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23.12.08
13.9.08
Abaixo o hábito de ler
A escola da minha filha tem um programa de leitura chamado ciranda do livro. O objetivo é que cada criança pegue uma obra para ler no fim de semana e faça, na apostila encadernada em espiral, uma atividade pré-determinada (desenhar uma passagem, escolher um personagem favorito, ilustrar a idéia principal, fazer um breve resumo etc.).
Imagino que nem todos os alunos façam a tarefa de bom grado. No início a escola tentou uma competição: a criança que pegasse mais livros na biblioteca ganharia um prêmio ao término do período X. Minha filha logo chiou: “mamãe, assim não vale. Tá muito chata essa história de quem lê mais. Tem gente que só pega livrinho fininho e com muita figura pra ler rápido e pegar outro. Eu que escolhi pelo título, por que achei interessante a história, vou perder. O meu livro é muito mais grosso que os outros!”, choramingou.
Tinha ela razão. Vencer a competição era o objetivo das crianças sob o pretexto da escola de formar o hábito da leitura e quiçá cidadãos do futuro. Nesse meio tempo, crítica daqui, chororô acolá, ficou difícil para a professora lidar com a manobra “pedagógica”, deslindada pela pequena estudante.
Imagino que nem todos os alunos façam a tarefa de bom grado. No início a escola tentou uma competição: a criança que pegasse mais livros na biblioteca ganharia um prêmio ao término do período X. Minha filha logo chiou: “mamãe, assim não vale. Tá muito chata essa história de quem lê mais. Tem gente que só pega livrinho fininho e com muita figura pra ler rápido e pegar outro. Eu que escolhi pelo título, por que achei interessante a história, vou perder. O meu livro é muito mais grosso que os outros!”, choramingou.
Tinha ela razão. Vencer a competição era o objetivo das crianças sob o pretexto da escola de formar o hábito da leitura e quiçá cidadãos do futuro. Nesse meio tempo, crítica daqui, chororô acolá, ficou difícil para a professora lidar com a manobra “pedagógica”, deslindada pela pequena estudante.

O projeto competitivo saiu de cena e a apostila em espiral continuou seu trajeto, às sextas-feiras, mochila adentro; só que agora sem a pressão de se ser o primeiro lugar no ranking de “leituras lidas”. Algumas crianças ficaram aliviadas. Alguns pais também. Ufa!
Chegado o dia de mais uma escolha, minha menina, que se chama Ana (Luísa) optou por pegar um livro chamado Ana e Ana, segundo as palavras dela “achei pela capa que podia ser interessante”. E era. Aliás, é!
O livro de Célia Godoy, ilustrado divinamente por Fé, narra a história das gêmeas Ana Carolina e Ana Beatriz, que idênticas na aparência tentavam se distinguir por cores, roupas, adereços, ainda que “por dentro” fossem bem diferentes nos gostos e afinidades com o mundo. Cresceram e cada uma tomou um rumo, até que...
Até que eu parei para pensar se a leitura é um “hábito-ato” possível de se formar em alguém. Sendo professora há algum tempo e exatamente na área de produção de textos, leitura e interpretação, recordei das principais dificuldades e justificativas dos meus alunos quando perguntados sobre o tal, difundido, alardeado: hábito de ler!
Em geral, se apontam desconcentração, sono, preguiça, falta de exemplos familiares, ausência de livros em casa, dificuldade de entendimento, cansaço, visão embaralhada, e, principalmente, falta de tempo! Questionados sobre este último item, respondem: “ah, professora tem muita coisa melhor a fazer do que ler, como ver TV, praticar esportes, sexo, passear, navegar pela internet...”.
“– Mas céus! Vocês não gostam de ler nada?”, re-interrogo.
“– Também não é assim. A gente lê sobre o que gosta ou sobre o que precisa”.
Se tempo é uma questão de prioridade, e nele a gente ocupa primeiro o que dá prazer ou necessita, aonde entra o esforço pedagógico de formar o hábito de ler? Creio que na vala comum.
Diz o companheiro Houaiss que hábito é “maneira usual de ser, fazer, sentir, individual ou coletivamente; costume, regra, modo, maneira permanente ou freqüente, regular ou esperada de agir, sentir, comportar-se; mania”.
Ora, formar o hábito de ler para quê?
Em certa medida, quem tem uma formação escolar considerada razoável (sei lá o que isso significa) lê o que lhe atrai. Jornais, almanaques, cadernos de esporte, revistas semanais, publicações de fofocas etc, estão pelas esquinas e bem amassadas, indicando que mãos e olhos passaram por ali.
E daí?
Nada!
O hábito de ler, melhor formulando, a prática de ler não significa em essência nada. O costume de ler pode ser um desábito de adquirir conhecimento. Entrar no piloto automático da leitura não traz por si só transformação.
Se ler é um dos caminhos para se chegar ao conhecimento de determinado fenômeno, idéia, verdade, ler por ler é no máximo chegar à aquisição de dados brutos e informações superficiais, massificadas, deglutidas por seus autores para todos.
Hoje deveríamos por em pauta, conclamar, não o desgastado hábito de ler, mas sim o hábito de pensar, o hábito de querer saber, o hábito de ser curioso. Se os próprios considerados – pelos professores – não-leitores admitem ler o que lhes interessa, óbvio seria despertar antes a vontade de conhecer. Ler, por hábito, deveria deixar de ser regra de conduta apregoada pelas escolas. Transformar o pensamento e ampliá-lo por desejo, deveria ser a etiqueta.
Ler é mera conseqüência. A causa é querer sair do lugar-comum, voar sem tirar o pé do chão, pensar para existir... Meu hábito maior é “Ser” e por isso eu leio muito. Dessa forma, vou me desabituando de mim para me habituar às minhas releituras...
(Tirinha criada especialmente para este texto por minha amiga Creisi - veja outras tirinhas aqui)___________________________________________
Elabore exemplos de como atividades educativas podem surtir efeitos contrários ao desejado.
____________________
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Vamos refletir?
6.11.06
Só não ler quem não quer...
Olá alunos,
Viva a internet! Nos dias atuais, sabemos que só não lê quem não sabe e quem não quer. Então, para estimular a leitura, selecionei uns links de acesso para livros. São várias obras de diversos autores! Além disso, têm obras em português e inglês.
Aproveitem o tempo com cultura! Afinal, ler também é viajar!
Abraços, Solange
Todos os livros estão compactados. Entre aqui no HD Virtual . Clique em uma pasta e em seguida nos arquivos de sua preferência. Será aberta uma nova página, depois de carregada, role-a até o final e procure o botão Download, clique e espere ser concluindo. As novas adições à lista, estarão marcadas com (Novo)
Veja também:Cultivox: e-livros em português
Tem mais aqui...
Em inglês:
http://promo.net/pg/
http://digital.library.upenn.edu/books/
Alguns, dos autores disponíveis:
Machado de Assis - Allan Kardec - Sigmund Freud - Carta Testamento de Getúlio - Francis Bacon - Bhaghavad Gita - Bíblia - Velho Testamento - Frederico Nietzsche - Frei Vicente do Salvador - Shakespeare - Augusto Comte - Leon Trotsky - Rainer Maria Rilke - Marco Aurélio - Pablo Neruda - Artur Rimbaud - Voltaire - Catherine Clement - Marquês de Sade - Julio Cortazar - Raul Brandão - Jorge Luis Borges - Guy de Maupassant - William Sargant - Pe. Antonio Vieira - Gregório de Matos - Lev Semenovich Vygostsky - Artur Azevedo - Álvares de Azevedo - Martins Pena - Joaquim Norberto de Souza e Silva - França Júnior - Gonçalves de Magalhães - Augusto dos Anjos - Legislação eleitoral - Franz Kafka
Viva a internet! Nos dias atuais, sabemos que só não lê quem não sabe e quem não quer. Então, para estimular a leitura, selecionei uns links de acesso para livros. São várias obras de diversos autores! Além disso, têm obras em português e inglês.
Aproveitem o tempo com cultura! Afinal, ler também é viajar!
Abraços, Solange
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Tem mais aqui...
Em inglês:
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Alguns, dos autores disponíveis:
Machado de Assis - Allan Kardec - Sigmund Freud - Carta Testamento de Getúlio - Francis Bacon - Bhaghavad Gita - Bíblia - Velho Testamento - Frederico Nietzsche - Frei Vicente do Salvador - Shakespeare - Augusto Comte - Leon Trotsky - Rainer Maria Rilke - Marco Aurélio - Pablo Neruda - Artur Rimbaud - Voltaire - Catherine Clement - Marquês de Sade - Julio Cortazar - Raul Brandão - Jorge Luis Borges - Guy de Maupassant - William Sargant - Pe. Antonio Vieira - Gregório de Matos - Lev Semenovich Vygostsky - Artur Azevedo - Álvares de Azevedo - Martins Pena - Joaquim Norberto de Souza e Silva - França Júnior - Gonçalves de Magalhães - Augusto dos Anjos - Legislação eleitoral - Franz Kafka
14.7.06
É preciso duvidar de tudo...

O livro "'É preciso duvidar de tudo" é um conto inacabado de Kierkegaard sobre as inquietações do jovem Climacus, arrebatado por uma insólita paixão pela Filosofia.
Coleção: Breves Encontros
Autor: Soren Kierkegaard
Editora: Martins Fontes
1a edição, 2003.
Livro - Senso Crítico
Senso Crítico - Do dia-a-dia às ciências humanasAutor: David William Carraher
Editora: Thomson Pioneira
5a Edição, 1999.
Sugestão de leitura para professores e estudantes dos cursos de Ciências Sociais e Humanas, para profissionais das diversas áreas de Comunicação, para homens públicos e todos interessados em desenvolver sua capacidade de raciocínio e habilidades analíticas. Seu interesse é especialmente voltado para áreas de Metodologia Científica e pesquisas em geral.
Livro - Senso Comum - Thomas Paine
Resumo
por Guilherme Santos
por Guilherme Santos
"Na sua introdução ao Senso Comum, Thomas Paine afirma que a causa da América é a causa de toda a Humanidade. Ele afirma que as situações que surgem são universais, e que afectam todos - de um maneira ou outra, directa ou indirectamente.
Os comentários por ele feitos são tão relevantes hoje como eram há 230 anos atrás. Paine escreveu que o Governo, no seu melhor, era um mal necessário, causado pela malvadez do ser humano, destinado a restringir os vícios da cidadania.
A força do Governo, e a satisfação dos governados, dependia do eleitorado, e os eleitos suportavam os outros, mantendo o interesse comum da sociedade em primeiro lugar - nomeadamente a liberdade e a segurança. A Inglaterra e a sua Constituição falharam em concretizar isto, segundo Paine.
Haviam duas tiranias na Lei Britânica - a monarquia e a aristocracia. Estas eram formadas por pessoas independentes, e nada contribuiam para a liberdade. O Rei, por natureza, é afastado da plebe (povo) e dos meios de comunicação social, mas mesmo assim destinado a agir no interesse do povo.
Paine contesta que a Realeza havia sido uma das invenções mais bem sucedidas do Diabo, introduzida logo nos primeiros tempos do Homem e copiada depois pelas crianças de Israel. Aqui está um homem, igual a qualquer outro, pronto para honras e riquezas acima de qualquer outro compatriota. Esta exaltação não pode ser justificada de forma natural e, consequentemente, não pode ser justificada ou defendida pela tradição.
A vontade de Deus parece claramente contra o Governo de Reis. E enquanto a Inglaterra teve bons Reis, o seu País gemeu sob o fardo de muitos mais maus Reis. O Rei parecia útil apenas para uma coisa - fazer a Guerra e doar terras. E por isto ele recebia 800 mil libras esterlinas ao ano, além da veneração dos seus súbditos. Um óptimo negócio, para um homem só. O estado dos assuntos nas colónias foi o resultado desta disparidade. Gerações foram-se preparando discretamente, aguardando uma controvérsia entre Inglaterra e as suas colónias.
O Senso Comum ditava que a América iria florescer quando estivesse fora do peso da Monarquia, e o comércio e amizade com toda a Europa seria possível. Em Senso Comum, Paine descreve o futuro do Governo Americano, da Presidência ao Congresso.
Paine apela a todos os cidadãos de colónias para que ponham de lado as suas 'etiquetas' de subalternos, e que se unam como um só país: uma América livre e independente. A independência é a única coisa que pode unir as colónias umas às outras contra a tirania do controlo Britânico. Tal como era antes, é hoje. Nós fomos, e somos, um povo diverso, unido pelo laço comum da liberdade".
Livro - Educação e senso comum...
Livro: Como o senso comum compreende a filosofia
Autor: Georg Wilhelm Friedrich HegelEditora: Paz e Terra (2006)
Para Hegel a consciência de si e do outro vem com a reflexão e o esforço do pensamento. A esse esforço que reconhece a própria contingência, mas a inclui no seu trabalho mental, o autor opõe os argumentos de Krug contra o idealismo transcendental. Irozinando e citando exemplos cotidianos, Hegel contesta as exigências de 'bom senso' de seu opositor. A agradável leitura exige alguns conceitos básicos para ser compreendida em toda a extensão de sua crítica. Importante para fundamentar a necessidade de rigor na reflexão filosófica no ensino médio.
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