada por um acordo com o iG. De quanto? Eu quero saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula cantarolou a seguinte marchinha, como relatam os repórteres Eduardo Scolese e Leonencio Nossa no livro Viagens com o Presidente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ei, José Dirceu,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;devolve o dinheiro aí,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o dinheiro não é seu"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula conhece muito bem José Dirceu. Se diz que o dinheiro não é dele, é porque não é mesmo. Devolve o dinheiro aí, José Dirceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja - Edição 1972 . 6 de setembro de 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-4318185952231259354?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/4318185952231259354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=4318185952231259354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/4318185952231259354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/4318185952231259354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/11/voz-do-pt.html' title='A voz do PT - Diogo Mainardi'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-875225719947710495</id><published>2007-09-20T09:29:00.003-03:00</published><updated>2008-05-16T14:55:27.925-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polêmica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reforma da língua portuguesa'/><title type='text'>Polêmica: reforma e unificação da Língua Portuguesa</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A revista Veja, de 12 de setembro de 2007 (edição 2.025, ano 40, nr 36), trouxe na capa a manchete para a reportagem: "Falar e escrever certo" dentre outras chamadas. Outras pessoas "importantes" também teceram seus comentários a respeito da (há muito polêmica)reforma e unificação da Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, resolvi trazer para discussão o tema, lançando abaixo dois artigos que, em tese, defendem opiniões contrárias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Com base nos textos indicados ("Os novos códigos" e "Restaurar é preciso;&lt;br /&gt;reformar não é preciso") e em outras pesquisas, desenvolva uma dissertação (expositivo-argumentativa) sobre o tema "reforma e unificação da língua portuguesa".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;__________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Cada ponto de vista é a vista de um ponto".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ponto de vista: Lya Luft&lt;br /&gt;Os novos códigos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nem tudo o que é novo é positivo, nem&lt;br /&gt;tudo o que é tradicional é melhor. Ou ainda&lt;br /&gt;acenderíamos fogo esfregando pedrinhas,&lt;br /&gt;no fundo obscuro de alguma caverna"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linguagens são códigos, e com eles nos comunicamos. Vivemos segundo alguns, também, na vida diária. Segundo códigos de ética que no momento são objeto de verdadeira guerra entre nós. Se de um lado andamos de cabeça mais erguida nestes dias, porque ao menos um passo foi dado e temos quatro dezenas de réus em falcatruas variadas e graves, paira ainda certo receio de que tudo seja turvado por interesses políticos e artimanhas de compadres. Mas estamos mais esperançosos de que a verdade e a Justiça culpem os culpados e absolvam os inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso dito, vamos ao código que aqui me interessa, o da linguagem. O da comunicação, que na verdade é múltiplo, é muitos. Linguagem de cegos, linguagem de surdos, linguagem de namorados, as linguagens das famílias – em que determinadas palavras evocam cenas hilariantes ou tristes. Linguagens técnicas, linguagens profissionais, o jargão dos médicos, dos advogados, que precisa eventualmente ser traduzido para o comum mortal. Sem falar na linguagem das siglas que dominam o mundo, para as quais até dicionários já existem. E a linguagem técnica ligada às mais variadas ciências e meandros do universo tecnológico, no vasto e interessantíssimo leque das nossas capacidades e curiosidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, surge uma preocupação com a linguagem abreviada e de caráter fonético usada em mensagens de computador, como nos chats. Os catastrofistas, de cabelo em pé, empunham a vassoura da faxina crítica. O receio é que os jovens, usando desse recurso que tem a ver com velocidade e economia, haveriam de desaprender, ou nunca aprender direito, o código do próprio idioma escrito. Receio infundado: somos capazes de dominar, na fala e na escrita, várias linguagens ao mesmo tempo e transitar entre elas com habilidade e até elegância em certos casos. Na escrita, lembrem-se, não há perigo de sotaque. Se pudéssemos dominar apenas um sistema de sinais escritos, aquele que aprendesse taquigrafia haveria de cometer mais erros de ortografia. Longe disso. Ao contrário, acredito – e os lingüistas talvez confirmem – que, de quanto mais recursos dispomos, melhor os usamos em cada ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linguagem é a roupa da mente: não falamos em casa como falamos num discurso em ocasião solene nem falamos numa entrevista para conseguir emprego como falamos brincando com nossa turma na escola. E não falamos com um bebê de 2 anos como falamos com o médico ao qual estamos expondo nossos males. Somos melhores do que se pensa, mais hábeis e mais capazes, embora em geral a gente não tenha nem dê essa impressão de nós mesmos. Escrever com abreviaturas, siglas, formas enigmáticas aos desavisados é apenas uma maneira divertida, rápida, inteligente, econômica, criativa e, sim, um pouco secreta de estabelecer e cultivar laços cibernéticos, que podem confirmar amizades já existentes (falo com amigos distantes mais freqüentemente do que com o que mora no mesmo edifício) ou abrir a porta para novas relações. Que nem sempre são o lobo mau, embora crianças devam ser controladas e alertadas para doenças como pedofilia e outros males nesta nossa enferma sociedade. Conheço casais felizes que se encontraram num chat, e casais extraordinariamente infelizes que conviveram desde a adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso dar uma chance às novidades e inovações, em lugar de criticar de saída ou prevenir-se contra, como se tudo o que é novo fosse primariamente mau. É como se fora da língua culta, a língua-padrão que é e deve ser usada em momentos mais sérios, todas as demais formas de comunicação fossem espúrias. Não sejamos chatíssimos senhores com odor de naftalina, ou damas enfiadas no espartilho do preconceito: sem ginga, sem alegria, sem abertura para o novo e o bom, por isso mesmo sem discernimento para o verdadeiramente mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de tudo, a língua, como os costumes, a vida, a sociedade e as culturas, no bom e no negativo, segue uma evolução que independe de nós, dos moralistas, dos puristas, dos gramáticos, dos donos da verdade, dos que seguram o facho da razão numa das mãos e na outra o chicote da censura. Nem tudo o que é novo é positivo, nem tudo o que é tradicional é melhor. Ou ainda acenderíamos fogo esfregando pedrinhas, no fundo obscuro de alguma caverna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lya Luft é escritora&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto disponível em http://veja.abril.com.br/120907/ponto_de_vista.shtml acessado 27 setembro 2007. Edição da Veja de 12/09/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo: Reinaldo Azevedo&lt;br /&gt;Restaurar é preciso;&lt;br /&gt;reformar não é preciso &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reforma ortográfica que se pretende é um pequeno passo (atrás) para os países lusófonos e um grande salto para quem vai lucrar com ela. O assunto me enche, a um só tempo, de indignação e preguiça. O Brasil está na vanguarda dessa militância estúpida. Por que estamos sempre fazendo tudo pelo avesso? Não precisamos de reforma nenhuma. Precisamos é de restauração. Explico-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moda chegou por aqui na década de 70, espalhou-se como praga divina e contribuiu para formar gerações de analfabetos funcionais: as escolas renunciaram à gramática e, em seu lugar, passaram a ensinar uma certa "Comunicação e Expressão", pouco importando o que isso significasse conceitualmente em sua grosseira redundância. Na prática, o aluno não precisava mais saber o que era um substantivo; bastava, dizia-se, que soubesse empregá-lo com eficiência e, atenção para a palavra mágica, "criatividade". As aulas de sintaxe – sim, leitor, a tal "análise sintática", lembra-se? – cederam espaço à "interpretação de texto", exercício energúmeno que consiste em submeter o que se leu a perífrases – reescrever o mesmo, mas com excesso de palavras, sempre mais imprecisas. O ensino crítico do português foi assaltado pelo chamado "uso criativo" da língua. Para ser didático: se ela fosse pintura, em vez de ensinar o estudante a ver um quadro, o professor se esforçaria para torná-lo um Rafael ou um Picasso. Se fosse música, em vez de treinar o seu ouvido, tentaria transformá-lo num Mozart ou num Beethoven. Como se vê, era o anúncio de um desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos Machados de Assis, Drummonds e Padres Vieiras "do povo" não apareceram. Em contrapartida, o analfabetismo funcional expandiu-se célere. Se fosse pintura, seria garrancho. Se fosse música, seria a do Bonde do Tigrão. É só gramática o que falta às nossas escolas? Ora, é certo que não. O país fez uma opção – ainda em curso e atravessando vários governos, em várias esferas – pela massificação de ensino, num entendimento muito particular de democratização: em vez de se criarem as condições para que, vá lá, as massas tivessem acesso ao conhecimento superior, rebaixaram-se as exigências para atingir índices robustos de escolarização. Na prova do Enem aplicada no mês passado, havia uma miserável questão próxima da gramática. Se Lula tivesse feito o exame, teria chegado à conclusão de que a escola, de fato, não lhe fez nenhuma falta. Isso não é democracia, mas vulgaridade, populismo e má-fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só a língua portuguesa que está submetida a esse vexame, é claro. As demais disciplinas passaram e passam pela mesma depredação. A escola brasileira é uma lástima. Mas é nessa área, sem dúvida, que a mistificação atingiu o estado de arte. Literalmente. Aulas de português se transformam em debates, em que o aluno é convidado (santo Deus!) a fazer, como eles dizem, "colocações" e a "se expressar". Que diabo! Há gente que não tem inclinação para a pintura, para a música e para a literatura. Na verdade, os talentos artísticos são a exceção, não a regra. Os nossos estudantes têm de ser bons leitores e bons usuários da língua formal. E isso se consegue com o ensino de uma técnica, que passa, sim, pela conceituação, pela famigerada gramática. Precisamos dela até para entender o "Virundum". Veja só:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ouviram do Ipiranga&lt;br /&gt;as margens plácidas /&lt;br /&gt;De um povo heróico&lt;br /&gt;o brado retumbante"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ouviu o quê e onde, santo Deus? É "as margens plácidas" ou "às margens plácidas"? É perfeitamente possível ser feliz, é certo, sem saber que foram as margens plácidas do Rio Ipiranga que ouviram o brado retumbante de um povo heróico. Mas a felicidade, convenham, é um estado que pode ser atingido ignorando muito mais do que o hino. À medida que se renuncia às chaves e aos instrumentos que abrem as portas da dificuldade, faz-se a opção pelo mesquinho, pelo medíocre, pelo simplório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escolas brasileiras, deformadas por teorias avessas à cobrança de resultados – e o esquerdista Paulo Freire (1921-1997) prestou um desserviço gigantesco à causa –, perdem-se no proselitismo e na exaltação do chamado "universo do educando". Meu micro ameaçou travar em sinal de protesto por escrever essa expressão máxima da empulhação pedagógica. A origem da palavra "educação" é o verbo latino "duco", que significa "conduzir", "guiar" por um caminho. Com o acréscimo do prefixo "se", que significa afastamento, temos "seduco", origem de "seduzir", ou seja, "desviar" do caminho. A "educação", ao contrário do que prega certa pedagogia do miolo mole, é o contrário da "sedução". Quem nos seduz é a vida, são as suas exigências da hora, são as suas causas contingentes, passageiras, sem importância. É a disciplina que nos devolve ao caminho, à educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professores de português e literatura vivem hoje pressionados pela idéia de "seduzir", não de "educar". Em vez de destrincharem o objeto direto dos catorze primeiros versos que abrem Os Lusíadas, apenas o texto mais importante da língua portuguesa, dão um pé no traseiro de Camões (1524-1580), mandam o poeta caolho cantar sua namoradinha chinesa em outra barcarola e oferecem, sei lá, facilidades da MPB – como se a própria MPB já não fosse, em nossa esplêndida decadência, um registro também distante das "massas". Mas nunca deixem de contar com a astúcia do governo Lula. Na citada prova do Enem, houve uma "modernização" das referências: em vez de Chico Buarque, Engenheiros do Hawaii; em vez de Caetano Veloso, Titãs. Na próxima, é o caso de recorrer ao funk de MC Catra: "O bagulho tá sério / vai rolar o adultério / paran, paran, paran / paran, paran...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de restauração, não de mais mudanças. Veja acima, no par de palavras "educação/sedução", quanto o aluno perde ao ser privado da etimologia, um conhecimento fascinante. As reformas ortográficas, acreditem, empobrecem a língua. Não democratizam, só obscurecem o sentido. Uma coisa boba como cassar o "p" de "exce(p)ção" cria ao leitor comum dificuldades para que perceba que ali está a raiz de "excepcional"; quantos são os brasileiros que relacionam "caráter" a "característica" – por que deveriam os portugueses abrir mão do seu "carácter"? O que um usuário da nossa língua perderia se, em vez de "ciência", escrevesse "sciência", o que lhe permitiria reconhecer na palavra "consciência" aquela mesma raiz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o caso do francês, uma língua que prima não por letras, mas por sílabas "inúteis", não pronunciadas. E, no entanto, os sempre revolucionários franceses fizeram a opção pela conservação. Uma proposta recente de reforma foi unanimemente rejeitada, à direita e à esquerda. Foi mais fácil cortar cabeças no país do que letras. A ortografia de Voltaire (1694-1778) está mais próxima do francês contemporâneo do que está Machado de Assis do português vigente no Brasil. O ditador soviético Stálin (1879-1953) era metido a lingüista. Num rasgo de consciência sobre o mal que os comunistas fizeram, é dono de uma frase interessante: "Fizemos a revolução, mas preservamos a bela língua russa". Ora, dirão: este senhor é um mau exemplo. Também acho. O diabo é que ele se tornou referência de política, não de conservação da língua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que uma restauração eficaz é, eu sei, inviável, optemos ao menos pela educação, não por uma nova e inútil reforma. O pretexto, ademais, é energúmeno. Como escreveu magnificamente o poeta português Fernando Pessoa (1888-1935), houve o tempo em que a terra surgiu, redonda, do azul profundo, unida pelo mar das grandes navegações. Um mar "portuguez" (ele grafou com "z"). Hoje, os países lusófonos estão separados pela mesma língua, que foi se fazendo história. A unidade só tem passado. E nenhum futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disponível em http://veja.abril.com.br/120907/p_098.shtml acessado em 19 setembro 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-875225719947710495?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/875225719947710495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=875225719947710495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/875225719947710495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/875225719947710495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/09/polmica-reforma-e-unificao-da-lngua.html' title='Polêmica: reforma e unificação da Língua Portuguesa'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-6299179855634864112</id><published>2007-05-14T02:28:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T12:55:30.055-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte e crítica'/><title type='text'>Arte para questionar... Banksy</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/Rkf1NPIn8iI/AAAAAAAAANk/ZTyjZdcilPc/s1600-h/haveaniceday.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064285913751220770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/Rkf1NPIn8iI/AAAAAAAAANk/ZTyjZdcilPc/s320/haveaniceday.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/Rkf0ofIn8hI/AAAAAAAAANc/F8Pq2Z037MI/s1600-h/media.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064285282391028242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/Rkf0ofIn8hI/AAAAAAAAANc/F8Pq2Z037MI/s320/media.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/Rkf0LPIn8gI/AAAAAAAAANU/n91G2n9OE-E/s1600-h/feeling5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064284779879854594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/Rkf0LPIn8gI/AAAAAAAAANU/n91G2n9OE-E/s320/feeling5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/RkfzzPIn8fI/AAAAAAAAANM/0hMzy0PSCHY/s1600-h/feedtheworld2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064284367562994162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/RkfzzPIn8fI/AAAAAAAAANM/0hMzy0PSCHY/s320/feedtheworld2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/RkfzrPIn8eI/AAAAAAAAANE/RFt6wEJ222I/s1600-h/CCTV.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064284230124040674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/RkfzrPIn8eI/AAAAAAAAANE/RFt6wEJ222I/s320/CCTV.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Grafiteiro anônimo é hype da arte britânica &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pintura de Banksy alcançou US$ 576 mil; painel destruído valia US$ 600 mil &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artista guerrilheiro esconde identidade da mídia; suas obras são colecionadas por celebridades de Hollywood, como o casal Jolie-Pitt&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;TEREZA NOVAES&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1305200711.htm"&gt;DA REPORTAGEM LOCAL&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pouco se sabe sobre o novo queridinho da arte britânica: ele atende por &lt;strong&gt;Banksy &lt;/strong&gt;e começou a carreira grafitando muros e trens nos arredores de Bristol, em 1993. No mais, faltam dados biográficos básicos, como o ano de nascimento (1974 ou 1978), nome completo (especula-se que seja Robert Banks), a cidade natal e a de residência. Seu rosto é desconhecido, mas seu trabalho faz parte do dia-a-dia dos ingleses.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um painel do artista, paródia de uma cena do filme "Pulp Fiction", de Quentin Tarantino, foi apagado por funcionários do metrô de Londres no mês passado. Vizinhos e fãs se revoltaram contra a atitude.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O metrô rebateu: o grafite dava uma atmosfera de abandono e decadência ao local, ao lado da estação Old Street, na região central da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A obra, que mostrava Samuel L. Jackson e John Travolta empunhando bananas no lugar de armas, estava avaliada em US$ 600 mil (R$ 1,2 milhão).Não foi a primeira nem será a última obra assinada por ele que desaparece. Os grafites feitos em 2005 no muro que separa Israel da Cisjordânia não existem mais. Os desenhos misturam paisagens idílicas e idéias de liberdade e fuga, como janelas, escadas e balões de gás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;CelebridadesFora das ruas, o artista faz fama em Hollywood. Uma exposição dele organizada em Los Angeles atraiu compradores como o casal Angelina Jolie e Brad Pitt. Eles levaram um Banksy original por cerca de US$ 500 mil (R$ 1 milhão).&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O valor é próximo ao seu recorde de preço, US$ 576 mil (R$ 1,17 milhão), alcançado há duas semanas em um leilão, com a pintura "Space Girl and Bird". Cifras muito altas para um artista jovem e que se mantém no anonimato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para comparação: em 1997, ano da exposição "Sensation", que lançou toda uma nova geração britânica ao estrelado, uma tela do expoente Damien Hirst foi vendida por US$ 53 mil (R$ 107 mil). Outro exemplo: uma pintura do consagrado ex-grafiteiro americano Jean-Michel Basquiat (1960-88) foi negociada por US$ 315 mil, em fevereiro deste ano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar do sucesso comercial, Banksy tenta se distanciar da imagem de artista em ascensão e ironiza os seus compradores.No começo deste ano, quando a pintura "Bombing Middle England" foi arrematada na Sotheby's por US$ 202 mil (R$ 409 mil), ele postou em seu site (www.banksy.co.uk) um desenho com os dizeres: "Não posso acreditar que esses idiotas compraram esta merda".&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O desenho virou uma série de pôsteres vendidos no site Pictures on Walls (www.picturesonwalls.com), com preços entre 250 libras (R$ 1.000) e 650 libras (R$ 2.600), já esgotada. (O único pôster disponível do artista é "Soup Can", uma referência explícita a Andy Warhol, uma pilha de latas de sopa da marca do supermercado Tesco. Custa 10 libras, R$ 40.)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O dinheiro que meu trabalho faz hoje me deixa um pouco desconfortável, mas é um problema fácil de ser resolvido -é só parar de nhenhenhém e doar tudo. Não acho possível fazer arte sobre um mundo cheio de pobreza e depois levar todo o lucro, é uma ironia muito grande, até mesmo para mim", disse Banksy, em rara entrevista, por e-mail, para a revista "New Yorker".&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A atitude rebelde é coerente com algumas de suas ações "terroristas". Em julho passado, por exemplo, ele pirateou 500 CDs de Paris Hilton. Fez novos remixes, trocou o nome das faixas e a foto da socialite pela de um cachorro. Os CDs foram colocados em prateleiras de 48 lojas do Reino Unido e vendidos como originais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Banksy "atacou" ainda vários museus, colocando obra de sua autoria no meio do acervo, sem autorização. No Louvre, uma versão "smile face" da "Monalisa"; no MoMa, em Nova York, uma gravura com a lata de sopa Tesco (exposta durante seis dias, sem que o museu percebesse a intrusa); e no British Museum, uma pedra da era "pós-catatônica", com o desenho de um homem, um touro e um carrinho de supermercado, que permaneceu oito dias em exibição. A instituição só retirou o objeto depois de ser alertada pelo site do artista.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-6299179855634864112?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.banksy.co.uk' title='Arte para questionar... Banksy'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/6299179855634864112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=6299179855634864112' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6299179855634864112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6299179855634864112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/05/arte-para-questionar-banksy.html' title='Arte para questionar... Banksy'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/Rkf1NPIn8iI/AAAAAAAAANk/ZTyjZdcilPc/s72-c/haveaniceday.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-2111259597993488451</id><published>2007-05-13T00:06:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:07:43.517-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='valores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manipulação'/><title type='text'>Doll Face</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zl6hNj1uOkY"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zl6hNj1uOkY" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-2111259597993488451?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/2111259597993488451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=2111259597993488451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/2111259597993488451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/2111259597993488451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/05/doll-face.html' title='Doll Face'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-1303372275154037036</id><published>2007-05-09T01:41:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:12:28.402-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os papéis controvertidos da TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><title type='text'>Filme: Boa Noite e Boa Sorte</title><content type='html'>por Edson Barros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Apesar de ser o segundo filme com as mais importantes indicações ao Oscar deste ano (perdendo apenas para O Segredo de Brokeback Mountain), Boa Noite e Boa Sorte, dirigido pelo ator George Clooney, estreou em um número restrito de salas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa distribuição limitada não deve ser confundida com qualquer falta qualidade cinematográfica da obra, muito pelo contrário. O filme faz jus às seis indicações que recebeu: melhor filme, diretor, ator, roteiro original, fotografia e direção de arte - e pode surpreender, ficando com as estatuetas principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno número de salas deve-se, isso sim, à convicção dos exibidores de que o tema - uma acirrada luta pela liberdade de imprensa nos Estados Unidos dos anos 50 - talvez tenha pouco apelo por aqui. Isso não deixa de ser verdade: &lt;strong&gt;Boa Noite e Boa Sorte, um dos filmes mais prestigiados de 2005, aposta em uma narrativa por vezes complexa, não tendo, portanto, a fórmula ideal para atrair o grande público.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No longa, Clooney retrata o embate entre o lendário jornalista norte-americano Edward R. Murrow (David Strathairn, com merecidíssima indicação ao Oscar), âncora do programa de TV da CBS “See it Now” (algo como Veja Agora), e o senador Joseph McCarthy, que nos Estados Unidos pós-segunda guerra mundial incitou uma verdadeira - e infundada - caça às bruxas a qualquer pessoa suspeita de flertar com o comunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clooney, que interpreta o jornalista Fred Friendly - o braço direito de Murrow - situa o espectador praticamente o tempo todo dentro da redação da CBS, mostrando os bastidores de uma das mais importantes batalhas jornalísticas da história americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma montagem que muitas vezes lembra a de um documentário - apoiada pelabela fotografia em preto e branco - o filme se beneficia da firmeza da interpretação de Strathairn como Murrow e recorre às imagens de arquivo da TV da época para retratar o senador McCarthy. Talvez nenhum ator fosse mesmo mais eficiente que o próprio McCarthy para estampar toda a sua insensatez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra tem ainda o mérito de levantar questões universais, como a importância do direito de discordar e o próprio papel da TV para o crescimento das nações. A pressão exercida – e muito bem mostrada no filme - sobre o jornalista Murrow e sua equipe esclarece o quanto é difícil manter a liberdade de expressão em mídias invariavelmente sustentadas por anunciantes (que podem desaparecer automaticamente dependendo do conteúdo abordado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o discurso de Murrow ao receber uma homenagem – já nos momentos finais do filme – alerta como poucos sobre o papel da TV (para o bem e para o mal) na formação das sociedades. Esta reflexão, por si só, já faz valer o ingresso. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte &lt;a href="http://www.cinepop.com.br/criticas/boanoite.htm"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-1303372275154037036?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/1303372275154037036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=1303372275154037036' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1303372275154037036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/1303372275154037036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/05/filme-boa-noite-e-boa-sorte.html' title='Filme: Boa Noite e Boa Sorte'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-2807352777088238249</id><published>2007-05-09T01:18:00.003-03:00</published><updated>2008-05-16T14:59:17.568-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='João Hélio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Galdino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Emoção x razão</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Para refletir: &lt;strong&gt;"A emoção e indignação causadas por um trágico resultado não podem afastar a razão".&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;______________________&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ao analisar os casos "João Hélio" e "índio Galdino", reflita: o que teria em comum os dois casos? Como se formou sua opinião sobre o assunto?&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-2807352777088238249?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/2807352777088238249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=2807352777088238249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/2807352777088238249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/2807352777088238249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/05/emoo-x-razo.html' title='Emoção x razão'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-6651407797354633086</id><published>2007-05-09T00:13:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:17:11.229-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='parcialidade ou manipulação?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='MST'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Parcilidade apenas ou manipulação da opinião pública?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;"Todo ponto de vista é a vista de um ponto".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;_____________________&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;A partir da frase acima, elabore um texto argumentando sobre o "ponto de vista" mostrado na notícia abaixo, veiculada no Jornal Nacional da Rede Globo. Dica: pesquise outras fontes de informação sobre o caso &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=372JDB001"&gt;MST x Aracruz &lt;/a&gt;celulose. Leia também a opinião de &lt;a href="http://www.cimi.org.br/?system=news&amp;action=read&amp;amp;id=1800&amp;eid=259"&gt;Cristiano Navarro&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;_____________________&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;MST invade empresa de celulose&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;08.03.2006 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:popupGMC("&gt;&lt;/a&gt;Fonte: &lt;a href="http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1151530-3586-426111,00.html"&gt;Jornal Nacional &lt;/a&gt;Rede Globo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Movimento dos Sem-Terra amplia alvos das invasões. Além de fazendas, integrantes estão orientados a atacar multinacionais. Hoje, eles destruíram um centro de pesquisa agropecuária de uma empresa brasileira, no RS. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Rio Grande do Sul, 1,2 mil integrantes do MST e da Via Campesina, a maioria mulheres, invadiram o horto florestal da empresa Aracruz Celulose. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de render os vigias, rasgaram as estufas e fizeram questão de arrancar com as mãos as mudas dos viveiros. A ação durou meia hora. Armas artesanais foram usadas no quebra-quebra.&lt;br /&gt;"Quando me pegaram, ameaçaram para que eu não reagisse, porque eles iam fazer alguma coisa", disse Ênio da Silva, vigia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os sem-terra também atacaram o laboratório da empresa. Eles quebraram equipamentos e espalharam pelo chão 500 quilos de sementes, que estavam separadas em envelopes. O trabalho de melhoramento das espécies foi perdido, porque as informações ficaram misturadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo a empresa, o prejuízo é de US$ 400 mil. A responsável pelo laboratório interrompeu as férias e se desesperou ao ver 20 anos de pesquisa jogados no lixo. "Eu montei esse laboratório, tudo, peça por peça. Agora eu vejo tudo destruído, é como se uma parte da minha vida estivesse destruída aqui”, lamenta Isabel Gonçalves, pesquisadora. "É uma agressão para o agronegócio. Isso assusta. Isso ai vai fazer comque a empresa repense alguns investimentos que faria no estado", disse Renato Rostirrolla, gerente florestal da empresa. A delegada que investiga o caso disse que foi uma ação planejada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Foi um ato de vandalismo que não tem explicação”, afirmou ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Essa ação não tem nada a ver com o programa de reforma agrária. O programa se faz constitucionalmente em cima de áreas improdutivas. Portanto, esta ação neste laboratório deve ser tratado dentro do poder Judiciário”, concluiu Miguel Rossetto, ministro do Desenvolvimento Agrário&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Pontal do Paranapanema, em São Paulo, cinco fazendas foram invadidas. Em Pernambuco o MST já fez 20 invasões desde o fim de semana. Hoje a polícia cumpriu um mandado de reintegração de posse de uma fazenda em Cabrobó. Foram levados para a delegacia da cidade 150 adultos e crianças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em discurso, ontem à noite, Joäo Pedro Stédile, cooordenador do MST, já antecipava quem são os novos alvos do movimento. "Não é mais o capital industrial que controla a agricultura é o capital financeiro. As transnacionais. O inimigo não é mais o latifundiário tradicional, é o grande capital interinacional", acusou Stédile.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-6651407797354633086?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/6651407797354633086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=6651407797354633086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6651407797354633086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/6651407797354633086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/05/todo-ponto-de-vista-vista-de-um-ponto.html' title='Parcilidade apenas ou manipulação da opinião pública?'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-5874633309386797802</id><published>2007-05-07T16:12:00.002-03:00</published><updated>2008-12-10T12:55:30.232-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Carlos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Roberto Carlos - o rei da censura no século XXI</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/Rj98wPIn8NI/AAAAAAAAAK8/Yiwy4g0jyb0/s1600-h/robertocarlos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061901674325995730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/Rj98wPIn8NI/AAAAAAAAAK8/Yiwy4g0jyb0/s320/robertocarlos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Roberto Carlos em Detalhes", biografia não-autorizada, perpetrada pelo jornalista e historiador Paulo Cesar Araújo, não vai ser mais conhecida. Um acordo entre a Editora Planeta e o “rei” vai eliminar as 10.700 cópias impressas e tentar reaver os exemplares já distribuídos. Roberto Carlos será ressarcido pela Planeta pelos gastos de recompra que fizer na tarefa de recuperação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O acordo foi feito na 20ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, em São Paulo, e o escritor se comprometeu a não comentar, em entrevistas, o conteúdo da sua obra. Para o diretor editorial da Planeta, Pascoal Soto, a proibição faz lembrar “os tempos obscuros do nazismo”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Roberto Carlos em Detalhes” foi lançado no início de dezembro passado. No dia 11 de dezembro, em entrevista, o “rei” manifestou a sua discordância e, em síntese, afirmou: não li e não gostei. Em fevereiro, os seus advogados conseguiram uma liminar que suspendeu a distribuição, sob o argumento de invasão de privacidade. A brochura, com 504 páginas, aborda a trajetória artística de Roberto Carlos e revela detalhes de sua vida particular.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final da audiência, o autor Paulo César Araújo disse que propôs abrir mão de todos os seus direitos financeiros e autorais sobre a obra, mas que o trabalho permanecesse em circulação. A proposta foi recusada pelo “rei” que, à saída da audiência, não quis conversar com a imprensa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde a publicação em dezembro, foram impressos 33 mil exemplares, dos quais 22 mil chegaram a ser distribuídos e 11 mil se encontram no almoxarifado da Planeta. Quanto tomou conhecimento do conteúdo, o rei afirmou: “Tem coisas não-verdadeiras, que ofendem a mim e a pessoas queridas, expostas ao ridículo. É um absurdo, uma falta de respeito lançar mão da minha história, que é um patrimônio meu”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já Paulo César Araújo, antes da audiência, acreditava que o artista poderia reavaliar essa posição: “Acredito nisso porque ele estava muito ocupado com gravações de fim de ano, com lançamento de CD e DVD, no final do ano quando o livro foi lançado. E a reação contrária veio no calor de toda essa atividade”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Roberto Carlos, contudo, como se viu, não arredou pé e a obra foi proibida.Com informações da "Folha de S. Paulo" e "Correio Braziliense".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte &lt;a href="http://www.jornaldedebates.ig.com.br/index.aspx?cnt_id=15&amp;amp;art_id=8032"&gt;Jornal de Debates&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entrevista com Paulo César Araújo &lt;a href="http://www.terra.com.br/istoe/1958/entrevista/1958_vermelhas_01.htm"&gt;na IstoÉ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Notícia Globo On-line &lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/04/27/295546135.asp"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;_______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Exercício: Comente sobre a notícia apresentando pelos menos três argumentos que defendam sua idéia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-5874633309386797802?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/5874633309386797802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=5874633309386797802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/5874633309386797802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/5874633309386797802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/05/roberto-carlos-o-rei-da-censura-no.html' title='Roberto Carlos - o rei da censura no século XXI'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_g-45l6vN9RU/Rj98wPIn8NI/AAAAAAAAAK8/Yiwy4g0jyb0/s72-c/robertocarlos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-7590420797158932569</id><published>2007-04-11T01:53:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T13:45:53.249-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Avaliação escolar'/><title type='text'>Avaliação escolar</title><content type='html'>Como avaliar? Essa é a principal questão discutida nos artigos disponíveis, nesta seção que enfocam a &lt;a class="link3" href="http://www.crmariocovas.sp.gov.br/int_a.php?t=reg"&gt;Avaliação Interna&lt;/a&gt;. Este tipo de procedimento é de responsabilidade da escola e visa a obter um diagnóstico do processo de ensino e aprendizagem dos alunos, em relação à programação curricular prevista e desenvolvida em cada nível e etapa de escolaridade. Um desses artigos, por exemplo, trata da questão da avaliação da aprendizagem no regime da progressão continuada. Clique &lt;a href="http://www.crmariocovas.sp.gov.br/int_l.php?t=001"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ver os artigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-7590420797158932569?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/7590420797158932569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=7590420797158932569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/7590420797158932569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/7590420797158932569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/04/avaliao-escolar.html' title='Avaliação escolar'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-8656165442665593675</id><published>2007-04-11T01:41:00.002-03:00</published><updated>2008-04-09T14:15:55.213-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paradigma'/><title type='text'>Como nasce um paradigma</title><content type='html'>Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de porradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o encheram de porradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um quarto e, finalmente,o último dos veteranos foi substituído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não deve perder a oportunidade de passar esta história para seus amigos, para que, vez por outra, questionem-se porque estão batendo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-8656165442665593675?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/8656165442665593675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=8656165442665593675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8656165442665593675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/8656165442665593675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/04/como-nasce-um-paradigma.html' title='Como nasce um paradigma'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-3985421639893347668</id><published>2007-04-11T01:38:00.002-03:00</published><updated>2008-04-09T14:18:03.179-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='valores'/><title type='text'>Inversão de valores?</title><content type='html'>DISCURSO DO EMBAIXADOR DO MÉXICO&lt;br /&gt;SOBRE A DÍVIDA EXTERNA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um discurso feito pelo embaixador Guaicaípuro Cuatemoc, de descendência indígena, defendendo o pagamento da dívida externa do seu país, o México, embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A conferência dos chefes de Estado da União Européia, Mercosul e Caribe, em maio de 2002 em Madri, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irônico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o discurso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento – ao meu país – com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento de juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consta no "Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão. Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano MARSHALL MONTEZUMA", para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, e de outras conquistas da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula européia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de  ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminou seu discurso diante dos chefes de Estado da Comunidade Européia, o Cacique Guaicaípuro Guatemoc não sabia que estava expondo uma tese de Direito Internacional para determinar a Verdadeira Dívida Externa. Agora resta que algum Governo Latino-Americano tenha a dignidade e coragem suficiente para impor seus direitos perante os Tribunais Internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os europeus teriam que pagar por toda a espoliação que aplicaram aos povos que aqui habitavam, com juros civilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado no Jornal do Comércio - Recife/PE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-3985421639893347668?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/3985421639893347668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=3985421639893347668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/3985421639893347668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/3985421639893347668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/04/inverso-de-valores.html' title='Inversão de valores?'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-5730419525266614935</id><published>2007-02-25T22:37:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:15:06.690-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carnaval'/><title type='text'>TELEANÁLISE</title><content type='html'>A Tarde, domingo, 18 de fevereiro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AS MARCAS DA DIFERENÇA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por MALU FONTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Camarote 2222/Aqui é o novo endereço/torça para ser convidado/até olhar de fora vale a pena”. Adornadas por desenhos alusivos a motivos carnavalescos e estampando a reluzente marca de refrigerantes que figura como uma das principais patrocinadoras do camarote, as frases acima parecem convidar a duas leituras igualmente irresistíveis levando em conta os contextos sociais e políticos. A primeira delas é que essas frases curtinhas, publicitárias, despretensiosas, são, na verdade uma negação arrivista daquilo que diz a logomarca do Governo Federal, governo, inclusive, que tem como ministro da Cultura o principal anfitrião do Camarote 2222, Gilberto Gil. Para quem não lembra, a logomarca do governo estampa: Brasil/Um país de todos/Governo Federal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer que inferência apontando para a negação do slogan do governo pelas frases do camarote é um ponto de vista subjetivo, uma questão de leitura pessoal, etc. e tal. Mas a segunda leitura tem como perspectiva o bom senso. Em um país em que só os alienados não enxergam que vivemos sob a ameaça da convulsão social e da intolerância entre as classes sociais do alto e da base da pirâmide, soa no mínimo inadequado um espaço festivo montado em torno de um ministro de estado promover a distinção social, a diferença, a característica de “para poucos” que se quer imprimir ao tal camarote e que de fato o caracteriza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EMPADAS - As frases curtinhas não querem dizer outra coisa senão reforçar o quanto aquele espaço é para privilegiados que tenham a sorte (que passa pela condição sócio-econônica, estética ou pelo viés da fama) de serem escolhidos. Assinala, embora com alguma sutileza, que a ralé sem chance de torcer para ser convidada deve se dar por muito feliz em poder, do chão da rua, olhar para cima e admirar o olimpo e os olimpianos. Quem sabe até dá para ganhar uma latinha de cerveja quente ou um restinho de empadas jogadas generosamente lá de cima, como bem diz Carlinhos Brown em entrevista ilustrativa sobre o Carnaval de Salvador em A Tarde do último domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os camarotes se tornaram onipresentes no Carnaval de Salvador e representam hoje o próprio Brown chamou o ano passado de apartheid da festa, juntamente com as cordas que separam o povo e os blocos dos grandes artistas da festa. A camarotização tem como principais referências justamente os camarotes Expresso 2222, organizado pela mulher do ministro, Flora Gil, e o de Daniela Mercury, organizado pela promoter mais incensada da Bahia, Lícia Fábio. O primeiro está ancorado em R$ 2,5 milhões em cotas de patrocínio levantadas entre marcas líderes do mercado e o segundo em R$ 2 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAPA - As marcas que bancam esses custos querem visibilidade em imagens na TV durante a festa, fotos, notas e matérias na imprensa local, nacional e na Internet. Por isso a lógica é só convidar gente interessante (geralmente gente famosa, influente, descolada ou rica). À revista Piauí, Flora Gil definiu o perfil de seus convidados: “convido puta, viado, artista, baiana de candomblé, tudo”. Deus sabe o que cabe nesse tudo, mas a mesma revista dá uma opção de resposta sobre quem é bem vindo nos camarotes vips:”é para cliente, gostosa e famosa”, diz o dono da AmBev, Paulo Lemann, patrocinador de 9 entre cada 10 camarotes desses cujas camisas são disputadas a tapa nos bastidores do high society baiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que em uma cidade em que os desinteressantes, segundo a semântica da gramática dos camarotes, são cada vez mais empurrados para os becos com cheiro de xixi ou se contentam em ficar olhando para cima para ver os privilegiados, são ilustrativas as frases de efeito da fachada do camarote onde o ministro receberá seus convidados. Nesse contexto, merece aplausos a iniciativa do mesmo Carlinhos Brown que fala em apartheid na festa. Depois do Camarote Andante, este ano uma das marcas da festa é o seu Bloco Pipocão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um Carnaval que caminha a passos largos acentuando as desigualdades entre as pessoas que dele participam, qualquer iniciativa que contemple os sem abadá e sem camarote soam como formas de oxigenar o modelo da festa e servem para distinguir a condição de artista da condição de mero cantor de bloco ou de trio. Mas já que é Carnaval, vamos fingir que tudo é festa e criatividade, inclusive músicas que transformam até Deus numa persona poética abilolada. Com o caos do mundo transbordando, quem foi que disse que Deus pode parar para namorar, na beira do mar, ao mesmo tempo em que desenha gente perfeitinha, num sinal que nem mesmo sua suposta namorada merece sua atenção? Socorra-nos, Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-5730419525266614935?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/5730419525266614935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=5730419525266614935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/5730419525266614935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/5730419525266614935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/02/teleanlise.html' title='TELEANÁLISE'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116865495894548319</id><published>2007-01-13T00:16:00.001-02:00</published><updated>2008-04-09T13:47:49.365-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cibercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><title type='text'>Identidades vazias. Uma análise crítica da Internet feita por Slavoj Zizek</title><content type='html'>7/1/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleger a internet como exemplo democrático é esconder diferenças sociais, institucionais e psicológicas entre as vidas "real" e "virtual" afirma &lt;a href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;id=702"&gt;Slavoj Zizek&lt;/a&gt;, filósofo esloveno em artigo publicado hoje, 7-1-2007, no jornal Folha de S. Paulo. Ele escreve que "da mesma maneira que o café descafeinado tem cheiro e gosto semelhantes aos do café sem ser café, minha persona na rede, o "você" que vejo lá, é sempre um "eu" descafeinado. Por outro lado, existe também o excesso oposto, e muito mais perturbador: o excedente de minha persona virtual com relação ao meu "eu" real".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis o artigo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na edição de 25 de dezembro da revista "Time", o prêmio tradicional de "Pessoa do Ano" não foi concedido a Mahmoud Ahmadinejad [presidente do Irã], Kim Jong-Il [ditador norte-coreano], Hugo Chávez [presidente venezuelano] ou qualquer outro membro da gangue dos usuais suspeitos, mas a "você": a todos e a cada um de nós... usuários e criadores de conteúdo na web. A capa mostra um teclado branco com um espelho para uma tela de computador onde cada um de nós, leitores, pode ver seu reflexo. Para justificar a escolha, os editores mencionaram a transição das instituições para os indivíduos, que estão ressurgindo como cidadãos da nova democracia digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisas que os olhos não conseguem ver, nessa escolha, e em um sentido mais amplo do que o comum nessa expressão. Se algum dia já houve uma escolha ideológica, esse é um caso que merece perfeitamente a classificação: a mensagem -uma nova democracia cibernética na qual milhões podem se comunicar e organizar diretamente, contornando o controle estatal centralizado- encobre uma série de brechas e tensões perturbadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira e mais evidente das ironias é que cada pessoa que olhe a capa da "Time" não verá as demais pessoas com quem supostamente se relaciona diretamente, e sim um reflexo de sua própria imagem. Não admira que Leibniz [1646-1716] seja uma das referências filosóficas preferenciais dos teóricos do ciberespaço: afinal, a imersão das pessoas no ciberespaço não se enquadra perfeitamente à nossa redução a uma mônada leibniziana que, embora "sem janelas" capazes de se abrir diretamente para as realidades externas, espelha em si mesma todo o universo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que o típico internauta atual, sentado sozinho diante da tela de seu computador, não representa mais e mais uma mônada sem janelas diretas para a realidade, envolvido apenas com simulacros virtuais, e no entanto mais e mais imerso na rede mundial, e se comunicando de maneira sincrônica com todo o planeta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais recentes modas entre os radicais do sexo são as maratonas de masturbação, eventos coletivos nos quais centenas de homens e mulheres se autopropiciam satisfação sexual para fins de caridade. A masturbação cria uma coletividade a partir de indivíduos dispostos a compartilhar uns com os outros... o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O solipsismo de uma diversão estúpida. Seria possível propor que as maratonas de masturbação são a forma de sexualidade que se enquadra de maneira mais perfeita às coordenadas do ciberespaço. Mas isso é apenas uma parte da história. O que se torna preciso acrescentar é que o "você" que se reconhece enquanto imagem em uma tela padece de uma profunda divisão: eu jamais me limito a ser a persona que assumo na máquina. Primeiro, existe o (bastante evidente) excesso do eu como pessoa corpórea "real" além da persona virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ética virtual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os marxistas e outros pensadores de inclinações críticas gostam de apontar para o fato de que a igualdade do ciberespaço é enganosa -ela ignora todas as complexas disposições materiais (meu patrimônio, minha posição social, meu poder ou falta dele etc.). A inércia da vida real desaparece magicamente na navegação pelo ciberespaço, desprovida de fricção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mercado atual, encontramos toda uma série de produtos privados de suas propriedades malignas: café sem cafeína, creme sem gordura, cerveja sem álcool... ciberespaço. A realidade virtual simplesmente generaliza esse procedimento: cria uma realidade privada de substância. Da mesma maneira que o café descafeinado tem cheiro e gosto semelhantes aos do café sem ser café, minha persona na rede, o "você" que vejo lá, é sempre um "eu" descafeinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, existe também o excesso oposto, e muito mais perturbador: o excedente de minha persona virtual com relação ao meu "eu" real. Nossa identidade social, a pessoa que presumimos ser em nosso intercurso social, já é uma máscara, já envolve a repressão de nossos impulsos inadmissíveis, e é precisamente nessas condições de "só uma brincadeira", quando as regras que regulam os intercâmbios de nossas vidas reais estão temporariamente suspensas, que podemos nos permitir a exibição dessas atitudes reprimidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta lembrar do mitológico sujeito tímido e impotente que, participando de um jogo virtual interativo, adota a identidade de um assassino sádico e sedutor irresistível. Seria simples demais afirmar que essa identidade é apenas um suplemento imaginário, uma fuga temporária de sua impotência na vida real. Na verdade, o que importa é que, porque ele sabe que o jogo virtual é "apenas um jogo", ele se sente capaz de exibir "seu eu real", fazer coisas que nunca fez em interações reais -sob a capa de uma ficção, a verdade sobre ele se articula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato mesmo de que eu perceba minha auto-imagem virtual como simples brincadeira me permite, assim, suspender os obstáculos que usualmente impedem que eu realize meu "lado escuro" na vida real -meu "id eletrônico" ganha asas, dessa forma. E o mesmo se aplica aos meus parceiros na comunicação via ciberespaço. Não há como ter certeza de quem sejam, de que sejam "realmente" como se descrevem, ou de saber se existe uma pessoa "real" por trás da persona on-line. A persona on-line é uma máscara para uma multiplicidade de pessoas? A pessoa "real" com quem converso possui e manipula mais personas no computador, ou estou simplesmente me relacionando com uma entidade digitalizada que não representa pessoa "real" alguma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existência sublimada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para resumir, "interface" quer dizer exatamente que minha relação com o outro nunca acontece face a face, que sempre há a mediação de uma maquinaria digital interposta cuja estrutura é labiríntica: eu "navego", eu me perco sem muito rumo nesse espaço infinito onde mensagens circulam livremente sem destino fixo, enquanto seu Todo -esse imenso circuito de murmúrios- continua para sempre além do escopo de minha compreensão. O obverso da democracia direta do ciberespaço é essa caótica e impenetrável magnitude de mensagens e seus circuitos, que nem mesmo o maior esforço de minha imaginação é capaz de compreender -o filósofo Immanuel Kant [1724-1804] teria classificado o ciberespaço como "sublime".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco mais de uma década atrás, havia um brilhante comercial inglês de cerveja. A primeira parte reproduzia a conhecida história de uma moça que caminha ao longo de um riacho, vê um sapo, o toma nas mãos e beija, e o sapo miraculosamente se transforma em príncipe. Mas a história não acabava assim. O jovem olhava a moça de um jeito cobiçoso, a tomava nos braços, a beijava e ela se transformava em uma garrafa de cerveja, que ele exibia em um gesto triunfante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assombração na rede&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A moça fantasiava sobre um sapo que na verdade era príncipe, o rapaz sobre uma moça que na verdade era uma garrafa de cerveja: para a mulher, seu amor e afeto (sinalizado pelo beijo) poderiam fazer de um sapo um príncipe, enquanto para o homem, tudo não passa de um esforço para reduzir a mulher ao que os psicanalistas designam como "objeto parcial" -aquilo que, em você, me faz desejar você (é claro que um argumento feminista óbvio seria que as mulheres, em sua experiência amorosa cotidiana, em geral experimentam a passagem oposta: beijam um belo jovem e, quando o vêem de perto, ou seja, tarde demais, descobrem que ele é um sapo...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal real de homem e mulher, portanto, vive assombrado por essa bizarra figura de um sapo abraçando uma garrafa de cerveja. O que a arte moderna propicia é exatamente esse espectro subjacente. É perfeitamente possível imaginar um quadro do pintor surrealista Magritte no qual um sapo abraça uma garrafa de cerveja, com um título como "Homem e Mulher" ou "Casal Ideal" (a associação com a famosa cena surrealista do burro morto ao piano [do filme "O Cão Andaluz"] fica completamente justificada, nesse caso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa a ameaça do ciberespaço e de seus jogos, no plano mais elementar: quando um homem e uma mulher interagem nele, podem se ver assombrados pelo espectro do sapo que abraça a cerveja. Já que nenhum dos dois está consciente disso, as discrepâncias entre o que "você" realmente é e o que "você" aparenta ser no espaço digital podem resultar em violência homicida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte &lt;a href="http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=3500"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116865495894548319?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116865495894548319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116865495894548319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116865495894548319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116865495894548319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/01/identidades-vazias-uma-anlise-crtica.html' title='Identidades vazias. Uma análise crítica da Internet feita por Slavoj Zizek'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116845601769887590</id><published>2007-01-10T17:05:00.001-02:00</published><updated>2008-04-09T13:48:24.052-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cicarelli'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><title type='text'>MTV recebe mais de 20 mil e-mails contra bloqueio do YouTube</title><content type='html'>09/01/2007 - 16h01&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MTV recebe mais de 20 mil e-mails contra bloqueio do YouTube&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Da Redação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bloqueio ao site YouTube provocou uma onda de protestos. O site começou a ser bloqueado nesta segunda-feira por empresas de telefonia após decisão judicial em favor do namorado da modelo Daniela Cicarelli, Tato Malzoni. Ele quer impedir a exibição de imagens gravadas em uma praia da Espanha em que os dois aparecem em cenas íntimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos 5,7 milhões de internautas, usuários da Brasil Telecom, ficaram sem conseguir acessar o domínio www.youtube.com até a tarde desta terça-feira, quando o acesso foi liberado. A Telefonica também chegou a implementar o bloqueio, mas não divulgou o número de internautas afetados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zico Goes, diretor de programação da MTV, diz que já recebeu mais de 20 mil e-mails de protesto. "Obviamente não temos nada a ver com a história, a Daniela também não tem. Quem processou o YouTube foi o Renato Malzoni Filho, não ela", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasileiros criaram o site www.boicoteacicarelli.com, em que apregoam o boicote à modelo e à rede de televisão MTV. "Eu já deletei o canal da minha TV, não assisto MTV até a Cicarelli sair do ar", dizia o internauta Caio no site. Há até vídeos que explicam como desprogramar o canal da televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A MTV se posiciona contra toda a censura e pela liberdade da expressão. Claro, a garotada ficou indignada. Mas repudiamos a história do boicote, porque ela flerta com o mesmo espírito fascista que quer atacar", diz o diretor da MTV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor teatral Gerald Thomas, que vive em Nova York, adotou recentemente o site de compartilhamento de vídeos YouTube para mostrar aos amigos no Brasil trechos de suas peças. Nesta segunda (08/01), quem acessou seu blog não conseguiu ver as cenas do novo espetáculo "Earth in Trance". "Não dá mais para ver o vídeo", dizia um visitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Voltamos à era da censura?", questionou Thomas, irritado. "O passo seguinte é banir a Internet inteira, porque vídeos circulam pela rede mesmo antes do YouTube existir: tem que banir a imprensa também e qualquer fotografia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fúria virtual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entre os comentários exaltados e dicas para burlar o bloqueio, um blog chegou a publicar um modelo de ação de indenização contra os provedores de acesso, por barrarem o acesso ao site de vídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não funcionaria, explica o especialista em direito eletrônico Renato Opice Blum. "O provedor não tem responsabilidade nenhuma, está só cumprindo uma ordem judicial", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, uma alternativa mais rápida, menos polêmica e tecnicamente viável para o caso seria ter identificado quem está colocando o vídeo no ar e reprimido um a um, como fazem as gravadoras norte-americanas em relação aos piratas de MP3. "Acaba sendo uma divulgação do que pode e do que não pode, e ajuda a evitar a disseminação [do vídeo] por outros meios", afirmou Blum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reponsabilidade de quem?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No rastro da controvérsia ainda há a responsabilidade técnica pelo bloqueio, já que as operadoras de tráfego não têm como impedir o acesso a um único vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Basta você entrar no YouTube hoje. O mesmo vídeo é apresentado de maneiras diferentes, com logotipos e edições diferentes. Mesmo que você faça análises com ferramentas de software para reconhecer o vídeo, não é possível capturá-lo", explica Carlos Afonso, do Comitê Gestor da Internet. "Se você entrar no sistema de troca de arquivos BitTorrent, então, há milhares de cópias. Quanto mais houver processos, mais o vídeo vai se disseminar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fóruns, blogs e comunidades virtuais parecem confirmar o que diz Afonso. Estão repletos de indicações de métodos para burlar o bloqueio ao YouTube, e também de links alternativos para assistir ao vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na decisão por suspender o bloqueio, o desembargador Ênio Santarelli Zuliani pede que as operadoras de backbone informem ao Tribunal de Justiça de São Paulo as razões técnicas da impossibilidade de bloquear apenas o vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Protestos e censura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para Márion Strecker, diretora de conteúdo do UOL, proibir o grande público de ter acesso a todo um portal por causa de um só vídeo foi uma medida extrema. "Decisões judiciais precisam ser acatadas, mas o UOL defende a livre circulação da informação e é totalmente contra a censura. O fato é que a Internet trouxe à sociedade as ferramentas para facilitar a publicação e a circulação livre da informação. O autor de um vídeo pode publicá-lo em muitos sites ou portais diferentes, em regiões e países diferentes", diz Strecker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema também gerou polêmica na blogosfera. No site Technorati, buscador de blogs, o termo "Daniela Cicarelli" era o segundo mais procurado em blogs de todo o mundo desde domingo. Só perdia para "Saddam". O termo YouTube aparecia na quinta posição, e "Cicarelli" também estava em sexto lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro blogueiro indignado com o bloqueio foi Marcelo Tas. Para ele, a ação judicial equivaleu a tirar uma revista de circulação devido à publicação de uma foto indevida. "Uma coisa é você processar um veículo que divulgue algo difamando você, e processar a pessoa que criou a difamação. Isso é legítimo. Outra coisa é você cercear a liberdade de expressão, e o sinônimo disso é censura", disse Tas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também circulou pela Internet um abaixo-assinado, no site www.petitiononline.com/brtube/petition.html, pedindo a intervenção do governo, com cerca de 7.500 assinaturas até o início desta terça-feira, quando foi suspenso o bloqueio. Comunidades no Orkut discutem a medida, e internautas exaltados também classificam de censura o impedimento de acessar o site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Demi Getschko, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, acha exagerado falar em censura. "Na China [onde há censura da Internet], o bloqueio não é feito pelo Judiciário, mas pelo Executivo", diz. "Acredito não ter sido intenção do magistrado causar dano aos usuários brasileiros. Ele tentou fazer cumprir uma decisão, mas usou uma solução que extrapolou o objetivo e causou repercussão gigantesca."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O bloqueio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O bloqueio ao YouTube no Brasil cumpriu decisão liminar após ação movida por Renato Malzoni Filho, devido à publicação de um vídeo com cenas íntimas dele e sua namorada, Daniela Cicarelli. As cenas foram filmadas em Cádiz, na Espanha, no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concedeu liminar em favor de Cicarelli, ex-mulher do jogador de futebol Ronaldo, e de Malzoni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta segunda-feira, a Brasil Telecom disse ter recebido ofício da Justiça e foi a primeira a informar que tinha bloqueado o acesso de internautas brasileiros ao YouTube, uma unidade do mecanismo de buscas norte-americano Google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Telefonica emitiu comunicado afirmando que "todas as empresas que possuem controle de tráfego de dados internacional" foram notificadas e que a determinação de bloquear o acesso ao YouTube no Brasil é "válida por tempo indeterminado". A empresa também confirmou o bloqueio no final de segunda-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início da tarde desta terça-feira (09/01), despacho do desembargador Ênio Santarelli Zuliani suspendeu o bloqueio ao YouTube. O próximo passo seria a Justiça notificar as operadoras dessa suspensão. O vídeo do casal, no entanto, continua proibido e as operadoras de tráfego da Internet deverão informar à Justiça as dificuldades em bloqueá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Reuters&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte &lt;a href="http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2007/01/09/ult4213u9.jhtm"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116845601769887590?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116845601769887590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116845601769887590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116845601769887590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116845601769887590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/01/mtv-recebe-mais-de-20-mil-e-mails.html' title='MTV recebe mais de 20 mil e-mails contra bloqueio do YouTube'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116845588544426314</id><published>2007-01-10T17:03:00.001-02:00</published><updated>2008-04-09T13:48:50.948-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cicarelli'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><title type='text'>Desembargador do TJ-SP manda desbloquear YouTube</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ou seja&lt;br /&gt;Desembargador do TJ-SP manda desbloquear YouTube&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Maurício Cardoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desembargador Ênio Santarelli Zuliani, do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou nesta terça-feira (9/1) o desbloqueio do site de vídeos YouTube. Ele mandou "restabelecer o sinal do site YouTube, solicitando que as operadoras restabeleçam o acesso e informem ao Tribunal as razões técnicas da suposta impossibilidade de serem bloqueados os endereços eletrônicos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No despacho, o desembargador explica sua decisão que acabou tirando do ar o site de vídeos YouTube. Segundo Zuliani, a decisão foi motivada pela negativa do site em cumprir uma decisão judicial e que só foi aplicada por uma suposta dificuldade em bloquear apenas o acesso ao vídeo das cenas de namoro na praia da modelo Daniela Cicarelli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zuliani sustenta mais uma vez, como já havia feito anteriormente em entrevistas à imprensa, que ordenou apenas que fossem tomadas “providências que impeçam o acesso dos internautas brasileiros ao vídeo das filmagens dos autores da ação”. E acrescenta em outro item de seu despacho: “Todavia, é forçoso reconhecer que não foi determinado o bloqueio do sinal do site YouTube”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desembargador afirma que tomou conhecimento que as operadoras de conexão internacional à internet bloquearam o acesso ao site do YouTube e não ao vídeo de Cicarelli, mas que isso se deve a dificuldades técnicas de bloquear apenas o vídeo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das cinco empresas que operam os troncos de conexão internacional (backbone), a Brasil Telecom e a Telefônica já foram notificadas judicialmente e chegaram a bloquear o acesso ao site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leia o despacho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGRV.Nº: 488.184-4/3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relator Des. ÊNIO SANTARELLI ZULIANI (4ª Câmara Direito Privado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMARCA: SÃO PAULO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGTE. : RENATO AUFIERO MALZONI FILHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGDO. : YOUTUBE INC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Tomei conhecimento do bloqueio do site Yotube, para cumprir decisão de minha autoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observo que realmente concedi efeito ativo ao agravo interposto por Renato Aufiero Malzoni Filho, no sentido de serem adotadas providências que impeçam o acesso dos internautas brasileiros ao vídeo das filmagens dos autores da ação [Renato e Daniella Cicarelli Lemos] na praia de Cádiz, na Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal determinação decorre do poder concedido ao juiz para empregar meios de coerção indiretos [art. 461, § 5º, do CPC] no sentido de obter efetivo cumprimento das decisões judiciais. No caso, há um Acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo [AgIn. 472.738-4], deferindo tutela antecipada para interditar toda e qualquer atividade, da internet, de exploração da imagem dos autores, por evidenciar ofensa aos direitos da personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. É preciso dispor que a questão não diz respeito mais ao vídeo de Cicarelli, como ficou conhecida a matéria, porque o que está em análise é a respeitabilidade de uma decisão judicial. O Youtube não cumpre a sentença, o que constitui ofensa ao art. 5º, XXXV, da CF, uma ameaça ao sistema jurídico. As sentenças são emitidas para serem executadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O bloqueio do site está gerando uma série de comentários, o que é natural em virtude de ser uma questão pioneira, sem apoio legislativo. O incidente serviu para confirmar que a Justiça poderá determinar medidas restritivas, com sucesso, contra as empresas, nacionais e estrangeiras, que desrespeitarem as decisões judiciais. Nesse contexto, o resultado foi positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Todavia, é forçoso reconhecer que não foi determinado o bloqueio do sinal do site Yotube. Essa determinação, que é possível de ser tomada em caráter preventivo, como esclarece o jurista português JÓNATAS E. M. MACHADO [Liberdade de expressão: dimensões constitucionais da esfera pública no sistema privado, Universidade de Coimbra, 2002, p. 1123], deve ser emitida com clara fundamentação e com total transparência sobre o direito de liberdade de expressão e informação, que não comporta censura [art. 220, § 1º, da CF]. Impedir divulgação de notícias falsas, injuriosas ou difamatórias, não constitui censura judicial. Porém, a interdição de um site pode estimular especulações nesse sentido, diante do princípio da proporcionalidade, ou seja, a razoabilidade de interditar um site, com milhares de utilidades e de acesso de milhões de pessoas, em virtude de um vídeo de um casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O relator agradece o empenho com que as operadoras agiram quando receberam os ofícios do Juízo de Primeiro Grau, para que fosse cumprida a decisão. Acredita-se que o fechamento completo do sinal de acesso ocorreu por dificuldades técnicas de ser criado o filtro que impeça o acesso ao vídeo do casal. Mas, não foi essa a determinação, pois o que se ordenou foi o emprego de mecanismo que bloqueasse o acesso a endereços eletrônicos que divulgam o vídeo, cuja proibição foi determinada por decisão judicial. Não há, inclusive, referência para corte do sinal na hipótese de ser inviável a providência determinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Para que ocorra execução sem equívocos, determina o relator que se expeça ofício ao digno Juízo para que mande restabelecer o sinal do site Yotube, solicitando que as operadoras restabeleçam o acesso e informem ao Tribunal as razões técnicas da suposta impossibilidade de serem bloqueados os endereços eletrônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Fica registrado não estar excluída a imposição, pela Turma Julgadora, de medidas drásticas, como o bloqueio preventivo, por trinta dias ou mais, até que o Yotube providêncie a instalação de software, com poder moderador das imagens cuja divulgação foi proibida. Porém, essa é uma decisão de competência da Turma Julgadora e que poderá ser tomada na próxima sessão de conferência de votos dos Desembargadores. Ademais, a decisão definitiva dependerá das respostas técnicas das operadores que foram notificadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Oficie-se com urgência para que o Juízo transmita a contra-ordem, por sistema rápido de comunicação, de forma a concretizar o desbloqueio do site Yotube, mantida a determinação para que se tomem providências no sentido de bloquear o acesso ao vídeo de filmagens do casal, desde que seja possível, na área técnica, sem que ocorra interdição do site completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intimem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 9 de janeiro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÊNIO SANTARELLI ZULIANI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relator&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista Consultor Jurídico, 9 de janeiro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte &lt;a href="http://conjur.estadao.com.br/static/text/51735,1"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116845588544426314?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116845588544426314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116845588544426314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116845588544426314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116845588544426314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/01/desembargador-do-tj-sp-manda.html' title='Desembargador do TJ-SP manda desbloquear YouTube'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116845572783523184</id><published>2007-01-10T17:01:00.001-02:00</published><updated>2008-04-09T14:13:20.295-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cicarelli'/><title type='text'>Censura cega</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Desembargador paulista censura YouTube sem querer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por Priscyla Costa e Aline Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil ganhou os holofotes da imprensa mundial no último final de semana. O motivo foi a determinação judicial para bloquear o acesso dos internautas brasileiros ao site YouTube, um canal da internet especializado em divulgar vídeos. A punição foi provocada pela suposta recusa do site em tirar do ar o vídeo que exibe cenas de ardente paixão da modelo Daniela Cicarelli e do empresário Renato Malzoni Filho, namorando numa praia espanhola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interdição do acesso à internet coloca o Brasil na companhia de países como China, Cuba e Irã, que não se destacam pelo apreço à democracia e à liberdade de imprensa. A maneira confusa como se formalizou a proibição revela a falta de entendimento da Justiça para atuar em questões que envolvam novidades tecnológicas como a internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação mostra ainda a inutilidade de se tentar impor medidas unilaterais de controle sobre a internet, que tem como uma de suas características fundamentais a falta de controles. A proibição de acesso ao YouTube, onde por sinal o vídeo já não se acha mais em exibição, não impediu que quem quisesse pudesse ver as cenas picantes de sexo implícito do casal nas centenas de outros sites que replicaram a peça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra questão é a da territorialidade. Como a Justiça brasileira vai alcançar e impor suas decisões a sites da internet que podem ser acessados por brasileiros mas cuja administração está baseada em outros países. A única maneira de se obter algum sucesso é mediante a negociação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nota enviada ao jornal O Globo, porta-vozes do YouTube esclareceram que o portal, criado por americanos, está subordinado às leis dos Estados Unidos. Como tem audiência-global, “se esforça para manter uma comunidade em que pessoas de todo mundo possam compartilhar vídeos de forma segura, dentro da lei”. O portal já bloqueou em seus servidores o acesso ao vídeo, mas o filme erótico ainda pode ser visto em blogs e sites de troca de dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O YouTube, que recentemente foi adquirido pela Google Inc., dona da mais importante ferramenta de busca na internet, bem que tentou atender à determinação da Justiça brasileira. No momento em que esta reportagem era escrita, o vídeo famoso estava fora da programação do YouTube. Mas no momento em que este texto estiver sendo lido, já poderá estar de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto porque o sucesso do site está justamente na fórmula que permite a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo divulgar na internet o seu próprio vídeo. O site tem uma política de privacidade que proíbe a publicação de material com conteúdo ofensivos de modo geral e exerce uma vigilância para eliminar material impróprio. O que permite um controle apenas relativo, já que a observância estrita da regra de bom comportamento depende de cada um dos seus usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Confusão em cadeia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ordem de bloqueio do site partiu do desembargador Ênio Santarelli Zuliani, da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. Na quarta-feira (3/1), o desembargador concedeu a liminar porque o site não teria atendido decisão anterior do próprio TJ paulista, que determinava que o vídeo de Cicarelli fosse retirado do ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está escrito na decisão do desembargador, no entanto, é diferente do que ele quis dizer. Zuliani, por meio da assessoria de imprensa do TJ, explicou que determinou tão somente o bloqueio do acesso ao vídeo de Cicarelli, e não ao conteúdo de todo o site. Mas, no papel, ele vetou o acesso ao site. E como o que prevalece é a decisão nos autos, a Brasil Telecom e a Telefônica já foram notificadas. A primeira já bloqueou o acesso ao YouTube e a Telefônica, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que está tomando as providências para bloquear o acesso ao site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tomar sua decisão, o desembargador fez uma consulta a especialistas em internet. O perito Paulo César Breim, autor de um dos laudos que fundamenta a decisão, explica que as medidas apontadas por ele são mesmo para tirar o site do ar. “É possível bloquear o acesso apenas ao vídeo, tarefa mais complicada. Mas não foi isso que foi pedido”, diz. O desembargador sustenta que sua intenção era de bloquear apenas o vídeo, mas em sua decisão deu ordens para bloquear todo o site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que o bloqueio total do YouTube se compete, a ordem judicial deverá ser apresentada às cinco operadoras dos troncos de conexão com a rede mundial de computadores no Brasil, os chamados backbone. Além da Brasil Telecom e da Telefônica, também fazem essa ligação a Telecom Itália, a Embratel e a Global Crossing. A Telecom Italia e a Embratel não tinham sido notificadas para fazer o bloqueio até a tarde desta segunda-feira (8/1). A Global Crossing não foi encontrada pela Consultor Jurídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discussão jurídica&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fora a discussão técnica sobre a possibilidade de retirar do ar parte ou todo o conteúdo de sites hospedados no exterior, a decisão do desembargador paulista também levou à discussão jurídica sobre o assunto. Para uns, a Justiça brasileira pode sim bloquear o acesso a site estrangeiro que infrinja a lei brasileira. Para outros, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O advogado Renato Ópice Blum faz parte da primeira corrente. Ele considera que, se houver pedido específico para o bloqueio do acesso, a Justiça pode atendê-lo. Ele explica que a Justiça brasileira também pode bloquear o acesso do site para um determinado público, desde que seja respeitado o devido processo legal. O fundamento desse entendimento, de acordo com Blum, está no artigo 461, parágrafo 5º, do Código de Processo Civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dispositivo legal diz: “na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas necessárias, tais como a imposição de multa por tempo de atraso, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva, se necessário com requisição de força policial”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro artigo do CPC que pode fundamentar a decisão é o 20: “salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da Justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Ópice Blum, os internautas que não estiverem conseguindo acessar o site não podem alegar que estão sendo prejudicados. “A Brasil Telecom (empresa que já bloqueou o acesso ao YouTube) continua oferecendo o acesso à internet, a conexão, que é o serviço em si. E quanto ao bloqueio, há cumprimento de ordem judicial, que ainda pode ser questionada por recursos específicos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A advogada Patrícia Peck Pinheiro divide a mesma opinião. “A Justiça Brasileira pode determinar o bloqueio de um endereço de IP ou domínio se o registro for considerado como ilícito ou contrário às leis brasileiras. Este bloqueio pode ser feito pelo Brasil”, diz. “Neste caso, as empresas que cuidam do backbone (Brasil Telecom, Telefônica, Telecom Itália, Global Crossing e Embratel) bloqueiam o acesso em suas bases e assim os usuários não entram mais no endereço eletrônico. Esta medida tem sido solicitada especialmente no combate a ambientes de prática de crimes eletrônicos, pirataria, fraude eletrônica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos usuários em geral, Patrícia Peck entende que não há dano. “O usuário não está acima da lei. Ao contrário. Cabe a empresa, no caso o YouTube, recorrer da decisão. Pode até justificar que seus usuários serão prejudicados, mas a Justiça pode entender pela proteção do bem público, em detrimento de alguns.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omar Kaminski, especialista em Direito da Informática, encabeça a segunda corrente, que considera abusivo o bloqueio do site. “O bloqueio desastrado feriu o direito de acesso às informações do YouTube de forma generalizada, e não resolveu o problema. São iniciativas como essas que podem acabar com a internet como conhecemos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso Cicarelli, entra em jogo a questão da liberdade de expressão em contraposição ao direito à privacidade, mas esta é outra história e que já é discutida há tempos em relação a outras formas de manifestação do pensamento como a imprensa escrita e a televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, continua causando espécie que por conta de um conteúdo específico — o vídeo de Cicarelli com alguns poucos minutos de duração — seja bloqueado todo um site — o YouTube com seus milhares de vídeos e sua proposta de interação ampla, geral e irrestrita. Em um dos muitos comentários postados na internet a respeito do caso envolvendo a modelo e o site de vídeos, um leitor faz a pergunta que parece mais adequada: “quem deve sair do Brasil, a Cicarelli ou o YouTube?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista Consultor Jurídico, 8 de janeiro de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte &lt;a href="http://conjur.estadao.com.br/static/text/51722,1"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116845572783523184?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116845572783523184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116845572783523184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116845572783523184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116845572783523184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/01/censura-cega.html' title='Censura cega'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116845558714530636</id><published>2007-01-10T16:58:00.001-02:00</published><updated>2008-04-09T14:09:58.052-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>Censura ao You Tube - Reportagem do Jornal da Globo 09/01/07</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MgkQPFL7kcY"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/MgkQPFL7kcY" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116845558714530636?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.youtube.com/watch?v=MgkQPFL7kcY' title='Censura ao You Tube - Reportagem do Jornal da Globo 09/01/07'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116845558714530636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116845558714530636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116845558714530636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116845558714530636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2007/01/censura-ao-you-tube-reportagem-do.html' title='Censura ao You Tube - Reportagem do Jornal da Globo 09/01/07'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116684247487245054</id><published>2006-12-23T00:53:00.001-02:00</published><updated>2008-04-09T13:55:38.948-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Ditado popular</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Quando achamos que sabemos todas as respostas, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;vem a vida e muda as perguntas."&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;**************************** &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116684247487245054?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116684247487245054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116684247487245054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116684247487245054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116684247487245054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/12/ditado-popular.html' title='Ditado popular'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116684240103095535</id><published>2006-12-23T00:51:00.001-02:00</published><updated>2008-04-09T13:56:52.620-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paradigma'/><title type='text'>Tradição x inovação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Era uma vez uma tribo pré-histórica que se alimentava de carne de tigres de dentes de sabre. A educação nesta tribo baseava-se em ensinar a caçar tigres de dentes de sabre, porque disto dependia a sobrevivência de todos. Os mais velhos eram os responsáveis pela tarefa educativa. Passado algum tempo os tigres de dentes de sabre extinguiram-se. Criou-se um impasse: o apego à tradição dos mais velhos exigia que se continuasse a ensinar a caçar tigres de dentes de sabre; os mais jovens clamavam por uma reforma no ensino. O impasse perdurou por muito tempo. Mais precisamente até um dia que, por falta de alimento, a tribo extinguiu-se também." (Fábula)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;Reflita  sobre a fábula acima e faça um texto utilizando os conceitos de tradição, inovação, paradigma e senso crítico.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116684240103095535?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116684240103095535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116684240103095535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116684240103095535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116684240103095535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/12/tradio-x-inovao.html' title='Tradição x inovação'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116684190909734550</id><published>2006-12-23T00:40:00.002-02:00</published><updated>2008-04-09T14:09:04.832-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Sistema produtivo x senso crítico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O sistema em que vivemos faz questão de ocupar o nosso tempo de tal maneira que acaba nos tirando a capacidade de pensar. Opinião é algo que se adquire parando e reservando um pouco de tempo para ficarmos sozinhos, para pensar e buscar o conhecimento acerca de nós mesmos”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Mariana Rost&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cada vez mais se torna necessário que o trabalhador tenha conhecimentos atualizados, iniciativa, flexibilidade mental, atitude crítica, competência técnica, capacidade para criar novas soluções e para lidar com a quantidade crescente de novas informações, em novos formatos de acesso".&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Livro Ciber professor, 2004)&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O indivíduo deve ser capaz de refletir sobre o escrito, permitido-se fazer uma relação entre o real, o ideal e a fantasia, tirando suas próprias conclusões, criando novos conceitos de ver e sentir a realidade".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O gosto pela leitura e a compreensão de sua mensagem é algo muito particular de cada ser. A informação é algo importante que influenciará no modo de pensar e agir de cada indivíduo".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça uma "análise comparativa" dos pensamentos acima e elabore um texto com os conceitos: informação, sistema produtivo e senso crítico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116684190909734550?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116684190909734550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116684190909734550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116684190909734550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116684190909734550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/12/sistema-produtivo-x-senso-crtico.html' title='Sistema produtivo x senso crítico'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116684148154170562</id><published>2006-12-23T00:35:00.002-02:00</published><updated>2008-04-09T14:08:25.149-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inclusão digital'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidadania'/><title type='text'>Inclusão digital</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Não basta ter acesso à informação, é preciso saber o que fazer com ela. Desenvolver a capacidade de "aprender a aprender" não é uma tarefa fácil. Desenvolver o senso crítico da população: isso sim é democratizar a informação e concretizar a cidadania”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Marie Anne Macadar&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Leia  o artigo &lt;a href="http://integracao.fgvsp.br/ano5/20/opiniao.htm"&gt;Desmistificando a Inclusão Digital &lt;/a&gt;na íntegra&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116684148154170562?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116684148154170562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116684148154170562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116684148154170562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116684148154170562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/12/incluso-digital.html' title='Inclusão digital'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116589131449661558</id><published>2006-12-12T00:28:00.001-02:00</published><updated>2008-04-09T14:21:26.212-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paradigma'/><title type='text'>Aprendizagem, tempo, paradigmas e desvios...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O método desviante&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Por Jeanne Marie Gagnebin &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Algumas teses impertinentes sobre o que não fazer num curso de filosofia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como uma boa e velha professora de filosofia, prefiro cercear o assunto, amplo demais, por caminhos negativos, desvios e atalhos que não parecem levar a lugar algum. Digo “professora de filosofia”, porque meu território de atuação é, primeiramente, a sala de aula e a dinâmica com os estudantes, com todas as vantagens e todas as restrições que o ensino universitário no Brasil traz consigo. E digo também uma “velha” professora de filosofia porque posso me permitir, hoje, nesse momento de minha carreira acadêmica, algumas provocações que não vão (pelo menos, assim o espero!) colocar em questão nem meu contrato nem meu emprego. Imagino que os jovens colegas, com ou sem vaga ainda, não ousariam pensar de tal maneira, pelo menos explicitamente, porque têm que assegurar primeiro seu lugar no sol. Ofereço a eles um pequeno descanso na sombra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeira regra&lt;/strong&gt; para o reto ensino, em particular, o reto ensino da filosofia: &lt;strong&gt;não temer os desvios, não temer a errância.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Os programas e “cronogramas” somente servem de esboços utópicos do percurso de uma problemática&lt;/strong&gt;. Não esquecer que o tempo é múltiplo: não é somente “chronos” (uma concepção linear que induz falsamente a uma aparência de causalidade), mas é também “aiôn” (esse tempo ligado ao eterno, que, confesso, ainda não consegui entender...) e, sobretudo, “kairos”, tempo oportuno, da ocasião que se pega ou se deixa, do não previsto e do decisivo. Quando algo acontece na aula, quando algo pode ser, subitamente, uma verdadeira questão (para todos: estudantes e professor, não só para este último), aí vale a pena demorar, parar, dar um tempo, descrever o impasse e, talvez, perceber que algo está começando a ser vislumbrado, algo que ainda não tinha sido pensado (não por ninguém na tradição filosófica inteira, isso é abstrato, mas por ninguém dos participantes concretos agora e aqui na aula), algo novo e, portanto, que não sabemos ainda como nomear.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segunda regra&lt;/strong&gt; para o reto ensino, já cheio de desvios: &lt;strong&gt;não ter medo de “perder tempo”, não querer ganhar tempo, mas reaprender a paciência.&lt;/strong&gt; Essa atitude é naturalmente muito diferente, imagino, num ensino dito técnico, no qual os estudantes devem aprender várias técnicas, justamente, vários “conteúdos”, ensino essencial para o bom funcionamento de várias profissões. Mas, no ensino da filosofia (e talvez de mais disciplinas se ousarmos pensar melhor), &lt;strong&gt;paciência e lentidão são virtudes do pensar e, igualmente, táticas modestas, mas efetivas, de resistência à pressa produtivista do sistema capitalista-mercantil-concorrencial etc&lt;/strong&gt;. etc. (esqueci de dizer que a velha professora tinha 20 anos em 1968). Lyotard disse isso lindamente: “&lt;em&gt;Si l’un des principaux critères de la réalité et du réalisme est de gagner du temps, ce qui est, me semble-t-il, le cas aujourd’hui, alors le cours de philosophie n’est pas conforme à la réalité d’aujourd’hui. Nos difficultés de professeurs de philosophie tiennent essentiellement à l’exigence de la patience. Qu’on doive supporter de ne pas progresser (de façon calculable, apparente), de ne faire que commencer toujours, cela est contraire aux valeurs ambiantes de prospective, de développement, de ciblage, de performance, de vitesse, de contrat, d’exécution, de jouissance&lt;/em&gt;” (« Le Postmoderne Expliqué aux Enfants », Galilée, 1986, Paris, pp. 158/159). (&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;1 - tradução no final deste texto&lt;/span&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terceira regra&lt;/strong&gt; desviante: &lt;strong&gt;não querer ser “atual”, estar na moda, up to date, mas assumir o anacronismo produtivo, uma não-conformidade ao tempo&lt;/strong&gt; (Unzeitgemässheit, dizia Nietzsche), não correr atrás das novidades (mercadorias intelectuais ou não), mas perceber o surgimento do devir no passado antigo ou no presente balbuciante, hesitante, ainda indefinido e indefinível. &lt;strong&gt;Deixar que essa hesitação possa desabrochar&lt;/strong&gt;. Não procurar por normas e imperativos, mesmo na desorientação angustiante, mas conseguir dizer, de maneira diferenciada, as dúvidas. (Caro leitor, você já percebeu a quantos imperativos somos submetidos, somente andando 10 km na cidade ou lendo uma revista? O tempo do imperativo é o da propaganda).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resistir, portanto à tentação do professor e do “intelectual” em geral de ter de encontrar uma saída, uma solução, uma lei, uma verdade, um programa de partido ou não. Agüentar a angústia.&lt;/strong&gt; Adorno dizia que essa dimensão era uma dimensão de resistência não só ao sistema dominante do mundo administrado, mas também aos sonhos de dominação do pensamento. Não querer colocar uma ordem necessária onde há primeiro, desordem, não confundir “taxinomia”, arranjo em várias gavetas com pensamento -pois &lt;strong&gt;pensar é, antes de mais nada, duvidar, criar caminhos, perder-se na floresta e procurar por outro caminho, talvez inventar um atalho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quarta regra&lt;/strong&gt; de método desviante (“Método é desvio”, dizia um velho mestre quase chinês, Walter Benjamin): &lt;strong&gt;não se levar tão a sério assim, só porque estudou latim e grego ou fez doutorado na Alemanha ou consegue entender Heidegger. Mais radicalmente: não levar demais a sério as “opiniões” pessoais, em particular as suas&lt;/strong&gt;. São, no melhor dos casos, somente a ocasião de ir além delas, do reino dito encantado das “idéias” e “crenças” subjetivas. Não cair na ilusão liberal de que a liberdade se esconde nas escolhas individuais, arbitrárias e/ou manipuladas. Se há algo que a reflexão filosófica pode realmente ajudar a pensar é a &lt;strong&gt;necessidade de ultrapassar, de ir além -isto é de “transcender”- os pequenos narcisismos individuais para vislumbrar “o vasto oceano da Beleza”&lt;/strong&gt; (dizia o velho Platão), o Reino do Espírito, dizia outro velho senhor idealista, hoje talvez digamos o “enigma do Real” ou, então, as linhas de fuga e os acontecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa dimensão “objetiva” (não em oposição ao “sujeito”, mas levando em questão a materialidade e a historicidade das “coisas” que nos resistem e nos atraem) do pensamento justifica a exigência, imprescindível, da diferenciação conceitual, isto é, do esforço e da ascese (askesis, ou exercício, em grego) conceituais: não se trata de malabarismos intelectuais complicados, mas de tentativas sempre reiteradas de compreender o “real” sem violentá-lo. &lt;strong&gt;Esse esforço, essa “paciência do conceito”, vai, de novo, contra a pressa reinante, e também contra os “achismos” tão prezados na imprensa e na televisão, nos meios ditos de “comunicação”. Também resiste à ilusão de que o debate de idéias, como se diz, seja um enfrentamento de dois ou mais oradores brilhantes (ou não) que tentam, cada um, fazer prevalecer sua opinião sobre a opinião do outro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A ascese conceitual também implica &lt;strong&gt;o aprendizado de um certo despojamento da vontade individual e concorrencial de auto-produção perpétua em detrimento dos outros&lt;/strong&gt;. Não se trata de ser melhor que os outros, &lt;strong&gt;mas de estar atento às possibilidades de transformação da realidade&lt;/strong&gt;, portanto, de não passar ao lado dela, de compreendê-la melhor, na sua possível mutabilidade. Isso implica, aliás, que, muitas vezes, não sei, não posso dizer nada que ajude, portanto também ouso calar-me, não cedo à tentação de falar sobre tudo e qualquer coisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;: &lt;strong&gt;não se dobrar aos imperativos mercantis-intelectuais da “produção” de “papers&lt;/strong&gt;” e da contagem de pontos nos inúmeros “curricula” e relatórios administrativos-acadêmicos: se tiver que contar “pontos”, conte para que lhe deixem em paz, mas não confunda isso com trabalho intelectual ou mesmo espiritual. Já que temos o privilégio de lecionar filosofia, isto é, uma coisa de cuja utilidade sempre se duvidou, vamos aproveitar esse grande privilégio (de classe, de profissão, de tempo livre) e &lt;strong&gt;solapar alguns imperativos ditos categóricos e racionais: contra a pressa, a produtividade, a concorrência, a previsibilidade, a especialização custe o que custar, as certezas e as imposições&lt;/strong&gt;. &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Podemos exercer, treinar, mesmo numa sala de aula, sim, pequenas táticas de solapamento, exercícios de invenção séria e alegre, exercícios de paciência, de lentidão, de gratuidade, de atenção, de angústia assumida, de dúvida, enfim, exercícios de solidariedade e de resistência.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Publicado em 3/12/2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jeanne Marie Gagnebin&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;É professora de filosofia na PUC/SP e de teoria literária na Unicamp, autora, entre outros, de "História e Narração em Walter Benjamin" (Perspectiva, 1994) e de "Sete Aulas sobre Linguagem, Memória e História" (Imago, 1997). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1 - “Se um dos principais critérios da realidade e do realismo é ganhar tempo, o que é, me parece, o caso hoje em dia, então o curso de filosofia não se ajusta à realidade de hoje. Nossa dificuldade de professores de filosofia concerne essencialmente à exigência de ser paciente. Que se deva suportar não progredir (de maneira calculável, aparente), ter que começar sempre, isso é contrário aos valores dominantes de prospectiva, de desenvolvimento, de alvo, de performance, de velocidade, de contrato, de execução, de gozo.” (tradução da Redação)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2807,1.shl"&gt;Fonte&lt;/a&gt;:11.12.06&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116589131449661558?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116589131449661558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116589131449661558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116589131449661558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116589131449661558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/12/aprendizagem-tempo-paradigmas-e.html' title='Aprendizagem, tempo, paradigmas e desvios...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116369289210705028</id><published>2006-11-16T13:57:00.002-02:00</published><updated>2008-05-16T15:02:06.418-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Blog de crônicas políticas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;"A imprensa não deve ser justa, nem bela. Deve ser livre. Nos tempos atuais, deve ser livre para elogiar. Apenas para elogiar. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;E, de preferência, elogios sóbrios. Sem piadinhas".&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Rodolfo Torres&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;_________________&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Confira o blog de Rodolfo Torres: &lt;a href="http://www.blablablabrasilia.blog-se.com.br/blog/conteudo/home.asp?idblog=12295"&gt;Blá blá blá Brasília &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;_________________________&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Para REFLEXÃO:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Qual é a sua opinião sobre o papel da imprensa?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;________________________________&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116369289210705028?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116369289210705028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116369289210705028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116369289210705028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116369289210705028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/11/blog-de-crnicas-polticas.html' title='Blog de crônicas políticas'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116279133780261588</id><published>2006-11-06T03:33:00.001-02:00</published><updated>2008-04-09T13:49:26.292-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='downloads'/><title type='text'>Só não ler quem não quer...</title><content type='html'>Olá alunos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a internet! Nos dias atuais, sabemos que só não lê quem não sabe e quem não quer. Então, para estimular a leitura, selecionei uns links de acesso para livros. São várias obras de diversos autores! Além disso, têm obras em português e inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitem o tempo com cultura! Afinal, ler também é viajar!&lt;br /&gt;Abraços, Solange&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os livros estão compactados. &lt;a href="http://www.4shared.com/dir/256170/90e11c10/sharing.html"&gt;Entre aqui no HD Virtual&lt;/a&gt; . Clique em uma pasta e em seguida nos arquivos de sua preferência. Será aberta uma nova página, depois de carregada, role-a até o final e procure o botão Download, clique e espere ser concluindo. As novas adições à lista, estarão marcadas com (Novo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja também:&lt;a href="http://cultvox.locaweb.com.br/gratis_filosofia_politica.asp"&gt;Cultivox: e-livros em português&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem&lt;a href="http://www.ftpbrasil.net/forum/viewtopic.php?p=34529&amp;sid=d556c3878b00958ec110ad889676d526"&gt; mais aqui...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em inglês:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://promo.net/pg/"&gt;http://promo.net/pg/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://digital.library.upenn.edu/books/"&gt;http://digital.library.upenn.edu/books/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns, dos autores disponíveis:&lt;br /&gt;Machado de Assis - Allan Kardec - Sigmund Freud - Carta Testamento de Getúlio - Francis Bacon - Bhaghavad Gita - Bíblia - Velho Testamento - Frederico Nietzsche - Frei Vicente do Salvador - Shakespeare - Augusto Comte - Leon Trotsky - Rainer Maria Rilke - Marco Aurélio - Pablo Neruda - Artur Rimbaud - Voltaire - Catherine Clement - Marquês de Sade - Julio Cortazar - Raul Brandão - Jorge Luis Borges - Guy de Maupassant - William Sargant - Pe. Antonio Vieira - Gregório de Matos - Lev Semenovich Vygostsky - Artur Azevedo - Álvares de Azevedo - Martins Pena - Joaquim Norberto de Souza e Silva - França Júnior - Gonçalves de Magalhães - Augusto dos Anjos - Legislação eleitoral - Franz Kafka&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116279133780261588?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116279133780261588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116279133780261588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116279133780261588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116279133780261588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/11/s-no-ler-quem-no-quer.html' title='Só não ler quem não quer...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116250756566533343</id><published>2006-11-02T19:43:00.002-03:00</published><updated>2008-05-16T15:05:01.580-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Reflexão...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Parece que o mundo só salta quando empurrado pelos atormentados. &lt;strong&gt;Newton&lt;/strong&gt; quase morreu, andava procurando um código na Bíblia, e descobriram uma porção de obras suas dedicadas à velha Alquimia. &lt;strong&gt;Marx&lt;/strong&gt; quase deixou a família morrer de fome. &lt;strong&gt;Freud&lt;/strong&gt; era meio pancada. &lt;strong&gt;Wilhelm Reich&lt;/strong&gt;, brigou com todo mundo, fez chover no deserto com seu cloudbuster e acabou morto pela democracia americana.&lt;strong&gt; Jung&lt;/strong&gt; andava as voltas com seus fantasmas... &lt;strong&gt;Pauling, Einstein, Darwin, Crick &lt;/strong&gt;e uma legião de outros. Quando se olha na fileira do tempo dá prá ver uma porção deles acenando as mãos. Parece que a humanidade tem um grande débito com esses caras." &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(Trecho escrito por Caio numa comunidade no orkut).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E você o que pensa do trecho acima?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116250756566533343?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116250756566533343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116250756566533343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116250756566533343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116250756566533343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/11/reflexo.html' title='Reflexão...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116228298463577807</id><published>2006-10-31T05:21:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:23:04.843-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='distribuição de renda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade social'/><title type='text'>Refletindo sobre a situação social do país...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Brasil é considerado um país com enorme disparidade social atribuída pela má distribuição de renda, dentre outros fatores. Com base nos textos “Transferência de renda pelo governo em 2004”, “Classe média encolheu em 2003” e “Distribuição de renda no Brasil” (&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;ver links abaixo&lt;/span&gt;) e, pesquisando em outras fontes, faça uma análise crítica refletindo sobre:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;1) Os programas chamados “assistenciais” podem resolver a questão das diferenças sociais no Brasil? São ações válidas? Por quê? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;2) O resultado das eleições de 2006, com a reeleição do presidente Lula, pode ser atribuído aos programas de “transferência de renda”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Na sua opinião quais medidas o governo deveria tomar para minimizar a pobreza no país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) É possível acabar com a desigualdade social no Brasil? Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Faça outros questionamentos acerca do tema e argumente suas idéias. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;___________________________________&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116228298463577807?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116228298463577807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116228298463577807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116228298463577807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116228298463577807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/10/refletindo-sobre-situao-social-do-pas.html' title='Refletindo sobre a situação social do país...'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116228199862005504</id><published>2006-10-31T05:00:00.000-03:00</published><updated>2008-04-09T13:51:15.923-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='distribuição de renda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade social'/><title type='text'>Transferência de renda pelo governo em 2004</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em 2004&lt;/strong&gt;, 15,6% dos domicílios no país tinham pelo menos um morador recebendo dinheiro de programa social do governo, &lt;strong&gt;sendo que na Região Nordeste este percentual chegou a 32%&lt;/strong&gt;. Nesses domicílios beneficiados, 91% tinham rendimento domiciliar per capita1 de até um salário mínimo e 1,1% de mais de dois salários mínimos. &lt;strong&gt;Estas e outras informações fazem parte do suplemento da PNAD de 2004 sobre Acesso a Transferências de Renda de Programas Sociai&lt;/strong&gt;s, que inclui tabelas desagregadas por Grandes Regiões e Unidades da Federação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dentre os programas sociais governamentais, das esferas federal, estadual e municipal, encontram-se aqueles que &lt;strong&gt;visam dar suporte às famílias das menores faixas de rendimento por meio de transferências em dinheiro.&lt;/strong&gt; Entre esses programas de transferência de rendimento pesquisados, estavam desde o auxílio-gás, que era de R$ 7,50 mensal, pago bimestralmente, até o Benefício Assistencial de Prestação Continuada - BPC-LOAS, que foi fixado em 1 salário mínimo mensal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Realizada pelo IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), entrevistou 399 354 pessoas e 139157 unidades domiciliares distribuídas por todo o país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em 2004, cerca de oito milhões de domicílios foram beneficiados com programa social de transferência de rendimento do governo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No total de domicílios particulares no país, 15,6% eram constituídos por aqueles em que algum morador recebeu dinheiro de programa social do governo. A Região Nordeste apresentou o maior valor desse indicador (32,0%) e a Sudeste, o mais baixo (7,9%).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já entre os domicílios no Brasil com &lt;strong&gt;rendimento mensal domiciliar per capita de até ¼ do salário mínimo, a proporção de moradias em que algum morador recebeu benefício monetário de programa social do governo chegou a 50,3%&lt;/strong&gt; e na de mais de 2 salários mínimos situou-se em 0,7%. Essa mesma evolução foi observada em todas as regiões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos domicílios particulares em que algum morador recebeu dinheiro oriundo de programa social do governo, quase 91% tinham rendimento domiciliar per capita de até 1 salário mínimo e 1,1% de mais de 2 salários mínimos. Naqueles domicílios em que nenhum morador recebeu transferência monetária de programa social do governo, a parcela dos sem rendimento ou com rendimento mensal domiciliar per capita de até 1 salário mínimo representou 43,0% e a dos que tinham mais de 2 salários mínimos, 27,2%.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda segundo a pesquisa do IBGE, o rendimento mediano mensal dos domicílios que tinham algum morador recebendo dinheiro de programa social do governo (R$ 458) estava em patamar inferior ao dos que não tinham (R$ 880). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: IBGE&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;______________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www1.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=562"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;aqui &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;o texto completo e os gráficos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116228199862005504?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116228199862005504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116228199862005504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116228199862005504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116228199862005504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/10/transferncia-de-renda-pelo-governo-em.html' title='Transferência de renda pelo governo em 2004'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116228109890887152</id><published>2006-10-31T04:44:00.000-03:00</published><updated>2008-04-09T13:51:15.924-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='distribuição de renda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade social'/><title type='text'>Classe média encolheu em 2003</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Classe média encolheu no 1º ano de Lula&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;(Correio Popular - Cidades - 13/11/2004)&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;De São Paulo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Brasil empobreceu violentamente em 2003, o primeiro ano do governo Lula.” &lt;strong&gt;A afirmação é do professor do Instituto de Economia da Unicamp, Waldir José de Quadros&lt;/strong&gt;, que está concluindo uma pesquisa sobre o encolhimento da classe média brasileira nos últimos 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao comparar a situação da classe média entre 2002 e 2003, o economista constatou uma perda de riqueza muito forte para o período de apenas um ano, só comparável ao que ocorreu no governo Collor, com o confisco dos depósitos e aplicações financeiras. “A situação é quase a mesma.” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Leia &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.unicamp.br/unicamp/canal_aberto/clipping/novembro2004/clipping041113_correiopop.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;aqui &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;o texto na íntegra.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;____________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Percentuais da pesquisa em 2003&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ricos - &lt;strong&gt;0,14%&lt;/strong&gt; (renda familiar mensal acima de R$ 6,9 mil)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;__________________ CLASSE MÉDIA ____(31,29%)__________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Classe média alta – 3,38% (renda familiar acima de R$ 5 mil mensais)&lt;br /&gt;Classe média média – 6,61% (renda familiar entre R$ 2,5 mil e R$ 5 mil mensais)&lt;br /&gt;Classe média baixa – 21,30% (renda familiar de R$ 1 mil a R$ 2,5 mil mensais)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;__________________ POBRES__________(68,57%)__________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Massa trabalhadora – 26,66% (renda familiar mensal entre R$ 500 e R$ 1 mil)&lt;br /&gt;Trabalhadores com renda ínfima – 22,11% (renda familiar mensal entre R$ 250 e R$ 500)&lt;br /&gt;Indigentes – 19,80% (renda familiar mensal abaixo de R$ 250)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Waldir José Quadros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116228109890887152?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116228109890887152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116228109890887152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116228109890887152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116228109890887152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/10/classe-mdia-encolheu-em-2003.html' title='Classe média encolheu em 2003'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116227932265159325</id><published>2006-10-31T04:11:00.000-03:00</published><updated>2008-04-09T13:51:15.925-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='distribuição de renda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade social'/><title type='text'>Distribuição de renda no Brasil</title><content type='html'>&lt;strong&gt;PESQUISA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pobre rica classe média&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Na massa intermediária está quase metade da renda do país, diz estudo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;por Paulo César do Nascimento&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alguém no Brasil que tenha uma renda mensal de pelo menos R$ 2.000,00 pode ser considerado rico?&lt;/strong&gt; A resposta é sim, de acordo com estudo realizado pelo &lt;strong&gt;professor do Instituto de Economia da Unicamp, Rodolfo Hoffmann.&lt;/strong&gt; Mas os resultados da pesquisa "Distribuição da Renda no Brasil: poucos com muito e muitos com muito pouco" revelam surpresa maior ao demonstrar que pessoas com aquela renda integram o privilegiado grupo dos &lt;strong&gt;10% mais ricos do país&lt;/strong&gt;, o que não é pouco: trata-se de mais de &lt;strong&gt;seis milhões de brasileiros&lt;/strong&gt; e não – ao contrário do que se imagina – de algumas dezenas de milionários freqüentemente expostos aos refletores e ao glamour da mídia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora o assunto possa parecer esgotado – afinal, ainda que não seja mazela exclusiva do Brasil, é notória a injusta distribuição de renda no país– a análise do professor Hoffmann tem o mérito de abordá-lo de maneira inovadora. A partir de estatísticas recentes e confiáveis, ele apresenta números que não só corroboram a grande desigualdade da distribuição da renda nacional, mas, principalmente, enfatizam de forma clara e atualizada &lt;strong&gt;os diferentes níveis de renda da população economicamente ativa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para estudar as características da distribuição da renda no Brasil, Hoffmann &lt;strong&gt;utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada pelo IBGE em 1998&lt;/strong&gt; e que encontrou no país (exceto nas áreas rurais dos Estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá, não cobertas pela pesquisa) quase 77 &lt;strong&gt;milhões de pessoas economicamente ativas.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na análise, porém, &lt;strong&gt;ele restringiu-se aos cerca de 61,6 milhões de pessoas economicamente ativas com rendimento positivo&lt;/strong&gt;, já que nada menos que 18,6% do total coberto pela PNAD tinha rendimento igual a zero, ou seja, era constituído de pessoas sem remuneração, incluídos nessa categoria os membros não remunerados das famílias dos pequenos agricultores, onde o resultado do trabalho familiar é declarado como rendimento do chefe. Após fazer uma correção para compensar a subdeclaração, o rendimento médio daquelas 61,6 milhões de pessoas é cerca de R$ 950,00. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Classe média?&lt;/strong&gt; – Mesmo ponderando que a principal limitação dos dados é, certamente, a subdeclaração das rendas elevadas, Hoffmann chegou a números que, no mínimo, &lt;strong&gt;convidam a uma reflexão acerca de critérios e rótulos convencionalmente aplicados para se definir categorias sócio-econômicas no Brasil a partir da renda – utilizados mais pela força do hábito do que propriamente embasados em dados científicos.&lt;/strong&gt; O contingente populacional que no país se convencionou chamar de classe média, por exemplo, à luz do trabalho do professor da Unicamp está equivocadamente posicionado no cenário da distribuição da renda nacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;"Analisando-se o rendimento das pessoas economicamente ativas, percebe-se que cada uma das pessoas que estão entre os 10% mais ricos ganham pelo menos R$ 2.000,00. São, portanto, pessoas relativamente ricas para a distribuição da renda no Brasil, mas que costumam se considerar pobres. Quando muito a pessoa admite pertencer à classe média", observa Hoffmann.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O estudo revela, contudo, que não se pode considerar integrante de uma massa intermediária da população um contingente que se apropria de quase a metade de toda a renda nacional", pondera.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ignorar a extensão territorial brasileira e as enormes diferenças sócio-econômicas entre as regiões contribui para agravar a falta de idéias corretas sobre a distribuição de renda. "Não se pode esquecer que a região Nordeste, com 29% da população analisada, tem 52% do total de pessoas pobres e 54,6% da insuficiência de renda, e exibe medidas de pobreza cujo valor está próximo do dobro do observado para o país como um todo", salienta Hoffmann.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Contradições&lt;/strong&gt; - Ele acrescenta que, discutir questões polêmicas como a taxação de riquezas e a redistribuição de renda, sem a percepção de aspectos como os abordados em seu trabalho – e aqui Hoffmann vê uma importante contribuição de seu estudo – leva a sérias contradições.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Os &lt;strong&gt;10% mais ricos têm cerca de 47,2% da renda total&lt;/strong&gt;, o que significa que sua renda média é 4,72 vezes maior do que a média geral, ou cerca de R$ 4.500,00. Contudo, pessoas com rendimento dessa ordem de grandeza, quando discutem a cobrança de impostos e afirmam que se deveria aumentar a taxação de riquezas, consideram que ricos são pessoas com rendimento substancialmente superiores aos seus próprios", argumenta. "Contudo, o estudo revela que, na verdade, elas é que teriam de ser taxadas."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para Hoffmann, taxar somente os &lt;strong&gt;1% mais ricos do país - algo em torno de 600 mil pessoas da população economicamente ativa &lt;/strong&gt;– com o objetivo de redistribuição da renda resultaria em transferência de uma fração muito pequena da renda total. "Ou seja, se o desejo for, de fato, redistribuir renda, a medida só trará resultados reais se atingir a parcela da população que hoje se considera classe média."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele acha válidas, porém insuficientes, para a melhor distribuição, iniciativas como o &lt;strong&gt;programa de renda mínima.&lt;/strong&gt; "É um programa que merece ser ampliado, porque proporciona algum tipo de renda a quem tem muito pouco, além de promover a freqüência das crianças às escolas. Mas a distribuição da renda no Brasil não será alterada com uma única medida. Tem que ser uma preocupação constante e presente em todas as decisões políticas e econômicas." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Desfile de anões&lt;/strong&gt; - Em seu estudo, Hoffmann faz uma referência a uma consagrada passagem do livro &lt;em&gt;Income distribution: facts, theories, policies&lt;/em&gt; do economista holandês Jan Pen, em que ele, para descrever a distribuição de renda na Inglaterra, &lt;strong&gt;imaginou um desfile de pessoas ordenadas conforme valores crescentes da renda e admitiu que, num passe de mágica, as pessoas ficassem com altura proporcional à sua renda, de maneira que a altura média correspondesse à pessoa com renda média. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Hoffmann emprestou a idéia de seu colega europeu e imaginou um desfile semelhante, com uma grande amostra de pessoas representando a distribuição da renda na população economicamente ativa brasileira, admitindo que todo o desfile, do mais pobre ao mais rico, iria durar 100 minutos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse exemplo, ao final de 10 minutos de desfile, estaria passando uma pessoa com altura incrivelmente baixa. Ao final de 25 minutos ainda estariam passando pessoas com altura igual a um quarto da média. No meio do desfile, isto é, após 50 minutos, estariam passando anões com altura igual à metade da média. Só quando já tivessem passado três quartos do desfile é que seriam observadas pessoas com altura média, representando a renda média.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No início dos últimos dez minutos desfilariam gigantes com altura igual a 2,1 vezes a média. No início do último minuto passaria uma pessoa com altura maior do que oito vezes a altura média. De acordo com dados da PNAD estudada, o desfile terminaria com uma pessoa cuja altura seria 122 vezes a média.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;Devido à forte assimetria positiva da distribuição de renda, há muito mais pessoas com renda abaixo da média do que acima da média&lt;/strong&gt;", esclarece Hoffmann. Assim, quem assiste ao desfile imaginado por Pen vê, durante a maior parte do tempo, a passagem de anões. Por isso, Pen afirmou que essa é uma parada de anões, e apenas alguns gigantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_______________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/mai2000/pagina5-Ju151.html"&gt;Jornal da Unicamp &lt;/a&gt;- &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Maio de 2000&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116227932265159325?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116227932265159325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116227932265159325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116227932265159325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116227932265159325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/10/distribuio-de-renda-no-brasil.html' title='Distribuição de renda no Brasil'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116226510031349069</id><published>2006-10-30T23:59:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:24:08.281-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições e IDH'/><title type='text'>Refletindo sobre eleições - Lula e Alckimin</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Verifique &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://placar.eleicoes.uol.com.br/2006/infograficos/idh.jhtm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt; o placar das eleições para Presidente do Brasil&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; no segundo turno (2006), conforme IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Faça sua análise crítica sobre o resultado eleitoral, considerando o critério IDH. O que isso significa para o país? Por que Lula obteve votação elevada, principalmente, nos estados considerados com menor índice de qualidade de vida? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no segundo turno das eleições, o candidato Alckmin venceu nos estados MS, MT, PR, RR, RS, SC e SP. Embora o DF e RJ estejam entre os cinco melhores índices de IDH, Lula obteve melhor votação em ambos. Já o Amazonas e Maranhão foram os locais com os piores percentuais para Alckmin. &lt;strong&gt;O que pode se refletir a partir desses dados? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Veja &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://placar.eleicoes.uol.com.br/2006/infograficos/presidentes.jhtm"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;aqui &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;a comparação, por estados, do primeiro para o segundo turno.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Posição dos Estados e do DF em relação ao IDH* &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(do mais elevado para o pior índice)&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;1. Distrito Federal&lt;br /&gt;2. Santa Catarina&lt;br /&gt;3. São Paulo&lt;br /&gt;4. Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;5. Rio de Janeiro&lt;br /&gt;6. Paraná&lt;br /&gt;7. Mato Grosso do Sul&lt;br /&gt;8. Goiás&lt;br /&gt;9. Mato Grosso&lt;br /&gt;10. Minas Gerais&lt;br /&gt;11. Espírito Santo&lt;br /&gt;12. Amapá&lt;br /&gt;13. Roraima&lt;br /&gt;14. Rondônia&lt;br /&gt;15. Pará&lt;br /&gt;16. Amazonas&lt;br /&gt;17. Tocantins&lt;br /&gt;18. Pernambuco&lt;br /&gt;19. Rio Grande do Norte&lt;br /&gt;20. Ceará&lt;br /&gt;21. Acre&lt;br /&gt;22. Bahia&lt;br /&gt;23. Sergipe&lt;br /&gt;24. Paraíba&lt;br /&gt;25. Piauí&lt;br /&gt;26. Alagoas&lt;br /&gt;27. Maranhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;_________________________________________&lt;br /&gt;* IDH = Índice de Desenvolvimento Humano. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O IDH é o Índice de Desenvolvimento Humano, medido pelas Nações Unidas. O índice indica a qualidade de vida.&lt;br /&gt;FONTE: Atlas do Desenvolvimento Humano, Pnud e TSE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116226510031349069?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://placar.eleicoes.uol.com.br/2006/infograficos/idh.jhtm' title='Refletindo sobre eleições - Lula e Alckimin'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116226510031349069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116226510031349069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116226510031349069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116226510031349069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/10/refletindo-sobre-eleies-lula-e.html' title='Refletindo sobre eleições - Lula e Alckimin'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116181620892807767</id><published>2006-10-25T19:25:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:26:09.231-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade de expressão no Brasil'/><title type='text'>Liberdade de expressão no Brasil?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Brasil 'retrocede' em liberdade de imprensa, diz relatório&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;"Um editor de um jornal da França foi demitido por publicar charges sobre Maomé em fevereiro de 2006"&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coréia do Norte, Turcomenistão e Eritréia são os países com menos liberdade de imprensa segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (22/10/2006) pela organização Repórteres Sem Fronteiras (&lt;a href="http://www.rsf.org/"&gt;RSF&lt;/a&gt;).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na América Latina, a &lt;strong&gt;Bolívia&lt;/strong&gt; subiu alguns postos e lidera o ranking. Já o &lt;strong&gt;Brasil retrocedeu, passando para o 75º lugar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O relatório afirma que, no Brasil, com um jornalista morto este ano, os ataques à imprensa local continuam sendo "numerosos".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O relatório também aponta &lt;strong&gt;Estados Unidos, França, Japão e Dinamarca como países em falta&lt;/strong&gt; por não terem dado total proteção à liberdade de expressão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Infelizmente nada mudou nos países que são os piores predadores da liberdade de imprensa e &lt;strong&gt;jornalistas na Coréia do Norte, Eritréia, Turcomenistão, Cuba, Mianmar e China ainda estão arriscando suas vidas&lt;/strong&gt; ou correndo risco de serem presos por tentar nos manter informados", diz o relatório da organização baseada em Paris.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Estas situações são extremamente sérias e é urgente que líderes destes países aceitem críticas e parem com as intervenções rotineiras e duras na mídia", afirma o relatório, o quinto deste tipo da organização, chamado Índice Mundial de Liberdade de Imprensa 2006.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;América Latina&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Bolívia aparece no 16º lugar do ranking, ao lado de países como Áustria e Canadá.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fontes da organização RSF afirmaram à agência de notícias EFE que o grande salto da Bolívia pode parecer "surpreendente", mas mostra que não ocorreram ataques diretos nem agressões a jornalistas. Também revelaram que fracassou o objetivo de um parlamentar do partido do presidente Evo Morales de introduzir um projeto de lei de controle da mídia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O índice da RSF indica que, exceto no caso da &lt;strong&gt;Guatemala (90º lugar&lt;/strong&gt;), a América Central ocupa um posto "de honra". Mas o índice também destaca outras disparidades na América Latina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de a Bolívia ter dado um salto e do &lt;strong&gt;Panamá ter melhorado muito (39º), Argentina e Brasil sofreram "um claro retrocesso" e agora ocupam os postos 76º e 75º, respectivamente&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na Argentina, "onde as relações entre a imprensa nacional e a Presidência são execráveis", a retirada de subsídios aos meios de comunicação "não é o único" meio para "atrasar a imprensa", segundo a RSF, pois as suspensões e demissões obedecem a "pressões diretas" de cargos políticos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Queda&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;Estados Unidos, onde o conceito moderno de liberdade de expressão nasceu e foi difundido, caiu no índice anual da organização do 17° lugar, em 2002, para o 53°, em 2006&lt;/strong&gt;, em grande parte devido ao deterioramento das relações entre o governo de George W. Bush, o Judiciário Federal e a imprensa, segundo o relatório.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tensões semelhantes, envolvendo segurança e liberdade de imprensa, ajudam a explicar a &lt;strong&gt;queda da França para o 35º lugar,&lt;/strong&gt; uma queda de 24 lugares em cinco anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O crescente nacionalismo no Japão fez com que o país caísse 14 postos, para o 51º.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O relatório traz também algumas boas notícias. &lt;strong&gt;O Haiti subiu do 125º lugar para o 87º &lt;/strong&gt;em dois anos, desde que o ex-presidente Jean-Bertrand Aristide fugiu do país em conflito. Apesar de vários assassinatos de jornalistas permanecerem sem divulgação, a violência contra a imprensa diminuiu, segundo a RSF.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A liberdade de imprensa também melhorou na Bósnia-Herzegovina, em Gana e vários países do Golfo Pérsico&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns países europeus continuam &lt;strong&gt;liderando o índice&lt;/strong&gt;, como &lt;strong&gt;Finlândia, Irlanda, Islândia e Holanda&lt;/strong&gt;, dividindo o primeiro lugar em 2006.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guerra&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Em outras partes do mundo diversos fatores - incluindo guerra, repressão política, preocupações com segurança nacional e crescente nacionalismo - significaram novas ameaças à liberdade de imprensa.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo é o &lt;strong&gt;Líbano, que caiu do 56º para o 107º&lt;/strong&gt; lugar nos últimos cinco anos, segundo o relatório, pois a "imprensa do país continua a sofrer com a péssima atmosfera política da região, uma série de ataques com bombas em 2005 e os ataques militares israelenses em 2006".&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O relatório também critica a Autoridade &lt;strong&gt;Palestina (134º lugar&lt;/strong&gt;) por não conseguir manter a estabilidade interna, além de fazer críticas a &lt;strong&gt;Israel (135º lugar&lt;/strong&gt;) pelo comportamento, além de suas fronteiras, que "ameaça seriamente a liberdade de expressão no Oriente Médio".&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Repressão política no Irã, na Síria e na Arábia Saudita deixaram estes países próximos das últimas colocações no índice.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os confrontos causados pela publicação das charges mostrando o profeta Maomé também fizeram com que a &lt;strong&gt;Dinamarca caísse do topo do ranking em 2005 para o 19º&lt;/strong&gt; lugar em 2006, devido às ameaças aos autores das charges.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Perturbação, prisão de jornalistas e fechamento de jornais que republicaram as charges levaram a uma queda no ranking de países como &lt;strong&gt;Iêmen (149º lugar), Argélia (126º), Jordânia (109º) e Índia (105º).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos &lt;strong&gt;países que mais desrespeitam a liberdade de imprensa estão na Ásia&lt;/strong&gt;, onde sete países - entre eles, &lt;strong&gt;Mianmar (164º lugar), China (163º) e Coréia do Norte (em último com o 168º posto)&lt;/strong&gt; - ocupam os últimos lugares do índice.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na região, os países que mais respeitam a liberdade de imprensa são Nova Zelândia (18º), Coréia do Sul (31º) e Austrália (35º).&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/10/061023_liberdadeimprensarelfn.shtml"&gt;BBC Brasil.com&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;_______________________________________&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Temas para reflexão:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;1) Grande parte dos meios de comunicação está nas mãos de políticos. Uma minoria monopoliza a mídia. Nesse sentido, há informação livre e sem manipulação "interesseira"? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;2) Por que rádios comunitárias, universitárias precisam ser piratas pela falta de concessão que fica na mão de poucos? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;3) É preciso fazer uma reforma "midiática" com redistribuição das mídias para outros setores? (assim como "reforma agrágria"). &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;4) O que acontece a um país que detem monopólio de informações? Por que o Brasil caiu no ranking da liberdade de expressão?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;________________________________________&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116181620892807767?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/10/061023_liberdadeimprensarelfn.shtml' title='Liberdade de expressão no Brasil?'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116181620892807767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116181620892807767' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116181620892807767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116181620892807767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/10/liberdade-de-expresso-no-brasil.html' title='Liberdade de expressão no Brasil?'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116072664081617104</id><published>2006-10-13T05:00:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:29:35.580-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='modernidade'/><title type='text'>Senso crítico X produtividade/progresso X excesso</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Texto: Do direito à memoria, de Roberto Massei&lt;/strong&gt;. &lt;a href="http://www.avesso.net/memoria.htm"&gt;Leia aqui na íntegra...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Entretanto, a concepção de educação, predominante, visa moldá-la exclusivamente para a produção, isto é, age como formadora de mão-de-obra "qualificada". A classe dominante vê a educação e a cultura, portanto, como uma questão de mercado. É possível desenvolver o senso crítico sob o império da filosofia do progresso?" (Roberto Massei) &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.avesso.net/memoria.htm"&gt;**************************************************&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="115017373538719562"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Excesso de informações&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“A modernidade transformou o homem em um ser insensível e sem memória; desproveu-o, inclusive, da capacidade de ter uma preocupação com ela. Na Era da Informação o receptor da comunicação de massa é, na verdade, um ser desmemoriado. Recebe um excesso de informações que saturam sua forma de conhecer o mundo; incham-no, pois não há lenta mastigação e assimilação daquilo que é transmitido pela mídia”. (Roberto Massei)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.avesso.net/memoria.htm"&gt;**************************************************&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O indivíduo deve ser capaz de refletir sobre o escrito, permitido-se fazer uma relação entre o real, o ideal e a fantasia, tirando suas próprias conclusões, criando novos conceitos de ver e sentir a realidade".&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116072664081617104?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116072664081617104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116072664081617104' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116072664081617104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116072664081617104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/10/senso-crtico-x-produtividadeprogresso.html' title='Senso crítico X produtividade/progresso X excesso'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-116046668168877096</id><published>2006-10-10T04:45:00.002-03:00</published><updated>2008-05-16T15:00:23.847-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='censura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vamos refletir?'/><title type='text'>Censura x senso crítico</title><content type='html'>Olá alunos de Tópicos Especiais I,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos refletir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Será que a censura serve para "impedir" o senso crítico?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A censura serve à manipulação de certos interesses?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual é o papel da censura numa sociedade dita "democrática"?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitem o endereço &lt;a href="http://observatoriodacensura.blogspot.com/"&gt;http://observatoriodacensura.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leiam os textos, examinem e façam suas observações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debateremos, em breve, o tema "Censura x senso crítico" durante as aulas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solange&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-116046668168877096?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/116046668168877096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=116046668168877096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116046668168877096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/116046668168877096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/10/censura-x-senso-crtico.html' title='Censura x senso crítico'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-115948890657922561</id><published>2006-09-28T21:14:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:32:17.159-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral e costumes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='AI-5'/><title type='text'>O AI-5 e seus efeitos culturais</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PPkXKKRqw9M"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PPkXKKRqw9M" type="application/x-shockwave-flash" 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href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/09/o-ai-5-e-seus-efeitos-culturais.html' title='O AI-5 e seus efeitos culturais'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-115561882513605603</id><published>2006-08-15T02:07:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:33:54.384-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='valores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preconceito social na notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desigualdade social'/><title type='text'>JORNALISMO &amp; POBREZA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O preconceito social na notícia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Por Luciano Martins Costa&lt;br /&gt;Em 11/7/2006&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que o jornalismo impresso se dirige quase integralmente para a classe média, é uma realidade&lt;/strong&gt; que extrapola a simples percepção e se torna explícita em todas as ações de comunicação, dos editoriais às campanhas de marketing de jornais e revistas. &lt;strong&gt;Explica-se parcialmente por questões de mercado. &lt;/strong&gt;Não se justifica, porém, o fato de a imprensa continuar tratando a chamada base da pirâmide social como uma fatia apartada da sociedade, quase um peso a ser arrastado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A leitura cuidadosa dos principais jornais de influência nacional e das revistas semanais de informação revela &lt;/strong&gt;que, quando se distancia do setor mediano da sociedade – formado, no Brasil, por cerca de 50 milhões de indivíduos – , a imprensa olha para cima – onde se deleitam os 5 milhões de ricos – com um misto de deslumbramento e indulgência. Quando olha para baixo, onde sobrevivem 123 milhões de cidadãos, vaza um distanciamento quase hostil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns jornais regionais, como &lt;strong&gt;O Povo, do Ceará, A Tarde, da Bahia, O Popular, de Goiânia e A Notícia, de Joinville&lt;/strong&gt;, pelo que se pode depreender de suas versões eletrônicas, preservam características de suas comunidades e não apresentam um flagrante preconceito contra as populações menos favorecidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Povo&lt;/strong&gt; oferece um amplo espaço para problemas comunitários e não costuma vincular pobreza à delinqüência; &lt;strong&gt;A Tarde&lt;/strong&gt; busca um perfil de jornal cosmopolita, com um desenho atualizado, mas não perde ocasião de ilustrar a "bahianidade", dando certo colorido a temas que têm pessoas ou comunidades carentes como protagonistas. &lt;strong&gt;A Notícia&lt;/strong&gt; parece "clean" como a cidade de Joinville, com sua população muito homogênea e sua alta qualidade de vida, mas não esconde os problemas dos bairros pobres. &lt;strong&gt;O Popular&lt;/strong&gt; tem um viés ecológico muito perceptível e aparenta um olhar mais para solidário quando a notícia vem das comunidades desfavorecidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apartheid social&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A&lt;strong&gt; chamada grande imprensa&lt;/strong&gt; do Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul, para sermos mais precisos, &lt;strong&gt;conversa diretamente com a classe média e tenta manter com ela uma relação de cumplicidade&lt;/strong&gt;, que pode estar na origem desse viés sutil que denuncia certo desprezo pela maioria que se acotovela na base da pirâmide social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não são incomuns &lt;strong&gt;referências diretas entre favelamento e criminalidade e condenações apressadas de políticas públicas tidas como assistencialistas&lt;/strong&gt;. Mas o fenômeno se revela em sua inteireza na aprovação implícita a ações típicas de "higienização social" disfarçadas de restauração urbana, praticadas frequentemente pelas autoridades municipais nas grandes cidades do Sul e Sudeste. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Basta uma leitura do noticiário sobre a "Cracolândia" do centro de São Paulo ou sobre batalhas entre quadrilhas dos morros cariocas para o &lt;strong&gt;cidadão mediano ser induzido a interpretações simplistas da complexidade social. &lt;/strong&gt;Da mesma forma, o noticiário sobre as últimas ações do bando conhecido como PCC e a situação dos presídios deixam escapar eventualmente o viés do "apartheid" social. Os sentenciados e suas famílias são situados em caixas apartadas do nosso grande e diversificado armazém social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Daí a vicejarem propostas controversas para a solução do "problema da pobreza" é um pulo.&lt;strong&gt; A pobreza passa a ser vista como uma questão isolada do universo da classe média leitora de jornais e revistas, o que certamente tende a agravar o distanciamento que naturalmente surge na faixa intermediária da população&lt;/strong&gt;, que se sente mais vulnerável aos riscos urbanos e não conta com os recursos de defesa privada que têm os habitantes do chamado andar de cima. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A imprensa deveria ser o espaço da educação cívica.&lt;/strong&gt; Seus praticantes deveriam buscar a vanguarda do conhecimento e desbaratar o emaranhado dos preconceitos, &lt;strong&gt;para que cada leitor pudesse encontrar em seu diário ou semanário o estímulo à solidariedade e compaixão&lt;/strong&gt; – naquele sentido zen que define a capacidade de viver as alegrias e angústias do outro. E não o contrário – a permanente inculpação do outro por suas inseguranças e frustrações. &lt;strong&gt;Cada vez que um cidadão de classe média pontifica que "o Brasil é assim mesmo", ou que "bandido bom é bandido morto", grava-se um ponto negativo na distância entre a realidade e o ideal da imprensa&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-115561882513605603?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=389IMQ001' title='JORNALISMO &amp; POBREZA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/115561882513605603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=115561882513605603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/115561882513605603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/115561882513605603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/08/jornalismo-pobreza.html' title='JORNALISMO &amp; POBREZA'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-115561566782963481</id><published>2006-08-15T01:14:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:30:39.642-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ratinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anunciantes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='audiência'/><title type='text'>SBT - Ratinho e anunciantes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Ratinho vira Chacrinha após Silvio Santos cobrar lucro &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;da Folha Online&lt;br /&gt;29/07/2006 &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Intimado por Silvio Santos a dar lucro ao SBT,&lt;strong&gt; atraindo anunciantes, sem apelar para a baixaria&lt;/strong&gt;, o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, vai se transformar em Chacrinha - pelo menos na aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sábado (29), às 21h30, o "Programa do Ratinho" pretende fazer uma "homenagem ao mestre Abelardo Barbosa, mais conhecido como Chacrinha", nas palavras do SBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestindo roupas espalhafatosas, Chacrinha (1916-1988) reinou nas tardes de sábado da Globo, nos anos 80, desclassificava calouros acionando uma buzina de mão e popularizou bordões como "Teresinha", "Vocês querem bacalhau?" e "Quem não se comunica, se trumbica". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No programa deste sábado, Ratinho vai usar o tradicional chapéu cartola e os óculos de aros escuros, que eram marca registrada do Velho Guerreiro. Evidente que o programa não vai deixar de explorar a imagem das "chacretes", como eram chamadas as dançarinas batizadas com nomes exóticos e chamativos. No palco, vão estar, por exemplo, Suely Pingo de Ouro, Deise Cristal e Esther Bem-Me-Quer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita Cadillac não foi esquecida. No quadro "Caranga da Madá", Madalena Bonfiglioli, que ficou famosa no extinto telejornal policial "Aqui Agora" (SBT), vai promover o encontro da chacrete e atriz pornô com o cantor Jerry Adriani no centro de São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Ratinho não aposta só na nostalgia para levantar o ibope. O programa promoverá mais uma etapa do concurso da garota do funk. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silvio Santos já ordenou que Ratinho só continuará no ar em 2007 se voltar a dar lucro ao SBT. Essa é a última chance que Silvio Santos dá ao apresentador, que perdeu audiência nos últimos anos e deixou de ter programas diários. O contrato dele só vence em 2008. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de Ratinho não é tanto a audiência (seu programa tem dado sete pontos), mas os custos. Só o apresentador ganha R$ 1,6 milhão por mês. O programa não atrai anunciantes de peso. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SBT decide retirar programas do Ratinho e Kajuru do ar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANIEL CASTRO&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Colunista da Folha de S.Paulo&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conselho executivo do SBT decidiu hoje à tarde retirar do ar o "Programa do Ratinho" e o "Jogo Duro", mesa-redonda apresentada por Jorge Kajuru nas manhãs de domingo. Extraoficialmente, os dois programas, que já não serão exibidos neste final de semana, &lt;strong&gt;estão deixando a grade de programação porque dão prejuízo ao SBT.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Massa, o Ratinho, que custa ao SBT mais de R$ 1,5 milhão por mês só de salário&lt;/strong&gt;, terá "uma segunda chance". Em setembro, deverá estrear um novo programa que tentará ser comercialmente viável, ou seja, dar lucro. O que não será nada fácil, porque a imagem de Ratinho, ligada à baixaria na televisão, afasta grandes anunciantes.Outra novidade no SBT é a mudança de dia de exibição do humorístico "A Praça É Nossa". O programa passa das noites de sábado para as de quinta-feira. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-115561566782963481?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u62923.shtml' title='SBT - Ratinho e anunciantes'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/115561566782963481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=115561566782963481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/115561566782963481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/115561566782963481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/08/sbt-ratinho-e-anunciantes.html' title='SBT - Ratinho e anunciantes'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-115561505397942198</id><published>2006-08-15T00:58:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:28:27.485-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral e costumes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='audiência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='os papéis controvertidos da TV'/><title type='text'>Crítica TV - Novela "Páginas da Vida"</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7KxrdNmhMDw" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crítica: "Páginas da Vida" se iguala ao Ratinho com vídeo do orgasmo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÉRGIO RIPARDO&lt;br /&gt;Editor de Ilustrada da Folha Online&lt;br /&gt;17/07/2006 - 23h50&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Páginas da Vida" se igualou ao programa do Ratinho ao mostrar uma senhora de 68 anos, falando, com seu linguajar simples, sobre o primeiro orgasmo. Pior foi a retórica da Globo, admitindo que "houve excesso" e que submeterá os depoimentos a sua área de controle de qualidade. Ainda existe esse departamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A emissora vende a idéia de que a exibição do depoimento no horário nobre foi uma exceção, acidental,&lt;/strong&gt; que fugiu ao seu "controle de qualidade". &lt;strong&gt;Só os ingênuos acreditam nesse discurso. Quem colocou no ar sabia muito bem o efeito desejado.&lt;/strong&gt; Não seria surpresa nenhuma que se descobrisse que se recebe cachê para dar esse tipo de depoimento. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre-se que &lt;strong&gt;a novela começou com ibope baixo&lt;/strong&gt;. A preocupação da Globo com o texto de "Páginas da Vida" também é tardia. Na quinta-feira, já houve o caso do strip-tease de Ana Paula Arósio com sua personagem implorando ao marido ("Quero uma, duas, três vezes. Vem dormir dentro"). O ibope subiu. Isso é que interessa, na visão dos executivos da emissora. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chamadas "Senhoras de Santana" podem espernear com a sexualidade desenfreada na TV. &lt;strong&gt;Para o Ministério da Justiça, a partir das 21h, lugar de criança é na cama&lt;/strong&gt;. A novela é recomendada para maiores de 14 anos, grupo capaz de achar qualquer assunto, como sexo, na internet.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, &lt;strong&gt;a Globo poderá apimentar a novela, sem risco de ser incomodada pelo governo&lt;/strong&gt;. O telespectador mais conservador vai chiar, mas não deve parar de ver a novela. Afinal, é preciso patrulhar a trama. Vinga a idéia do "fale mal, mas fale de mim". &lt;strong&gt;A celeuma ajuda a levantar o ibope.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para manter vivo o interesse por "Páginas da Vida", principalmente neste início, quando alguns ainda estão de ressaca com o fim de "Belíssima", a novela de &lt;strong&gt;Manoel Carlos precisa criar factóides, atraindo a atenção da mídia e, por conseqüência, dos telespectadores&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, foi a cena do arrastão no Rio. Depois, o strip-tease da personagem Olívia. Agora, a idosa da "calcinha babada" por "gozar", sozinha, após ouvir uma canção de Roberto Carlos. Ninguém será demitido por isso, mas, bingo, &lt;strong&gt;quem não sintonizava a novela poderá sentir curiosidade. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o pior da linguagem coloquial invade todos os canais, como &lt;strong&gt;SBT e Rede TV!. Até a Record&lt;/strong&gt;, a chamada TV da Igreja Universal, apela no palavreado e nas imagens sensuais. Sob a desculpa de ser uma obra de realismo, "Páginas da Vida" vai &lt;strong&gt;continuar "aloprando" no português e na exploração do corpo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que soa preconceito social condenar uma "senhora do povo", como a do depoimento do orgasmo, por usar expressões de seu mundo para relatar uma experiência sexual. &lt;strong&gt;O público mais recatado odeia termos chulos.&lt;/strong&gt; A elite até abre licenças "poéticas" para o baixo calão: se fosse filme de Quentin Tarantino e Pedro Almodóvar, tudo bem. Mas novela, não. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Páginas da Vida" não é uma obra de Nelson Rodrigues (1912-1980), embora Manoel Carlos o imite com o estilo "a vida como ela é". &lt;strong&gt;No fim, a novela será julgada pela receita publicitária que gerou. É o que importa para a Globo. Cabe ao público decidir se quer fazer parte desse jogo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leia mais&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;•·  &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u62533.shtml"&gt;Globo admite que "Páginas da Vida" apela e promete controle&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;·  &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u62530.shtml"&gt;Ministério recebe queixas, mas descarta punir "Páginas da Vida"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;·  &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u62446.shtml"&gt;Globo esquenta ibope de "Páginas da Vida" com nudez&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31104131-115561505397942198?l=osensocritico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u62539.shtml' title='Crítica TV - Novela &quot;Páginas da Vida&quot;'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osensocritico.blogspot.com/feeds/115561505397942198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31104131&amp;postID=115561505397942198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/115561505397942198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31104131/posts/default/115561505397942198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osensocritico.blogspot.com/2006/08/crtica-tv-novela-pginas-da-vida.html' title='Crítica TV - Novela &quot;Páginas da Vida&quot;'/><author><name>\o/</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31104131.post-115553902246403702</id><published>2006-08-14T03:59:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T14:26:57.807-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senso crítico e educação'/><title type='text'>Qual é o Problema?</title><content type='html'>Um dos maiores choques de minha vida foi na noite anter
